Jorge Jesus declarou em comunicado que pagou ao fisco 119.000€ (cento e dezanove mil euros) que não devia. As razões que invoca são o reconhecimento ao Vitória de Setúbal, a relação emocional do pai com o clube e a possibilidade de delongas processuais afectarem o seu bom nome. Este é um assunto sobre o qual ninguém lhe perguntou nada, pelo que não era sequer necessário apresentar explicações. E, convenhamos, para dizer o que disse, mais valia estar calado. Alguém, no seu perfeito juízo, acredita que se pague tal valor quando nada se deve e que se assuma tal decisão pelas razões invocadas? Eu, por mim, já sei como vou financiar as próximas férias, o automóvel novo e o apartamento na praia. Uma acçãozinha judicial contra Jorge Jesus, com algum motivo estapafúrdio (a cor do cabelo parece-me um bom começo), e resta esperar que o instinto de preservação do bom nome do JJ faça o resto. Depois, mando notícias a partir do meu novo Ipad, está bem?
Jorge Jesus vai pagar-mas
Rui Rocha,

Se à cor do cabelo juntar o corte, o chiclete e as declarações, não é de excluir a hipótese de uma grossa maquia.
Pois é isso que me entusiasma, JMG. Vejo aqui uma grande oportunidade. Se quiser, pode juntar-se a mim. Dividimos a taxa de justiça inicial.
Nem pense, Rui Rocha: eu sou indigente. Podemos fazer assim: Você paga as alcavalas e assume o compromisso com o advogado; se perdermos, tem a minha solidariedade e um ombro amigo; se ganharmos, dividimos a indemnização, deduzida a minha parte do adiantamento que fez por nossa conta. Este arranjo parece-me irrepreensível do ponto de vista da lisura e mais dentro do espírito do meio futebolístico.
Vou mascar uma chiclete em quanto penso nisso, JMG.
Então e eu, que até vou subir a parada? Odeio ver mascar chiclete com a boca aberta!
Junto-me ao coro contra a chiclete mascada de escotilha aberta. Nada mais brega. Mesmo que o homem ganhasse a Liga dos Campeões seria incapaz de passar neste elementar teste. Ugh.
Ugh, grande chefe!
É um espectáculo de ficar de boca aberta, João.
Pobre gente… já nem na palavra de Jesus acredita!
É uma crise de valores, Lagarto.
Os motivos invocados não serão maus, mas se a estes acrescentarmos o despedimento do Nuno Gomes, pode-se muito bem fazer subir a parada para os 300 ou até para os 500 mil, quem sabe? E, afinal, o que são 500 mil para quem quer preservar o seu bom nome a qualquer preço?
Rui, vá já pensando no assunto e, por favor, não se esqueça das minhas “royalties”, OK?
Afinal, também preciso de ir de férias, c’os diabos!…
Precisamos todos, Luís. Acho que vai chegar para todos e ainda para pagar o imposto extraordinário ao Estado.