«Estamos saturados de manhosos, desconfiados de moralistas, estamos sem ídolos, sem heróis, estamos encandeados pelos faróis dos que saltam para o lado do bem para escapar à turba contra o mal. Quando apanhamos, abocanhamos. Estraçalhamos. Somos uma multidão furiosa.
Só há um antídoto contra a especulação: a informação.
É assustador ver tanta opinião instantânea sobre o que se desconhece. A sede de vingança tomou o lugar da fome de justiça. O problema não está na rua, nas redes sociais, nas esquinas dos desempregados. Está em quem tem a obrigação de saber do que fala.
A decisão da família Soares dos Santos pode ser criticada mas não pelas razões que ontem se ouviu. A Jerónimo Martins não vai pagar menos impostos. E a família que a controla também não – até porque já pagava poucos».
Pedro Santos Guerreiro


“Só há um antídoto contra a especulação: a informação.
É assustador ver tanta opinião instantânea sobre o que se desconhece.”
Bingo!
Ferro espetado a fundo, Isabel.
Todos temos uma costela de treinador de sofá?
Mas por outro lado, vendo bem … até o ASS?
Por mim, já o despedi com justa causa da equipa da selecção ‘Ética’ portuguesa.
Exactamente porque não percebo nada da engenharia financeira que está por detrás da decisão de Soares dos Santos e suas consequências tributárias, critico só o que acho criticável: a incoerência de quem andou nos últimos anos a dar-nos lições de ética empresarial e devoção ao país.
Sem qualquer dúvida, Ana, a homilia é que era dispensável. Isso é que me desilude, porque descredibiliza o discurso e, no fim, aquilo de que tanto precisamos: – exemplo.
Este artigo do PSG tem uma dialética que me agrada: estamos em risco de cair nos tiques histéricos da turba-multa: certíssimo. Mas uma pessoa como o ASS também faz parte dos que ‘não sabem o que dizem’ e ‘tinha a obrigação de saber do que fala’. Ao invocar a ética em vão, também ele gera desinformação. Ou não?
Claro. está no seu inteiro direito de fazer o que quiser com as suas empresas, mas perdeu toda a autoridade para falar como falava.
Claro. Está no seu inteiro direito de fazer o que quiser com as suas empresas, mas perdeu toda a autoridade para falar como falava.
Nem mais Ana, aí é que está o problema, quem o mandou armar em bom pastor a pregar o que não é? Deveria manter a boca bem fechada.
Foi pretensioso, e não é mais que, um empresário vulgar como todos os outros que quando se trata de poder ter lucros de 1000, não vai querer ter 500.
E Portugal para ele só será suportável enquanto houver negócio rentável, quando deixar de ser ,ele pira-se daqui com a família e aparece por cá apenas de férias para ” matar ” saudades dos pasteis de nata.
Onde é que está a contradição?
O que é que tem de anti-ético o que ele fez?
Mudar quando se está mal é que é ético.
Em vez dos conluios habituais dos portugueses.