O tom, infelizmente, foi brejeiro e indigno de um representante da Igreja.
No entanto, e felizmente, sei que muitos elementos da Igreja não se revêm neste tipo de discurso. Também sei que há muitos e bons Padres (por esse País fora) que têm feito um trabalho notável de ajuda e auxílio aos mais necessitados. Esses representam aquilo que de mais positivo a Igreja tem.
Quanto ao senhor que falou, até pelo que representa, não nos deve merecer grande respeito. No meio Militar ele é bem conhecido, não só pelo que pensa, bem como pelo que vai fazendo…
Totalmente de acordo com o Luis Naves. O governo tem estado calado em relação a este e a outro comentario parecido com este que o bispo fez na TSF se bem me recordo, e faz mal. O bispo não é um daqueles parasitas que a inter usa para chamarem ladrão aos membros do governo e até ao PR: é alguem com importancia na hierarquia da Igreja, e muito apoaido nas franjas mais radicais das Forças Armadas. O governo já devia saber que tambem na politica, quem poupa os inimigos, normalmente morre-lhe às mãos.
Uma coisa eu não entendo, o Bispo vota, dá palpites nas igrejas onde os fiéis devem votar (todos sabem que isso é verdade)sempre participou na vida em sociedade, fora da zona eclesiástica, então porque não pronunciar-se sobre outros temas, que não os religiosos? O problema está em considerar-se que um Bispo, um padre, ou outros, não são homens iguais aos outros, com as mesmíssimas qualidades e defeitos. Eu já não tenho dúvidas, alguém tem?
O texto de LN está realmente coerente e rigoroso, diria mesmo atento e conciso.
Não obstante, após uma consulta aos comentários ao post apache reparo nesta frase do mesmo autor:
“(…)Não dá para perceber que o problema são as reformas estruturais e a distribuição do bolo orçamental? Que o problema são mesmo os lobbies? Não percebe que as coisas estão a ser contadas ao contrário, que nos estamos a revoltar contra os que querem mudar o país e que, com essa revolta, vai ficar tudo na mesma?”
Paradoxal alinhamento de frases/pensamentos pois se não existe duvida da importância/interesse dos lobbies no governo do país ..argumentar que a revolta existente é contra os que querem mudar o país ! provocou-me um ataque de cócegas.
PPC e seus muchachos e muchachas não pretendem mudar o país, a não ser que estejamos a discutir colorações ou tonalidades. E o bispo tem vestes rosas/avermelhadas desde que me lembro.
O verde e branco é cor também (a mais bela para mim)..numa palete de cores distinta desta.
Digo o mesmo, parafraseando o outro: o meu coração só tem uma cor: verde e branco.
As verdades magoam.
Principalmente quando vem de gente com alguma consciência, e com outra forma de pensamento, que não aquele em que vegetam tantos portugueses. Só não concordo com uma coisa, não podemos esquecer que este governo não é diferente do governo anterior, e de todos os outros governos anteriores desde os miseráveis governos de Cavaco Silva, que foram os que venderam a governação aos interesses económicos instalados e que passaram a ser assalariados daqueles que verdadeiramente governam a seu belo prazer esta quinta ,que adquiriram comprando-a aqueles que o ingénuo povo pensavam que eram no governo a sua voz. O resultado ai está e o que me diverte ver a indignação dos acomudados do sistema, com as palavras do bispo. Em suma os incomodados são: os tachistas, os corruptos, e todos aqueles que vivem e viveram da exploração de quem trabalha, em suma lixo, a escória da sociedade.
Bom, excelente mesmo, era o governo do general Vasco Gonçalves, por sinal um governo que não resultou do voto popular. Ah, bons tempos esses em que os comunistas como o camarada Ratazana podiam ascender ao poder político sem terem de se sujeitar a essa imensa maçada que é o sufrágio directo e universal.
