Novo máximo histórico do desemprego em Portugal: somos já o quarto país em taxa de desempregados da zona euro. José Sócrates ignora o impacto da redução do subsídio de desemprego na economia. O primeiro-ministro e Teixeira dos Santos desentendem-se já sem disfarces sobre obras públicas e a gestão das finanças.
Cada vez me apetece mais prestar homenagem aos dotes premonitórios de Manuel Pinho: “A crise acabou.”

Mali principii malus finis…
O discurso falacioso,
entre ambages e ilusões,
ganha valor oficioso
para quem lhe faltam as razões.
A lealdade descartável,
e de obscuras aparências,
é de todo insuportável
fedendo a incoerências.
Essas obras majestosas
da nossa modernidade
são criações portentosas
da nossa insanidade.
Esta cegueira emblemática
destes anos tão entristecidos
concentra-se numa temática
de elefantes embranquecidos.
Não se pode por o Primeiro Ministro no desemprego? Não! Não é passá-lo para a oposição, é pô-lo mesmo no desemprego, a pedir os três carimbitos mensais, a ter a presentações no Inst. do Emprego, dizerem-lhe que não há nada que ele possa fazer. No desemprego com 419€ de subsidio. Que pena não se poder fazer isto e depois perguntar-lhe o que pensava, sobre as reduções do subsidio.