Excelente escolha, Pedro! Estou a meio deste livro e estou a gostar tanto como do primeiro diário que li, o ‘Tempo Contado’. Gosto imenso da escrita do Rentes de Carvalho, uma escrita honesta, frontal, sem rodeios, de “chamar os bois pelos nomes” (recomendo a leitura do post de hoje na barca/blog deste autor). Ainda não li todos os livros dele (não há verba) mas hei-de lá chegar. 🙂 Antonieta
Ainda não a meio, no meu caso, partilho plenamente o que escreve. Mas creio que já por aqui me revelei fiel admirador da substância e forma do trabalho de Rentes de Carvalho.
Escrito entre Maio de 1999 e Maio do ano 2000, este é o diário do milénio de um dos mais relevantes autores portugueses da actualidade, J. Rentes de Carvalho, então a caminho dos setenta anos.
Excerto da primeira entrada, a 15 de Maio:
«É essa uma das poucas vantagens da velhice: poder viajar no tempo. Não como o faz a juventude, com o privilégio de ansiar pelo futuro, mas ironicamente em marcha-atrás. Recebendo lições de modéstia, deixando pelo caminho as certezas que o não eram, rindo de ter tomado a sério a palavra eternidade. A caminho dos setenta. (…) A sopesar se me restam ainda cinco, dez, quinze anos, ou se amanhã – nunca hoje, sempre amanhã! – a Parca se canse de dobar o meu fio e o corte de uma tesourada.»
Como já, infelizmente, não sigo para novo, tem-me faltado um pouco a coragem para me iniciar numa obra com o título “Pó, Cinza e Recordações”. Cobardias, é o que é. Mas a minha colecção de obras de Rentes de Carvalho provavelmente não permitirá que mantenha esta fuga com o rabo à seringa.
E ainda bem que a Parca não se cansou de dobar o fio… E que venham mais 15, “mas nunca hoje, sempre amanhã!” E atreva-se, caro Não me atrevi (ainda), vai ver que não se arrepende. 🙂 Antonieta
Muito grato pela resposta, Caríssima Antonieta 🙂
Aproveito a oportunidade para “limar” parte do que escrevi:
Como, infelizmente, já não sigo para novo (…)
E quem segue para novo, caro Vamos a ver, exceptuando o Benjamin Button e, talvez, a Lili Caneças? Boas leituras! 🙂 Antonieta
Caríssima Antonieta:
A quem “segue para novo”, essas coisas de «sopesar se me restam ainda cinco, dez, quinze anos, ou se amanhã – nunca hoje, sempre amanhã! – a Parca se canse de dobar o meu fio e o corte de uma tesourada» passam-lhe ao lado e tem, além disso, o “privilégio de ansiar pelo futuro”.
Pode crer.
Não sei se termine com 🙂 ou com :-(, acho que compreenderá o motivo.
Eu que é lhe agradeço, Antonieta, já que a sugestão inicial foi sua.
Excelente escolha, Pedro!
Estou a meio deste livro e estou a gostar tanto como do primeiro diário que li, o ‘Tempo Contado’.
Gosto imenso da escrita do Rentes de Carvalho, uma escrita honesta, frontal, sem rodeios, de “chamar os bois pelos nomes” (recomendo a leitura do post de hoje na barca/blog deste autor).
Ainda não li todos os livros dele (não há verba)
mas hei-de lá chegar.
🙂 Antonieta
Ainda não a meio, no meu caso, partilho plenamente o que escreve. Mas creio que já por aqui me revelei fiel admirador da substância e forma do trabalho de Rentes de Carvalho.
Costa
Já está na minha lista de compras para a Feira do Livro de Lisboa, quase a abrir.
Da sinopse, na Wook:
Escrito entre Maio de 1999 e Maio do ano 2000, este é o diário do milénio de um dos mais relevantes autores portugueses da actualidade, J. Rentes de Carvalho, então a caminho dos setenta anos.
Excerto da primeira entrada, a 15 de Maio:
«É essa uma das poucas vantagens da velhice: poder viajar no tempo. Não como o faz a juventude, com o privilégio de ansiar pelo futuro, mas ironicamente em marcha-atrás. Recebendo lições de modéstia, deixando pelo caminho as certezas que o não eram, rindo de ter tomado a sério a palavra eternidade.
A caminho dos setenta. (…) A sopesar se me restam ainda cinco, dez, quinze anos, ou se amanhã – nunca hoje, sempre amanhã! – a Parca se canse de dobar o meu fio e o corte de uma tesourada.»
Como já, infelizmente, não sigo para novo, tem-me faltado um pouco a coragem para me iniciar numa obra com o título “Pó, Cinza e Recordações”. Cobardias, é o que é. Mas a minha colecção de obras de Rentes de Carvalho provavelmente não permitirá que mantenha esta fuga com o rabo à seringa.
E ainda bem que a Parca não se cansou de dobar o fio…
E que venham mais 15, “mas nunca hoje, sempre amanhã!”
E atreva-se, caro Não me atrevi (ainda), vai ver que não se arrepende.
🙂 Antonieta
Muito grato pela resposta, Caríssima Antonieta 🙂
Aproveito a oportunidade para “limar” parte do que escrevi:
Como, infelizmente, já não sigo para novo (…)
E quem segue para novo, caro Vamos a ver, exceptuando o Benjamin Button e, talvez, a Lili Caneças?
Boas leituras!
🙂 Antonieta
Caríssima Antonieta:
A quem “segue para novo”, essas coisas de «sopesar se me restam ainda cinco, dez, quinze anos, ou se amanhã – nunca hoje, sempre amanhã! – a Parca se canse de dobar o meu fio e o corte de uma tesourada» passam-lhe ao lado e tem, além disso, o “privilégio de ansiar pelo futuro”.
Pode crer.
Não sei se termine com 🙂 ou com :-(, acho que compreenderá o motivo.
Eu que é lhe agradeço, Antonieta, já que a sugestão inicial foi sua.