Esta resposta é mesmo digna de si. Olhe sou democrata mas não sou parvo nem vivo de roubar os outros. Quanto a Vasco Gonçalves, posso-lhe garantir que tal como eu nunca roubamos nada a ninguém, e apenas lutamos para um Portugal livre e independente. Coisa que infelizmente não aconteceu. Não conseguimos libertar-nos dos ladrões e corruptos, que por ai campeiam, disso pode acusar-nos. O resto é tudo desculpas de mau pagador.
Só para lhe lembrar os perigosos comunistas do 1º Governo de Vasco Gonçalves.
2º Governo Provisório Empossado em: 17-07-1974 Exonerado em: 30-09-1974 Primeiro-Ministro Ministros sem pasta Vasco dos Santos Gonçalves Vítor Rodrigues Alves, Ernesto Melo Antunes, Álvaro Barreirinhas Cunhal e Joaquim Magalhães Mota Mário Firmino Miguel António de Almeida Santos J Manuel da Costa Brás Francisco Salgado Zenha Emílio Peixoto Vilar José da Silva Lopes Mário Soares José Augusto Fernandes Vitorino de Magalhães Godinho José Costa Martins Maria de Lurdes Pintassilgo José Sanches Osório
Que o Governo de Vasco Gonçalves era constituído por perigosos comunistas. E que só uma mente mal formada poderia querer que num período de revolução que acabou com uma ditadura fascista, o governo fosse eleito pelo povo, pois se ainda nem uma constituição tinha sido elaborada. Já viu que não tem moral nem ética para dar lições de democracia a quem quer que seja? Qual o seu contributo para um estado livre independente e livre de vigaristas?
Não tome os outros por parvos, Jojó. Não houve um governo Vasco Gonçalves. Houve quatro governos Vasco Gonçalves. Cada qual com vida mais curta do que o anterior. Mas sempre com uma característica: nenhum deles resultou do sufrágio popular. Sim, eram governos pré-constitucionais. Mas após a aprovação da Constituição alguém impediu Vasco Gonçalves ou algum outro proto-comunista de formar um partido e concorrer a eleições? Curioso que seja este o modelo que você elege como exemplar e de referência, enquanto todos os outros depois dele foram ‘corruptos’, ‘taxistas’, ‘lixo’. Típica argumentação fascista: o povo só sabe eleger “lixo”. Daí à defesa da supressão das eleições vai um curto passo.
“Só não concordo com uma coisa, não podemos esquecer que este governo não é diferente do governo anterior, e de todos os outros governos anteriores desde os miseráveis governos de Cavaco Silva, que foram os que venderam a governação aos interesses económicos instalados e que passaram a ser assalariados daqueles que verdadeiramente governam a seu belo prazer esta quinta ,que adquiriram comprando-a aqueles que o ingénuo povo pensavam que eram no governo a sua voz. O resultado ai está e o que me diverte ver a indignação dos acomodados do sistema, com as palavras do bispo.” Esta parte do texto não a deve ter entendido muito bem. Mas eu torno-a muito mais compreensiva se lhe disser que foi a partir desta altura que apareceram o facilitadores de negócios. Que por mais que o senhor se faça desentendido conhece muito bem. O resto é conversa da treta própria dos instalados do sistema. Quanto aos resultados eleitorais em Portugal, qualquer eleito é vendido como um sabonete, desde que seja promovido com uma boa campanha publicitária paga pelos donos do sistema .
Mas você alguma vez já se interrogou seriamente por que motivo o seu partido nunca consegue vencer uma eleição a nível nacional nem sequer chega lá perto?
Graças a pessoas como o senhor, que executam exemplarmente o vosso trabalho. Que convenhamos não passa de terrorismo verbal, e cassetes do Estado Novo, onde o vosso curso é tirado. Continuam com a mesma canção que os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço, e que matam os velhos com injecções atrás da orelha. Mas é para isso que lhes pagam. Até um dia.
Fique bem. Um dia destes voltamos a trocar umas ideias sobre qualquer outro assunto. Talvez sobre a Síria.
Fico esperando. Talvez quem saiba um dia nos conte, o que sabe sobre as privatizações em Portugal.
