O Jasus até “pensou” nisso, isto é, estava de mãos atrás das costas no relvado e de repente olha para o Eduardo e exclama: Aquele não é o coiso? o c´agente fomos buscar dos outros da pedreira? Atão mas tá ali a fazer de defesa! olha se calhar meto o gajo ali à esquerda, o coiso… Nisto deslumbrado com mais este “pensamento” (ele por vezes não acredita nas suas enormes capacidades) mete-se a caminho para dar a boa nova ao coiso (continua sem se lembrar do nome dele…) Pelo caminho mete à boca a sua quarta pastilha gorila, sempre lhe disseram que mascar pastilha, de preferência de boca escancarada, fazia com que o seu “pensamento” fluísse melhor. O facto de ter sido num sonho e o tal conselho ter vindo do tareco lá de casa e, embora não soubesse o significado de pensamento e fluir, tomou esse conselho à letra e desde então (há uns bons vinte anos) que despacha gorilas à velocidade de um Ayrton Senna. Com o pensamento a fluir em cascata, já via o coiso a valer uns bons 30 milhões e tal, esqueceu-se de, ao meter a quarta gorila na boca, tirar a terceira, junto com a segunda. Aquilo foi, mesmo para Jasus, gorilas a mais na cavidade bocal. As palavras saíam-lhe da boca, o pensamento escorria célere, mas o acto de caminhar de boca aberta a gesticular e a gritar: -Óh Coiso! óh Coiso! Soava, ao coiso, como uma avalache de sons guturais sem sentido. A aproximação levou a que o coiso se assustasse. Ao vê-lo recuar Jasus acrescentou um adjectivo ao coiso: Óh Coiso pára seu filha duma pu…! Foi a gota de água, para o coiso. Agora tinha-lhe parecido que o seu treinador falava russo, queres ver que pertence a alguma máfia de leste? Decidiu por-se a milhas e só parou na Turquia. O Jasus continua sem defesa esquerdo, mas continua a mascar gorilas. E sem se lembrar do nome do coiso.
Já não há Jesuses como antigamente.
Nem antigamentes, Cr.
O Jasus até “pensou” nisso, isto é, estava de mãos atrás das costas no relvado e de repente olha para o Eduardo e exclama: Aquele não é o coiso? o c´agente fomos buscar dos outros da pedreira? Atão mas tá ali a fazer de defesa! olha se calhar meto o gajo ali à esquerda, o coiso… Nisto deslumbrado com mais este “pensamento” (ele por vezes não acredita nas suas enormes capacidades) mete-se a caminho para dar a boa nova ao coiso (continua sem se lembrar do nome dele…) Pelo caminho mete à boca a sua quarta pastilha gorila, sempre lhe disseram que mascar pastilha, de preferência de boca escancarada, fazia com que o seu “pensamento” fluísse melhor. O facto de ter sido num sonho e o tal conselho ter vindo do tareco lá de casa e, embora não soubesse o significado de pensamento e fluir, tomou esse conselho à letra e desde então (há uns bons vinte anos) que despacha gorilas à velocidade de um Ayrton Senna. Com o pensamento a fluir em cascata, já via o coiso a valer uns bons 30 milhões e tal, esqueceu-se de, ao meter a quarta gorila na boca, tirar a terceira, junto com a segunda. Aquilo foi, mesmo para Jasus, gorilas a mais na cavidade bocal. As palavras saíam-lhe da boca, o pensamento escorria célere, mas o acto de caminhar de boca aberta a gesticular e a gritar: -Óh Coiso! óh Coiso! Soava, ao coiso, como uma avalache de sons guturais sem sentido. A aproximação levou a que o coiso se assustasse. Ao vê-lo recuar Jasus acrescentou um adjectivo ao coiso: Óh Coiso pára seu filha duma pu…! Foi a gota de água, para o coiso. Agora tinha-lhe parecido que o seu treinador falava russo, queres ver que pertence a alguma máfia de leste? Decidiu por-se a milhas e só parou na Turquia. O Jasus continua sem defesa esquerdo, mas continua a mascar gorilas. E sem se lembrar do nome do coiso.
Excelente, Tiago.