Reflexão do dia


Pedro Correia,

«O que me confunde é que a União Europeia nada tenha a obstar a um Governo composto exclusivamente por homens [na Grécia]. Não custa um euro defender esse direito democrático evidente a uma representação governativa que cumpra os mínimos olímpicos, já não digo de paridade, mas pelo menos de justiça social. Mais extraordinário ainda é que tanta gente se apresse a dizer que isso agora não interessa nada, “é secundário”, “irrelevante”, “se calhar são elas que não querem”. (…) Fossem os rapazes do Syriza de direita, engravatados e menos dotados pela natureza, estas mesmas vozes bradariam contra o escândalo da discriminação das mulheres. Sendo de esquerda, bonitinhos e pregadores de um amanhã cantante, vale tudo.»

Inês Pedrosa, no Sol

0 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Começamos a perceber porque a Catarina Martins arregala tanto os olhos, a Ana Gomes não deixa que o cérebro ande mais depressa que as palavras, a Odete Santos nunca deixou que a língua pousasse nelas, a Heloísa Apolónia nunca tire a indignação da cara etc.

  2. E parece que, quando em governos da UE estiveram indivíduos que não envergonhariam os aliados do Tsipras no governo, caíu a Trindade e a Portugália.

  3. Uma comuna de direita?

    E altos, e baixos e gordos e magros não ?
    E feios e bonitos?
    E nas mulheres com poitrines “avantajadas” e falta delas ?
    E que gostam de peixe e carne?
    E que pertençam a todos os signos do Zodíaco?
    E os que tenham nascido no campo e na cidade?

    É só desigualdades!!

    1. Apoio essa das mulheres com poitrines avantagés. É indecente não as porem.
      Não sei se a Inês Pedrosa satisfaz as condições para vir um dia a fazer parte dum governo assim (nunca lhe vi os poitrines ou lá o que é).

      1. Uma que as tenha e uma que as não tenha são mulheres com perspectivas diferentes da vida, logo em nome da “paridade”- eufemismo para igualdade comunista- devemos ter o prazer de percepcionar as duas perspectivas.

        Aliás esta ideia de haver um ministro para 4 anos é “paritariamente” errada, não respeitando a “Justiça Social” : é evidente que o Ministério das Finanças deve fazer a rotação durante os 4 anos pelo menos : um homem, uma mulher, um gay, um transexual, um velho, um novo , um feio, um bonito, um que vive na cidade, um que vive no campo, um Branco um Preto, um Amarelo, um Cristão, um Muçulmano, um Judeu como Ministro.
        É preciso diversas perspectivas da vida. Em todos os Ministérios.

  4. O que me confunde é que tenha existido um grande número de pessoas, que no momento próprio avisaram que uniões económicas, sem uniões politica, mais tarde ou mais cedo dariam mau resultado. Infelizmente acertaram em cheio…

    O que me confunde é que no momento da entrada da Grécia no euro, várias vozes se levantaram a avisar, de que a Grécia tinha os seus números macroeconómicos todos martelados, mas ninguém quis saber.

    O que me confunde é que antes da queda do muro, as Republicas Populares, eram consideradas pelas Democracias e os seus capitalistas, demónios que desceram á terra.

    Tendo tanta gente morrido na guerra da Coreia e do Vietname a defender a LIBERDADE e a DEMOCRACIA, o que é que mudou entretanto na Republica Popular da China e noutras Republicas Populares e afins, para serem tão amigas do Capital Mundial, a DEMOCRACIA sei eu que não foi…

    O que me confunde é verificar a existência de muita gente nesta Europa que parece não ter entendido, que a continuarmos por este caminho, de cada um por si, todos acabaremos por perder.

    E que mais tarde ou mais cedo, regressaremos ao peso económico e politico que já tivemos no Mundo, durante a Idade Média, que apesar de não ser igual a zero, andava lá perto.

    Eu, com franqueza, estou-me completamente borrifando para o facto de os caramelos do Syrisa, serem homens, mulheres, coxos, marrecos ou zagaloides, o que eu quero é a Europa transformada nos E. U. da Europa, as taxas de desemprego abaixo de 5%, uma voz única e forte na resposta a dar á Rússia sobre a crise da Ucrânia, uma unidade e uma ideia, para agirmos em força contra o Estado Islâmico, um Euro pujante, etc.

    Ou seja, que substituam os bacocos que governam esta Europa, sem ideias, sem objetivo, sem nervo, por outros que consigam ver um bocado mais além, do palmo que têm á frente do nariz e queiram realmente dar um rumo a esta M… toda.

    Porque senão, ou muito me engano, ou BY-BY Maria Alice…

    Como sempre, quem viver verá!

  5. Será por deformação, saudade ou malvadez que isto me faz recordar os nossos tempos de Vasco Gonçalves?

  6. A rapariga da série Borgen seria uma mais valia. Não estou a ver mais ninguém tendo em conta a situação. As outras que conheço quer lá pelos Fmis quer pela Alemanha estão muito agarradas ao dinheiro.
    Eu gosto delas desprendidas. Soltinhas.

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