Uns andam com o credo, outros com a democracia. Agora é a propósito da reforma autárquica, uma medida mais que necessária. Dentro do pacote, incluem-se os executivos “monocolores”: isto é, quem ganha as eleições, forma o executivo, sozinho ou em coligação. Simples, à primeira vista. Um ataque à democracia, dizem os tais indignados. Que não pode ser, que é um retrocesso na democracia e vontade do povo. O que me espanta é que nunca lhes tenha ocorrido defender o mesmo para o governo nacional: e por que não juntar todos os partidos eleitos, cada um com a sua secretariazinha ou ministeriozito? Isso é que era democracia a sério.
Com a democracia na boca
cadernoelastico,

São as chamadas “Democracias Populares”. Nada como fazer um cozinhado em que todos ganham e os munícipes que não têm “contactos” se lixam com IMI e taxas cada vez maiores.
O facto de os partidos da oposição terem também vereadores impede ou dificulta muito a sua capacidade crítica, ou seja, não os deixa ser uma oposição a sério. O que permite evitar chatices como a discussão crítica e permite alguns arranjinhos certamente lucrativos. E claro que isso agrada a muita gente. Daí que mesmo alguns autarcas do PSD critiquem a medida.