A menos que se demonstre a existência de discriminação positiva ilícita, não vejo porque carga de água a condição de cônjuge deva corresponder aqui a um impedimento.
Dirá o L. Lavoura que “à mulher de César não basta sê-lo”. Sucede todavia que, haja ou não o que seja, a instituição é privada e só compra o livro quem quiser.
Noutros casos a instituição é pública – ou sustentada primária e ostensivamente por dinheiros públicos – ou a aquisição do bem ou serviço (se disso for o caso) não fica na disposição do seu eventual destinatário, antes lhe sendo imposta por alegada finalidade pública. Aí é diferente.
E parece que haverá uns casos bem censuráveis, mesmo juridicamente. Susceptíveis de legítimas suspeitas, pelo menos. E tendencialmente impunes, evidentemente.
Claro que não há impedimento, nem eu sugeri que houvesse. Parece-me haver discriminação positiva, embora não ilícita. De qualquer forma, não tenciono comprar o livro, até porque não ponho os pés nesses supermercados.
A discussão é totalmente irrisória, e como de costume muito fulanizada, transmitindo a ideia de que Portugal é uma aldeia em ponto grande, mas aproveito para informar que António Barreto já nada tem a ver com a Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Para mim, mais interessante que o livro – cujo tema deve interessar aos pais com filhos em idade escolar ou aqueles que pensam ainda ter educandos no ensino, o que não é o meu caso – é a polémica à sua volta: os que a usam para justificar as suas ideias pessoais, os que a criticam por o seu conteúdo não ser conforme com as suas ideias pessoais e, sobretudo, nestes últimos aqueles que nas vésperas dos 40 anos de abril até parecem defender a censura da obra.
Mais um livrinho que se vende nos stands das “compras por impulso” à saída de alguns supermercados, e em mais sítio nenhum.
Não deixa de ser enternecedor um marido que atua como editor dos ensaios da esposa.
A menos que se demonstre a existência de discriminação positiva ilícita, não vejo porque carga de água a condição de cônjuge deva corresponder aqui a um impedimento.
Dirá o L. Lavoura que “à mulher de César não basta sê-lo”. Sucede todavia que, haja ou não o que seja, a instituição é privada e só compra o livro quem quiser.
Noutros casos a instituição é pública – ou sustentada primária e ostensivamente por dinheiros públicos – ou a aquisição do bem ou serviço (se disso for o caso) não fica na disposição do seu eventual destinatário, antes lhe sendo imposta por alegada finalidade pública. Aí é diferente.
E parece que haverá uns casos bem censuráveis, mesmo juridicamente. Susceptíveis de legítimas suspeitas, pelo menos. E tendencialmente impunes, evidentemente.
Um livro a comprar em breve.
Costa
Claro que não há impedimento, nem eu sugeri que houvesse.
Parece-me haver discriminação positiva, embora não ilícita.
De qualquer forma, não tenciono comprar o livro, até porque não ponho os pés nesses supermercados.
Acho que qualquer pessoa com discernimento gostaria que um homem com o alcance intelectual de António Barreto lhe editasse os ensaios.
A discussão é totalmente irrisória, e como de costume muito fulanizada, transmitindo a ideia de que Portugal é uma aldeia em ponto grande, mas aproveito para informar que António Barreto já nada tem a ver com a Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Para mim, mais interessante que o livro – cujo tema deve interessar aos pais com filhos em idade escolar ou aqueles que pensam ainda ter educandos no ensino, o que não é o meu caso – é a polémica à sua volta: os que a usam para justificar as suas ideias pessoais, os que a criticam por o seu conteúdo não ser conforme com as suas ideias pessoais e, sobretudo, nestes últimos aqueles que nas vésperas dos 40 anos de abril até parecem defender a censura da obra.
Costumo dizer que esses se limitam a pastar a vaca. A vaca sagrada, intocável. É um dos problemas deste país: haver demasiadas vacas sagradas.