1. “A crise acabou totalmente. (…) Há sinais extremamente positivos.”
Manuel Pinho, ministro da Economia (Outubro de 2006)
2. “[Há] sinais extremamente positivos. Esta melhoria decorre num quadro em que as mesmas melhorias estão a acontecer na Europa. (…) Estamos porventura a chegar ao fim desta crise.”
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças (Julho de 2009)
Serviço público da Rádio Renascença

Matters of fact, which as Mr Budgell somewher observes, are very stubborn things.
(Will of Matthew Tindal)
Que bem apanhado!
TESOURINHO DEPRIMENTE:
Depois de se ter reunido no Hotel da Lapa com um pequeno grupo de economistas, quase todos eles conselheiros da malograda Dr.ª Manuela, Pedro Passos Coelho mudou de posição e quer a suspensão das grandes obras. Não propõe nada em alternativa.
Acontece que o país vive um período de transição no qual o ritmo de destruição da “velha economia” (de mão-de-obra barata e fraca tecnologia) é ainda superior ao ritmo em que se verifica a criação da “nova economia” (de maior valor acrescentado, com maior componente tecnológica e elevada qualificação). Sabendo-se que este período de transição afecta o crescimento, esperar-se-ia que o líder do PSD apontasse caminhos alternativos. Mas não o faz.
O seu apelido é Abrantes?
Alternativas aos projectos megalómanos? Só essa me faria rir, ó espécie-de-Abrantes.
O Miguel Esteves Cardoso, escrvendo sobre futebol, o que até nem é hábito nele, falava num medicamento terrível que o Jesualdo e o Camacho (sim, foi nessa época) andavam a tomar – o “Denial”.
Há muita gente, demasiada, a tomar esta terrível droga.
Estão aqui dois óptimos exemplos.
Algures início de 2011: A crise devorou sinais e engordou que nem uma porca.