The next big thing?


Paulo Sousa,

Segundo o secretário de estado João Galamba, que anda arredado dos títulos dos jornais há tempo suficiente para deixar qualquer português preocupado, a fábrica de hidrogénio que está a ser projectada para Sines “será o maior projecto industrial em Portugal desde o 25 de Abril”.

Não há muito tempo também foi notícia a atribuição de uma concessão para a exploração de lítio a uma empresa com capital social de 50 mil euros.

A relação entre o PS e os negócios estruturantes para o país, que mais tarde se revelam escândalos, ao ponto de escandalosamente banalizarem a palavra escândalo, já é antiga.

Se tivesse de apostar qual destes dois grandes investimentos irá ser o próximo grande escândalo da temporada teria dúvidas em escolher. Mas é garantido que qualquer um destes projectos tem grande potencial. Se houvesse um totobola para estas coisas o melhor era apostar numa tripla.

Serei só eu a achar que fazia sentido que o agora secretário de Estado João Galamba, um dos delfins de José Socrates, merecia uma escolta preventiva do Ministério Público?

8 comentários em “The next big thing?”

  1. Também o investimento da pescanova era o maior 350 milhões, e quem pagou fomos nós todos através dos bancos.

    Para os políticos de hoje é fácil, criam linhas de apoio de crédito, fazem lobby junto da banca para emprestar o dinheiro a estas empresas. Se der resultado temos mais uma empresa para colocar os primos e amigos, de der para o torto, o povinho paga as imparidades, não calotes que isso é feio.

  2. Por impossibilidade de aceder ao blog por outros meios que não o móvel e também por alguma aselhice fiz algumas trapalhadas com este post entre as quais apaguei alguns comentários.
    Pelo facto peço desculpa.

  3. A referência ao Ministério Público no último parágrafo é de péssimo gosto.
    Primeiro, porque não se deve judicializar a política.
    Segundo, porque o Ministério Público é uma das instituições com pior fama em Portugal. É, de facto, a nova Inquisição.

      1. Estou a ver que o Paulo Sousa é adepto da máxima “os fins justificam os meios”.
        Tenha vergonha, Paulo Sousa!

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