Quando jovem estudante em Lisboa nos finais dos 60s, principios dos 70s, todas as semanas fazia uma ronda pelas discotecas (lojas que vendiam discos) da Baixa para ver as novidades. Um dia passando pela Sassetti na Rua Nova do Almada, discoteca que tinha umas colunas de som à porta, ouvi umas músicas cantadas em português que nunca tinha ouvido. Um empregado da discoteca falou-me sobre o disco e o autor, de quem eu nunca tinha ouvido falar, e deu-me dois convites para o lançamento do disco. Fui por isso um dos felizardos que numa tarde do Outono de 1971, tiveram o privilégio de assistir no ex cinema Roma ao lançamento do LP “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” do José Mário Branco. A maioria das músicas são uma parceria JMBranco/Sérgio Godinho, mas o disco tem três músicas, entre as quais esta que dá o nome ao disco, de três grandes poetas portugueses: Camões, Alexandre O’Neill, e Natália Correia. “Queixa das Almas Jovens Censuradas”, foi, e ainda é, um hino para a minha geração que na época em que o disco saíu tinha vinte anos. Estou nos antípodas das opções políticas de José Mário Branco; mas como sempre separo a Obra do Autor, para mim este disco fica por direito próprio no Olimpo da História da Música Portuguesa.
Caro Alexandre: obrigado por mais este comentário em que partilha um pouco das suas memórias, sempre tão sugestivas e saborosas. Remata-o da melhor maneira, destacando algo que também gosto de sublinhar: a obra deve ser sempre separada do pensamento político do autor. (e, sim, também elejo este disco entre os melhores desde sempre editados em Portugal)
Nunca Camões foi por tantos cantado 🙂
É verdade, Dulce. Esta e ‘Com Que Voz’, interpretada pela Amália. Camões no século XX. Melhor que nunca, mais cantado que nunca.
Quando jovem estudante em Lisboa nos finais dos 60s, principios dos 70s, todas as semanas fazia uma ronda pelas discotecas (lojas que vendiam discos) da Baixa para ver as novidades. Um dia passando pela Sassetti na Rua Nova do Almada, discoteca que tinha umas colunas de som à porta, ouvi umas músicas cantadas em português que nunca tinha ouvido. Um empregado da discoteca falou-me sobre o disco e o autor, de quem eu nunca tinha ouvido falar, e deu-me dois convites para o lançamento do disco. Fui por isso um dos felizardos que numa tarde do Outono de 1971, tiveram o privilégio de assistir no ex cinema Roma ao lançamento do LP “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” do José Mário Branco.
A maioria das músicas são uma parceria JMBranco/Sérgio Godinho, mas o disco tem três músicas, entre as quais esta que dá o nome ao disco, de três grandes poetas portugueses: Camões, Alexandre O’Neill, e Natália Correia.
“Queixa das Almas Jovens Censuradas”, foi, e ainda é, um hino para a minha geração que na época em que o disco saíu tinha vinte anos.
Estou nos antípodas das opções políticas de José Mário Branco; mas como sempre separo a Obra do Autor, para mim este disco fica por direito próprio no Olimpo da História da Música Portuguesa.
Caro Alexandre: obrigado por mais este comentário em que partilha um pouco das suas memórias, sempre tão sugestivas e saborosas. Remata-o da melhor maneira, destacando algo que também gosto de sublinhar: a obra deve ser sempre separada do pensamento político do autor.
(e, sim, também elejo este disco entre os melhores desde sempre editados em Portugal)