E você pode contar-nos sobre as nacionalizações de 1975 que permaneceram “irreversíveis” até 1989. O dogma só começou a desfazer-se no ano em que caiu o Muro de Berlim.
Que tal perguntar aos companheiros ainda vivos de Sá Carneiro, como Marcelo, Balsemão, Bem como ao Mário Soares e restante companhia. Sobre isso não fale, pois a sua história foi feita pelos admiradores do estado novo. Basta esta sua ingénua “pergunta”, para ficar logo com o rabo de fora. Mas é assim que se deixa sem a resposta, a realidade de que é cúmplice.
O seu partido, que tanto gosta de falar em nome do povo, nunca consegue que o povo vote nele. Já pensou por que motivo isto sucede? Se não pensou, aconselho-o a pensar.
Já lhe respondi a isso. Mas estava distraído.
Ah, ainda bem que já respondeu.
Naturalmente são duas classes “gordas” da sociedade portuguesa, sempre o foram, tanto do lado militar como do clero. Digam-me, se de um momento para outro, vos tirarem grande parte da comida a que estão habituados a comer, e olharem para o prato do lado, vendo este bem cheio, o mais certo era alguma má disposição da vossa parte, ou não? Não vejo utilidade ou proveito, na estratégia que o Sr. Bispo usou para manifestar o seu desagrado com o governo e igualmente de pouco ou nada adianta a forma como o analisam. Os tempos são austeros, não faz sentido partidarizar o governo, isto não é o campeonato nacional de futebol. O que se anda a passar, que alias, já se vem passando à umas boas 2 décadas, é um assunto sério e da maior importançia para o nosso País e futuro deste. Actualmente o governo tem mesmo de cortar, fosse ele de esquerda ou direita, é obrigado, porque ACABARAM-SE OS FUNDOS COMUNITÁRIOS, e a batata quente ficou na direita. Costumo dizer “não vale a pena chorar sobre o leite derramado”, e como tal, se tem de se cortar, que se corte logo de uma vez, mas tambem que se tomem medidas que visem um aumento da performance industrial do País. Ainda em matéria de cortes, podiam estende-los muito mais, até nas Forças Armadas, é que Portugal inserido na Europa nem delas precisa. Sejamos realistas, são forças obsoletas com aspectos de senilidade sem qualquer utilidade para a o País ou até mesmo para a Europa, pelo menos no que diz respeito a forças de acção, por outro lado, sendo mais moderado, ao menos um grande corte e reforma nas classes médias e altas, é muita patente para tão poucos “baterem a pala”. Quanto ao Clero, que voltem as origens, para que na Bíblia e na meditação encontrem boas soluções para a salvação do seu rebanho. Não intento ferir ou magoar ninguém, é só a minha opinião.
Muito obrigado. Mas, estou com uma pulga atrás da orelha. É mesmo verdade que o governo não abriu mão dos seus subsídios de férias e Natal, ou é engano meu?
Deus me livre, nem me atrevo a tal, ainda sobra para mim! Mas para ele, uma palavrinha de conforto: ” que não se aflija que isto ainda vai tocar a todos, é só uma questão de tempo”.
E eu também. Aliás desagradou-me sobremaneira o “tom” do que foi dito…
O tom, infelizmente, foi brejeiro e indigno de um representante da Igreja.
No entanto, e felizmente, sei que muitos elementos da Igreja não se revêm neste tipo de discurso. Também sei que há muitos e bons Padres (por esse País fora) que têm feito um trabalho notável de ajuda e auxílio aos mais necessitados. Esses representam aquilo que de mais positivo a Igreja tem.
Quanto ao senhor que falou, até pelo que representa, não nos deve merecer grande respeito. No meio Militar ele é bem conhecido, não só pelo que pensa, bem como pelo que vai fazendo…
Pessoalmente, não considero que a Igreja seja mais activa (ou mais eficaz) na ajuda aos mais necessitados do que outras institituições.
Detesto conversa de taberna fora do local próprio, Helena. Neste caso transferida para o púlpito. Televisivo.
