De acordo com esta notícia do Jornal de Negócios, a Dinamarca saiu de uma recessão em 2009 e já está a caminho de outra.
Por seu turno, a Fitch avisa que a dívida francesa, que atingiu os 81,7% no final de 2010, terá de ser controlada, designadamente, através de uma redução da despesa do Estado. Quanto à dívida americana, o melhor é mandar parar a calculadora, tal o ritmo a que avança, e no que diz respeito à Itália de Berlusconi o cenário já é de evidente preocupação, em dia de aniversário da unificação.
Para quem diz que o problema português foi apenas o resultado de um mau governo e de más opções, espero que daqui a um ou dois anos, depois de se terem livrado do “animal feroz”, não nos venham dizer que a situação europeia e internacional nos impede a obtenção de melhores resultados, em especial no que diz respeito ao emagrecimento do Estado e do sector público empresarial.

Sim, foi APENAS o resultado de mau governo e de más opções.
E a qualificação de mau e más é benevolente.
Tal como em Inglaterra e Japão de que se esqueceu. França, Italia, EUA, Espanha, Bélgica.
Maus Governos, más opções.
Talvez seja agora que vai perceber que a bolha foi provocada pelos Governos.
E que a bolha existiu porque foi o caminho fácil para os políticos terem grande aumento de receitas de impostos. O estímulo dos juros baixos foi o caminho fácil para fingir um crescimento e emprego artificial baseado no imobiliário.
Mas para muitos não foi suficiente, entre os quais Sócrates. O aquecimento da economia com juros baixos não foi suficiente ainda foi preciso aumentar o endividamento.
Sim, Sérgio, sempre disse que a Europa em particular e o mundo ocidental em geral estão a passar por uma crise de líderes, uma crise de estadistas que saibam olhar o futuro e lançar as verdadeiras reformas de que todos precisamos hoje e mais precisaremos daqui para diante. O que só agrava, portanto, a inegável crise de liderança nacional que nos consome.
(Eheheh…)
Não sei se o Dr. Moedas será a pessoa indicada mas a Dra. Ferreira Leite poderia certamente explicar: endividamento excessivo é sempre mau, aqui ou no Reino da Dinamarca. Que o nosso governo tal não tenha percebido (a Dra. Ferreira Leite percebeu), sim, é culpa dele.
E, já agora, de quem aprovou os “PEC’s” 1, 2 e 3 e não teve na altura “tomates” (ou seriam antes sondagens)para fazer cair o Governo. Também é preciso dizê-lo.
É verdade como aliás disse numa caixa de comentários aqui ou no Albergue. O PSD contribuiu de mão dada com o PS para os últimos 20 mil milhões de dívida dos 80-90 milhões a mais feita pelos Governos Sócrates.
Além dos PEC houve primeiro Orçamento de ficção.
Pior, vi todos cheios de comiseração pelo seu eventual falhanço: PCP, Bloco, CGTP, CDS quando houve o risco do orçamento não passar – mesmo aqueles como o PCP,Bloco,CGTP que estavam declaradamente contra – votariam a favor caso fossem eles e não o PSD na posição de voto decisivo.
Não esquecer o voto da esquerda: BE, PCP, PS a favor do TGV ainda há pouco tempo.
Os PECs deviam eram ter sido cumpridos, não? Mas eu também acho que o governo devia ter caído antes. Ao PEC 2, que por alturas do 1 Sócrates mal tinha acabado de ganhar eleições e pelo 3 a situação não as permitia. Claro que agora é fácil falar. Mas já no ano passado escrevi coisas como estas: http://escafandro.blogs.sapo.pt/214 635.html 202.html
http://escafandro.blogs.sapo.pt/180