
José Blanco é o ministro Espanhol do Fomento. Para simplificar, pode dizer-se que é o irresponsável local pelas obras públicas faraónicas e pelas parcerias impúdico-privadas de nuestros hermanos. Mal comparado, um maluquinho dos comboios como o nosso Mendonça. Ao que parece, ficou muito incomodado com a suspensão do TGV. Pelo visto, o ministro Blanco também estava entusiasmado com a possibilidade de utilizar o TGV para ir a banhos na Caparica. É claro que talvez não fosse pior que o ministro Blanco se entretivesse com questões como o número de passageiros de alguns troços do TGV em Espanha. A utilização média diária atingiu os 9 passageiros, circunstância que, naturalmente, obrigou ao encerramento do serviço. Ou com o aeroporto de Castellon que, à falta de aviões, será utilizado como ponto de partida de uma etapa da Volta a Espanha. É que nós por cá já temos com que nos entreter com os estádios do Euro, os 7 passageiros semanais do aeroporto de Beja e os 150 milhões de euros que o consórcio ELOS se prepara para pedir ao Estado como indemnização pela suspensão do TGV. Entre outros legados da mesma espécie. Por isso, e atendendo a que estamos no início da época estival, penso que José Blanco devia ir passear. À falta de TGV que o leve à Caparica, sugiro-lhe uma outra praia, bem mais próxima de Madrid. E, na falta de comboio de alta velocidade, recomendo uma voltinha no teleférico da Penha, em Guimarães. É uma espécie de TGV. Suspenso.

Mas, Rui, o Rajoy também já mudou de ideias? r.aspx?content_id=1364521
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interio
Ele não só era a favor como ainda há dias veio acusar os socialistas portugueses de serem os responsáveis pelo facto do TGV não poder avanaçar e de PC ter sido obrigado a suspendê-lo.
Não, não, Sérgio. O Rajoy continua igual a si próprio. Insiste que é uma pena e que a culpa é todinha do Sócrates. Aliás, está a decorrer o debate de la nación em Espanha e ver a argumentação utilizada é fazer uma espécie de flashback do nosso debate político nos últimos meses. E cá para nós, deste lado, suspender não é eliminar. A vertigem continua lá.
Já agora podia ser no teleférico do menezes aqui em Gaia, que em termos de utilização equipara muito bem ao aeroporto de Beja.
Combinado, Mike. Nestas coisas, um cliente a mais aumenta muito a média.
Ainda por cima, o engenho é tão arredondadinho que até parece mais um telesférico.
Um TGV, não era? Vê-se que José Blanco não tem lido o DO há mais de dois anos, ou saberia que o TGV português é mais ou menos como a pescada: antes de ser já era. Nós, aqui no DO, bem passámos a vida a avisar.
José Blanco quer mesmo sentir emoções a valer? Pois que vá de telesférico.
Bilhete duplo, João. Para ele e para o Mendonça. A propósito, aquilo era uma Superbock, certo?
Certo. A próxima terá de ser contigo.
ESte castelhano que vá ditar leis para a sua terrinha.
Aqui não manda nada, Portugal é um pais soberano.
O TGV por Madrid nunca vei ser feito, isso era parte integrante da estratégia iberista de aniquilação de Portugal.
A linha que nos interessa é por Vilar Formoso pelo chamado corredor Valhadolid-Irun, que é o caminho mais perto para chagar à europa.
Quej quiser ia para madrid, chaga a salamanca e panha um trasfer, outro comboio.
Simples.
Para alem disso a linha para madrid era apenas de passageiros, não era para mercadorias.
Pior, ao lado iam fazer uma outra linha em bitola iberica para as mercadorias, que pelos vistos acabava em madrid.
Ou seja, para nos pior era impossivel, fecahavam-nos a porta da europa ás emrcadorias, e aproximamvam perigosamente madrid de lisboa, arrastando para lá o resto da multinacionais que ainda estão em lisboa.
O plano iberista do traidor do socrates esfumou-se, primeiro o mundial de futebol que serbia para castelhanizar/iberizar as massas coma bola.
Agora o TGV iberista foi de cana.
Estamos no bom caminho.
Parabens Pedro Passos Coelho.
Acrescento ao seu comentário, o seguinte: o interesse de Espanha no TGV português tem por trás, obviamente, o interesse em rentabilizar a infraestrutura espanhola cujos custos, como já se viu, são, em alguns troços, incomportáveis.