Totalmente de acordo com o Luis Naves.
O governo tem estado calado em relação a este e a outro comentario parecido com este que o bispo fez na TSF se bem me recordo, e faz mal. O bispo não é um daqueles parasitas que a inter usa para chamarem ladrão aos membros do governo e até ao PR: é alguem com importancia na hierarquia da Igreja, e muito apoaido nas franjas mais radicais das Forças Armadas.
O governo já devia saber que tambem na politica, quem poupa os inimigos, normalmente morre-lhe às mãos.
Alexandre: o Governo já reagiu, pela voz do ministro da tutela do capelão-mor das forças armadas.
Um bispo que vê diabinhos negros no presente e anjinhos no passado está com macaquinhos no sótão.
muitos macaquinhos mesmo…
Uma coisa eu não entendo, o Bispo vota, dá palpites nas igrejas onde os fiéis devem votar (todos sabem que isso é verdade)sempre participou na vida em sociedade, fora da zona eclesiástica, então porque não pronunciar-se sobre outros temas, que não os religiosos?
O problema está em considerar-se que um Bispo, um padre, ou outros, não são homens iguais aos outros, com as mesmíssimas qualidades e defeitos.
Eu já não tenho dúvidas, alguém tem?
O Vispo bota?
Ui se bota, ponha lá BOTA nisso!
Mas nem sempre a bota dá com a perdigota.
O texto de LN está realmente coerente e rigoroso, diria mesmo atento e conciso.
Não obstante, após uma consulta aos comentários ao post apache reparo nesta frase do mesmo autor:
“(…)Não dá para perceber que o problema são as reformas estruturais e a distribuição do bolo orçamental? Que o problema são mesmo os lobbies?
Não percebe que as coisas estão a ser contadas ao contrário, que nos estamos a revoltar contra os que querem mudar o país e que, com essa revolta, vai ficar tudo na mesma?”
Paradoxal alinhamento de frases/pensamentos pois se não existe duvida da importância/interesse dos lobbies no governo do país ..argumentar que a revolta existente é contra os que querem mudar o país ! provocou-me um ataque de cócegas.
PPC e seus muchachos e muchachas não pretendem mudar o país, a não ser que estejamos a discutir colorações ou tonalidades.
E o bispo tem vestes rosas/avermelhadas desde que me lembro.
Fique bem.
Vestes escarlates ficam bem em qualquer bispo, meu caro.
Sempre (inclusive a Richelieu)..a questão é quando as cores representam afinidades ideológicas e as do bispo são conhecidas desde há muito.
Excedeu-se desta vez, mais uma vez. Consequências?
Portugal do avesso meu caro, sempre do avesso.
O post de LN é acutilante e justo. (ponto)
Não obstante, a sua fé, demonstrada nesse comentário, é muito distinta da minha.
Ao menos o padre Melícias é verde e branco.
O verde e branco é cor também (a mais bela para mim)..numa palete de cores distinta desta.
Digo o mesmo, parafraseando o outro: o meu coração só tem uma cor: verde e branco.
As verdades magoam.
Principalmente quando vem de gente com alguma consciência, e com outra forma de pensamento, que não aquele em que vegetam tantos portugueses.
Só não concordo com uma coisa, não podemos esquecer que este governo não é diferente do governo anterior, e de todos os outros governos anteriores desde os miseráveis governos de Cavaco Silva, que foram os que venderam a governação aos interesses económicos instalados e que passaram a ser assalariados daqueles que verdadeiramente governam a seu belo prazer esta quinta ,que adquiriram comprando-a aqueles que o ingénuo povo pensavam que eram no governo a sua voz.
O resultado ai está e o que me diverte ver a indignação dos acomudados do sistema, com as palavras do bispo.
Em suma os incomodados são: os tachistas, os corruptos, e todos aqueles que vivem e viveram da exploração de quem trabalha, em suma lixo, a escória da sociedade.
