Telefonem ao Dr. Moedas que ele resolve


Sérgio de Almeida Correia,

De acordo com esta notícia do Jornal de Negócios, a Dinamarca saiu de uma recessão em 2009 e já está a caminho de outra.

Por seu turno, a Fitch avisa que a dívida francesa, que atingiu os 81,7% no final de 2010, terá de ser controlada, designadamente, através de uma redução da despesa do Estado. Quanto à dívida americana, o melhor é mandar parar a calculadora, tal o ritmo a que avança, e no que diz respeito à Itália de  Berlusconi o cenário já é de evidente preocupação, em dia de aniversário da unificação.

Para quem diz que o problema português foi apenas o resultado de um mau governo e de más opções, espero que daqui a um ou dois anos, depois de se terem livrado do “animal feroz”, não nos venham dizer que a situação europeia e internacional nos impede a obtenção de melhores resultados, em especial no que diz respeito ao emagrecimento do Estado e do sector público empresarial. 

6 comentários em “Telefonem ao Dr. Moedas que ele resolve”

  1. Sim, foi APENAS o resultado de mau governo e de más opções.
    E a qualificação de mau e más é benevolente.
    Tal como em Inglaterra e Japão de que se esqueceu. França, Italia, EUA, Espanha, Bélgica.
    Maus Governos, más opções.

    Talvez seja agora que vai perceber que a bolha foi provocada pelos Governos.
    E que a bolha existiu porque foi o caminho fácil para os políticos terem grande aumento de receitas de impostos. O estímulo dos juros baixos foi o caminho fácil para fingir um crescimento e emprego artificial baseado no imobiliário.
    Mas para muitos não foi suficiente, entre os quais Sócrates. O aquecimento da economia com juros baixos não foi suficiente ainda foi preciso aumentar o endividamento.

  2. Sim, Sérgio, sempre disse que a Europa em particular e o mundo ocidental em geral estão a passar por uma crise de líderes, uma crise de estadistas que saibam olhar o futuro e lançar as verdadeiras reformas de que todos precisamos hoje e mais precisaremos daqui para diante. O que só agrava, portanto, a inegável crise de liderança nacional que nos consome.
    (Eheheh…)

  3. Não sei se o Dr. Moedas será a pessoa indicada mas a Dra. Ferreira Leite poderia certamente explicar: endividamento excessivo é sempre mau, aqui ou no Reino da Dinamarca. Que o nosso governo tal não tenha percebido (a Dra. Ferreira Leite percebeu), sim, é culpa dele.

    1. E, já agora, de quem aprovou os “PEC’s” 1, 2 e 3 e não teve na altura “tomates” (ou seriam antes sondagens)para fazer cair o Governo. Também é preciso dizê-lo.

      1. É verdade como aliás disse numa caixa de comentários aqui ou no Albergue. O PSD contribuiu de mão dada com o PS para os últimos 20 mil milhões de dívida dos 80-90 milhões a mais feita pelos Governos Sócrates.
        Além dos PEC houve primeiro Orçamento de ficção.

        Pior, vi todos cheios de comiseração pelo seu eventual falhanço: PCP, Bloco, CGTP, CDS quando houve o risco do orçamento não passar – mesmo aqueles como o PCP,Bloco,CGTP que estavam declaradamente contra – votariam a favor caso fossem eles e não o PSD na posição de voto decisivo.
        Não esquecer o voto da esquerda: BE, PCP, PS a favor do TGV ainda há pouco tempo.

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