Sugestão: um livro por dia


Pedro Correia,

 

 

A Casa Grande de Romarigães, de Aquilino Ribeiro

Romance

(reedição Bertrand, 2013)

14 comentários em “Sugestão: um livro por dia”

  1. Ainda não cheguei a este, ando a ler os romance cronologicamente, depois de ter dado um pulo até Quando os Lobos Uivam, tendo recentemente terminado Aventura Maravilhosa. A cada um, todavia, a escrita dele vai-me deixando ainda mais enleado com a sua beleza encantatória .

    1. Ainda ontem estive a reler uns trechos – precisamente desta reedição da Bertrand, muito bem cuidada e sem assassinar consoantes alegadamente mudas. É um prazer revisitar esta escrita inigualável.

  2. Este foi o primeiro livro de Aquilino Ribeiro que li, teria catorze ou quinze anos. Lembro-me que o li de fio a pavio, no final de umas férias grandes que passei no Minho.
    Depois disso reli-o algumas vezes, sempre com o mesmo prazer.
    Aquilino é para mim o melhor escritor português do século XX, e o Nobel teria sido mais do que merecido.

    1. À medida que os anos passam, aprecio cada vez mais esta prosa castiça, profundamente inventiva, colorida, sugestiva, polifónica, inconfundível. Mais ninguém escrevia assim.

  3. Mais importante do que pôr os escritores no Panteão era que as as bibliotecas municipais dispusessem toda a sua obra. Para seguir a sua sugestão tenho que ir brevemente à Bertrand.

    1. Tem toda a razão. Colocar no panteão é arrumar numa gaveta.
      Publicá-los e colocá-los nas bibliotecas e salas de leitura é estimá-los.
      Aquilino é de facto um dos grandes escritores.
      Alguém que percebe do assunto (já não me lembro quem) disse que o Nobel seria difícil só pelo facto de a sua escrita ser demasiado regional e pouco universal.
      Mas é um prazer lê-lo.

      1. Para os Suecos, que o leriam na língua sueca, a questão dos regionalismos não faria qualquer diferença. Quanto ao universalismo, bem, é sempre uma questão subjectiva, mas para mim muita gente por aquela altura recebeu o Nobel com literatura muito menos universal do que a dele.

    2. A Bertrand tem feito um excelente trabalho de reeditar as obras dele, se bem que gostaria que começassem a dar mais atenção à sua ensaística. Mas digo isto porque já possuo quase toda a sua ficção em duas colecções, “herdadas” de uma mãe que teve o bom senso de as comprar nos anos 80 ao Círculo dos Leitores.

      Agora gostaria era de ler os seus ensaios sobre Camões, Camilo e Anatole France sem ter de ir à BNP ou aos alfarrabistas.

    1. Eu também terei sempre uma predilecção muito especial pelo ‘Malhadinhas’. Não hesito em considerá-lo um dos cem títulos imprescindíveis da nossa literatura de todos os tempos.

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