Bom, excelente mesmo, era o governo do general Vasco Gonçalves, por sinal um governo que não resultou do voto popular. Ah, bons tempos esses em que os comunistas como o camarada Ratazana podiam ascender ao poder político sem terem de se sujeitar a essa imensa maçada que é o sufrágio directo e universal.
Esta resposta é mesmo digna de si.
Olhe sou democrata mas não sou parvo nem vivo de roubar os outros.
Quanto a Vasco Gonçalves, posso-lhe garantir que tal como eu nunca roubamos nada a ninguém, e apenas lutamos para um Portugal livre e independente.
Coisa que infelizmente não aconteceu.
Não conseguimos libertar-nos dos ladrões e corruptos, que por ai campeiam, disso pode acusar-nos.
O resto é tudo desculpas de mau pagador.
O seu primeiro nome é Januário, Ratazana?
Só para lhe lembrar os perigosos comunistas do 1º Governo de Vasco Gonçalves.
2º Governo Provisório
Empossado em: 17-07-1974
Exonerado em: 30-09-1974
Primeiro-Ministro
Ministros sem pasta
Vasco dos Santos Gonçalves
Vítor Rodrigues Alves, Ernesto Melo Antunes, Álvaro Barreirinhas Cunhal e Joaquim Magalhães Mota
Mário Firmino Miguel
António de Almeida Santos
J Manuel da Costa Brás
Francisco Salgado Zenha
Emílio Peixoto Vilar
José da Silva Lopes
Mário Soares
José Augusto Fernandes
Vitorino de Magalhães Godinho
José Costa Martins
Maria de Lurdes Pintassilgo
José Sanches Osório
Com esta lista pretende demonstrar-me o quê? Que o seu ídolo Vasco Gonçalves alguma vez foi eleito pelo voto popular?
Que o Governo de Vasco Gonçalves era constituído por perigosos comunistas.
E que só uma mente mal formada poderia querer que num período de revolução que acabou com uma ditadura fascista, o governo fosse eleito pelo povo, pois se ainda nem uma constituição tinha sido elaborada.
Já viu que não tem moral nem ética para dar lições de democracia a quem quer que seja?
Qual o seu contributo para um estado livre independente e livre de vigaristas?
Não tome os outros por parvos, Jojó. Não houve um governo Vasco Gonçalves. Houve quatro governos Vasco Gonçalves. Cada qual com vida mais curta do que o anterior. Mas sempre com uma característica: nenhum deles resultou do sufrágio popular.
Sim, eram governos pré-constitucionais. Mas após a aprovação da Constituição alguém impediu Vasco Gonçalves ou algum outro proto-comunista de formar um partido e concorrer a eleições?
Curioso que seja este o modelo que você elege como exemplar e de referência, enquanto todos os outros depois dele foram ‘corruptos’, ‘taxistas’, ‘lixo’.
Típica argumentação fascista: o povo só sabe eleger “lixo”. Daí à defesa da supressão das eleições vai um curto passo.
“Só não concordo com uma coisa, não podemos esquecer que este governo não é diferente do governo anterior, e de todos os outros governos anteriores desde os miseráveis governos de Cavaco Silva, que foram os que venderam a governação aos interesses económicos instalados e que passaram a ser assalariados daqueles que verdadeiramente governam a seu belo prazer esta quinta ,que adquiriram comprando-a aqueles que o ingénuo povo pensavam que eram no governo a sua voz.
O resultado ai está e o que me diverte ver a indignação dos acomodados do sistema, com as palavras do bispo.”
Esta parte do texto não a deve ter entendido muito bem.
Mas eu torno-a muito mais compreensiva se lhe disser que foi a partir desta altura que apareceram o facilitadores de negócios.
Que por mais que o senhor se faça desentendido conhece muito bem.
O resto é conversa da treta própria dos instalados do sistema.
Quanto aos resultados eleitorais em Portugal, qualquer eleito é vendido como um sabonete, desde que seja promovido com uma boa campanha publicitária paga pelos donos do sistema .
