Sugestão: um livro por dia


Pedro Correia,

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Pó, Cinza e Recordações, de J. Rentes de Carvalho

Diário

(edição Quetzal, 2015)

0 comentários em “Sugestão: um livro por dia”

  1. Excelente escolha, Pedro!
    Estou a meio deste livro e estou a gostar tanto como do primeiro diário que li, o ‘Tempo Contado’.
    Gosto imenso da escrita do Rentes de Carvalho, uma escrita honesta, frontal, sem rodeios, de “chamar os bois pelos nomes” (recomendo a leitura do post de hoje na barca/blog deste autor).
    Ainda não li todos os livros dele (não há verba)
    mas hei-de lá chegar.
    🙂 Antonieta

    1. Ainda não a meio, no meu caso, partilho plenamente o que escreve. Mas creio que já por aqui me revelei fiel admirador da substância e forma do trabalho de Rentes de Carvalho.

      Costa

        1. Da sinopse, na Wook:

          Escrito entre Maio de 1999 e Maio do ano 2000, este é o diário do milénio de um dos mais relevantes autores portugueses da actualidade, J. Rentes de Carvalho, então a caminho dos setenta anos.

          Excerto da primeira entrada, a 15 de Maio:

          «É essa uma das poucas vantagens da velhice: poder viajar no tempo. Não como o faz a juventude, com o privilégio de ansiar pelo futuro, mas ironicamente em marcha-atrás. Recebendo lições de modéstia, deixando pelo caminho as certezas que o não eram, rindo de ter tomado a sério a palavra eternidade.
          A caminho dos setenta. (…) A sopesar se me restam ainda cinco, dez, quinze anos, ou se amanhã – nunca hoje, sempre amanhã! – a Parca se canse de dobar o meu fio e o corte de uma tesourada.»

          Como já, infelizmente, não sigo para novo, tem-me faltado um pouco a coragem para me iniciar numa obra com o título “Pó, Cinza e Recordações”. Cobardias, é o que é. Mas a minha colecção de obras de Rentes de Carvalho provavelmente não permitirá que mantenha esta fuga com o rabo à seringa.

          1. E ainda bem que a Parca não se cansou de dobar o fio…
            E que venham mais 15, “mas nunca hoje, sempre amanhã!”
            E atreva-se, caro Não me atrevi (ainda), vai ver que não se arrepende.
            🙂 Antonieta

          2. Muito grato pela resposta, Caríssima Antonieta 🙂

            Aproveito a oportunidade para “limar” parte do que escrevi:

            Como, infelizmente, já não sigo para novo (…)

          3. E quem segue para novo, caro Vamos a ver, exceptuando o Benjamin Button e, talvez, a Lili Caneças?
            Boas leituras!
            🙂 Antonieta

          4. Caríssima Antonieta:

            A quem “segue para novo”, essas coisas de «sopesar se me restam ainda cinco, dez, quinze anos, ou se amanhã – nunca hoje, sempre amanhã! – a Parca se canse de dobar o meu fio e o corte de uma tesourada» passam-lhe ao lado e tem, além disso, o “privilégio de ansiar pelo futuro”.

            Pode crer.

            Não sei se termine com 🙂 ou com :-(, acho que compreenderá o motivo.

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