Segundo o secretário de estado João Galamba, que anda arredado dos títulos dos jornais há tempo suficiente para deixar qualquer português preocupado, a fábrica de hidrogénio que está a ser projectada para Sines “será o maior projecto industrial em Portugal desde o 25 de Abril”.
Não há muito tempo também foi notícia a atribuição de uma concessão para a exploração de lítio a uma empresa com capital social de 50 mil euros.
A relação entre o PS e os negócios estruturantes para o país, que mais tarde se revelam escândalos, ao ponto de escandalosamente banalizarem a palavra escândalo, já é antiga.
Se tivesse de apostar qual destes dois grandes investimentos irá ser o próximo grande escândalo da temporada teria dúvidas em escolher. Mas é garantido que qualquer um destes projectos tem grande potencial. Se houvesse um totobola para estas coisas o melhor era apostar numa tripla.
Serei só eu a achar que fazia sentido que o agora secretário de Estado João Galamba, um dos delfins de José Socrates, merecia uma escolta preventiva do Ministério Público?

Também o investimento da pescanova era o maior 350 milhões, e quem pagou fomos nós todos através dos bancos.
Para os políticos de hoje é fácil, criam linhas de apoio de crédito, fazem lobby junto da banca para emprestar o dinheiro a estas empresas. Se der resultado temos mais uma empresa para colocar os primos e amigos, de der para o torto, o povinho paga as imparidades, não calotes que isso é feio.
Por impossibilidade de aceder ao blog por outros meios que não o móvel e também por alguma aselhice fiz algumas trapalhadas com este post entre as quais apaguei alguns comentários.
Pelo facto peço desculpa.
A referência ao Ministério Público no último parágrafo é de péssimo gosto.
Primeiro, porque não se deve judicializar a política.
Segundo, porque o Ministério Público é uma das instituições com pior fama em Portugal. É, de facto, a nova Inquisição.
Num assunto com potencial de estrago como este, acho que o mau gosto fica a matar.
Estou a ver que o Paulo Sousa é adepto da máxima “os fins justificam os meios”.
Tenha vergonha, Paulo Sousa!
Fez-me lembrar a minha catequista
Nunca existiu dúvida sobre o Sr.Galamba:
A “estruturantear” desde o tempo do 44 !!
A.Vieira