Tarde piaram…


fiodeprumo,


“Nos três países da zona euro com programas suportados por financiamento da União Europeia e do FMI, o ajustamento está a prosseguir, mas a recente deterioração do clima político e económico na Grécia serve de aviso para a possibilidade de se estar a dar início a uma ‘fadiga do ajustamento’, o que é uma ameaça à continuidade da implementação dos programas”.

 

O que surpreende é que só agora o FMI tenha acordado para uma realidade destas, para a qual a maioria dos economistas já tinha alertado!

E não se tenha qualquer dúvida que o risco será ainda maior se eventuais medidas adicionais de austeridade  vierem a ser tomadas pelo lado da receita fiscal, nomeadamente impostos sobre o rendimento, seja de trabalho ou de capital.

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9 comentários em “Tarde piaram…”

  1. Ou se quando tomadas do lado da despesa, apontem baterias aos beneficiários de Rendimento mínimo, do SNS ou do subsídio de desemprego, enquanto o bandulho das PPP vai enchendo, para dar um exemplo.

    1. Como qualquer Cidadão, julgo eu, gostaria que as PPP’s fossem alvo de renegociação. No entanto, e em abono da verdade, este assunto é uma falácia, e por vários motivos:

      1. Foram assinados contratos de concessão, cuja blindagem não permite margem de manobra;
      2. Foram os grandes escritórios de advogados que colaboraram na elaboração dos contratos, entidades que tantas vezes colaboram com o Estado, com os resultados que se conhecem;
      3. A possível negociação, acreditem, apenas passará pelo prolongamento do período de concessão, isto é, reduzindo a factura no imediato mas aumentando-a no longo prazo;
      4. Foi com o consentimento do Poder Político que tais contratos foram celebrados, incluindo um conveniente silêncio da Presidência da República;
      5. A Banca, principal interessada neste assunto, nunca deixará de receber mediante as “expectativas” criadas (e assinadas), ainda para mais quando se debate com uma brutal falta de liquidez;
      6. Acresce referir que, perante uma renegociação, as “ameaças” de despedimentos e falências das construtoras serão demasiado “pesadas” para que, em consciência, se possa admitir uma redução substancial da factura.

      Em suma, este é apenas mais um dos casos em que, se efectivamente se fizesse uma investigação séria (e a Comunicação Social sabe como… mas não lhe interessa), muitos “galos cantariam”.

      Não se iludam, a pretensa/suposta renegociação é uma valente treta…

  2. Já começa a ser preocupante o bronzeado excessivo.
    Talvez seja das deslocações ao Niger para o financiamento às escolas.

  3. Mais uma adepta da teoria económica de José Sócrates.
    Este blog está cheio deles.
    Quando explodir não se admirem.
    O presente é só uma brincadeira.

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