Primeiro, acho que a estátua não faz jus ao nome. Depois, convém lembrar as terminações – de Santana conhecemos as Santanetes, o que pode ter relevo.
Ora bem, o Minotauro deve o nome ao rei Minos. Era filho da rainha, e se o Minotauro tinha cabeça de boi, não menos teria Minos, dadas as circunstâncias. Vemos também por aí como não seria fácil agradar àquelas cortesãs. Porém, da corte do rei Minos não sabemos com eram designadas… podemos adivinhar?
Pois, a falta de Teseu foi muito sentida na Creta antiga. Que outra forma haveria de compensar, quando faltava Teseu?
Agora, isso transposto para o tempo actual, não sei bem como se aplica a Tsipras e a Merkel (que já não é nenhuma Ariadne, nem nenhuma Greta Garbo, mais moderna), mas há a questão da dívida!
Será que ajuda a analogia?… Deve Tsipras olhar para trás, e seguir em frente? Complicado, pode ser mal interpretado.
Esse é o verdadeiro problema—haverá alguma coisa que tenha sobrado dos vários comilões? Não me parece.Eles comem tudo e não deixam nada,lembra-se do menestrel? Em todo o caso Teseu deveria advertir o povo, após espantar o bicho, que o espera “sangue,suor e lágrimas”,não fazer promessas como as que fez o nosso primeiro.
Em todo o caso é a esse povo que cabe a última palavra. Ou não?
Não tenha nem tenho dúvidas quanto ao direito do povo grego,de qualquer povo, à última palavra. Mas um dirigente honesto tem obrigação de avisar o país para as consequências, quando este (e se) começar a pedir pão,pãozinho,vira-se para o Teseu não duvide.
A facilidade como se “confunde” pagar uma dívida para tributo. É preciso muita flexibilidade. Mas não é de surpreender naqueles que querem tudo cinzento.
Não há nada como a esquerda para ter esperança no “logo se vê” e no “alguma coisa se há-de arranjar”. Essa mentalidade virada para o progresso provocou, pelo menos a nós portugueses, um atraso que já vem de há séculos e que nunca mais conseguiremos recuperar. Mas parece que a maioria gosta.
Pois, bons discursos sobre o interesse nacional, sobre a irrelevância da independência, e sobre aventuras do “logo se vê”, também tinha Miguel de Vasconcelos.
Desde que Alba desembarcou em Cascais, e caminhou até Alcântara, aquela linha nunca mais foi território português.
E quem seria a Ariadne de Tsipras? Madame Le Pen?
Pelo que sei parece que cada um foi para seu lado.
E por cá tudo indica que nos também passemos a matar o bicho com um figo e aguardente. Tal como no passado. A nossa Litrologia será reavivada.
🙂
Antes isso do que salsichas e gluhwein.
E já tem o fio? Tem a certeza que não se perde? Não ir parar na Otomânia nem
derivar pelo Mediterrâneo?
Morto o bicho, o regresso logo se vê.
Mas convém pensar no caminho de regresso.O que me parece mais fácil é matar o bicho,não se paga não se paga.
Primeiro, acho que a estátua não faz jus ao nome.
Depois, convém lembrar as terminações – de Santana conhecemos as Santanetes, o que pode ter relevo.
Ora bem, o Minotauro deve o nome ao rei Minos.
Era filho da rainha, e se o Minotauro tinha cabeça de boi, não menos teria Minos, dadas as circunstâncias.
Vemos também por aí como não seria fácil agradar àquelas cortesãs.
Porém, da corte do rei Minos não sabemos com eram designadas… podemos adivinhar?
Pois, a falta de Teseu foi muito sentida na Creta antiga.
Que outra forma haveria de compensar, quando faltava Teseu?
Agora, isso transposto para o tempo actual, não sei bem como se aplica a Tsipras e a Merkel (que já não é nenhuma Ariadne, nem nenhuma Greta Garbo, mais moderna), mas há a questão da dívida!
Será que ajuda a analogia?…
Deve Tsipras olhar para trás, e seguir em frente?
Complicado, pode ser mal interpretado.
A lenda como sabe tem várias versões; porém comum a todas é que Teseu matou a besta.
Se Tsipras é Teseu deve matar o Minotauro.Não me parece difícil.
O povo grego rejubilará,não duvido.E depois da festa?Tem um roteiro?Tem pão?
Morto o comilão, alguma coisa há-de sobrar.
Esse é o verdadeiro problema—haverá alguma coisa que tenha sobrado dos vários comilões? Não me parece.Eles comem tudo e não deixam nada,lembra-se
do menestrel? Em todo o caso Teseu deveria advertir o povo, após espantar o bicho, que o espera “sangue,suor e lágrimas”,não fazer promessas como as que fez o nosso primeiro.
Em todo o caso é a esse povo que cabe a última palavra. Ou não?
Não tenha nem tenho dúvidas quanto ao direito do povo grego,de qualquer povo, à última palavra.
Mas um dirigente honesto tem obrigação de avisar o país para as consequências,
quando este (e se) começar a pedir pão,pãozinho,vira-se para o Teseu não duvide.
Sobra sempre.
Comida quando somos nós a pagar a conta.
Fome quando é ele a pagar a conta.
Mas este Teseu está teso!
Não está nada. Se estivesse não lhe emprestavam dinheiro. Está só a negociar sem dobrar as costas.
A facilidade como se “confunde” pagar uma dívida para tributo.
É preciso muita flexibilidade.
Mas não é de surpreender naqueles que querem tudo cinzento.
Até tomarem o poder.
O problema não é a dívida, meu caro, mas o que ela traz pendurado, dos juros às “reformas”, o que transforma de facto a soma num tributo.
Não há nada como a esquerda para ter esperança no “logo se vê” e no “alguma coisa se há-de arranjar”. Essa mentalidade virada para o progresso provocou, pelo menos a nós portugueses, um atraso que já vem de há séculos e que nunca mais conseguiremos recuperar. Mas parece que a maioria gosta.
Pois, bons discursos sobre o interesse nacional, sobre a irrelevância da independência, e sobre aventuras do “logo se vê”, também tinha Miguel de Vasconcelos.
Desde que Alba desembarcou em Cascais, e caminhou até Alcântara, aquela linha nunca mais foi território português.
Claro, a direita não contribuiu em nada…como sabemos Salazar e Marcelo eram de esquerda.