Mas você alguma vez já se interrogou seriamente por que motivo o seu partido nunca consegue vencer uma eleição a nível nacional nem sequer chega lá perto?
Graças a pessoas como o senhor, que executam exemplarmente o vosso trabalho.
Que convenhamos não passa de terrorismo verbal, e cassetes do Estado Novo, onde o vosso curso é tirado.
Continuam com a mesma canção que os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço, e que matam os velhos com injecções atrás da orelha.
Mas é para isso que lhes pagam.
Até um dia.
Fique bem. Um dia destes voltamos a trocar umas ideias sobre qualquer outro assunto. Talvez sobre a Síria.
Fico esperando.
Talvez quem saiba um dia nos conte, o que sabe sobre as privatizações em Portugal.
E você pode contar-nos sobre as nacionalizações de 1975 que permaneceram “irreversíveis” até 1989. O dogma só começou a desfazer-se no ano em que caiu o Muro de Berlim.
Que tal perguntar aos companheiros ainda vivos de Sá Carneiro, como Marcelo, Balsemão, Bem como ao Mário Soares e restante companhia.
Sobre isso não fale, pois a sua história foi feita pelos admiradores do estado novo.
Basta esta sua ingénua “pergunta”, para ficar logo com o rabo de fora.
Mas é assim que se deixa sem a resposta, a realidade de que é cúmplice.
O seu partido, que tanto gosta de falar em nome do povo, nunca consegue que o povo vote nele. Já pensou por que motivo isto sucede? Se não pensou, aconselho-o a pensar.
Já lhe respondi a isso.
Mas estava distraído.
Ah, ainda bem que já respondeu.
Naturalmente são duas classes “gordas” da sociedade portuguesa, sempre o foram, tanto do lado militar como do clero.
Digam-me, se de um momento para outro, vos tirarem grande parte da comida a que estão habituados a comer, e olharem para o prato do lado, vendo este bem cheio, o mais certo era alguma má disposição da vossa parte, ou não?
Não vejo utilidade ou proveito, na estratégia que o Sr. Bispo usou para manifestar o seu desagrado com o governo e igualmente de pouco ou nada adianta a forma como o analisam.
Os tempos são austeros, não faz sentido partidarizar o governo, isto não é o campeonato nacional de futebol. O que se anda a passar, que alias, já se vem passando à umas boas 2 décadas, é um assunto sério e da maior importançia para o nosso País e futuro deste.
Actualmente o governo tem mesmo de cortar, fosse ele de esquerda ou direita, é obrigado, porque ACABARAM-SE OS FUNDOS COMUNITÁRIOS, e a batata quente ficou na direita.
Costumo dizer “não vale a pena chorar sobre o leite derramado”, e como tal, se tem de se cortar, que se corte logo de uma vez, mas tambem que se tomem medidas que visem um aumento da performance industrial do País. Ainda em matéria de cortes, podiam estende-los muito mais, até nas Forças Armadas, é que Portugal inserido na Europa nem delas precisa. Sejamos realistas, são forças obsoletas com aspectos de senilidade sem qualquer utilidade para a o País ou até mesmo para a Europa, pelo menos no que diz respeito a forças de acção, por outro lado, sendo mais moderado, ao menos um grande corte e reforma nas classes médias e altas, é muita patente para tão poucos “baterem a pala”.
Quanto ao Clero, que voltem as origens, para que na Bíblia e na meditação encontrem boas soluções para a salvação do seu rebanho.
Não intento ferir ou magoar ninguém, é só a minha opinião.
Cumprimentos
E muito bem. Cumprimentos retribuídos com gosto.
Muito obrigado.
Mas, estou com uma pulga atrás da orelha. É mesmo verdade que o governo não abriu mão dos seus subsídios de férias e Natal, ou é engano meu?
O melhor é perguntar ao próprio bispo.
Deus me livre, nem me atrevo a tal, ainda sobra para mim!
Mas para ele, uma palavrinha de conforto: ” que não se aflija que isto ainda vai tocar a todos, é só uma questão de tempo”.