Esse ainda não li. E tudo indica que não vou ler porque estou muito ocupado a revisitar Martina Cole, um deleite de leitura policial. Mais de doze romances sobre o submundo do crime, todos best-sellers traduzidos em 22 línguas.
Barry Dalston era um demónio, um demónio violente. Levara-lhe aquelas crianças com o mesmo à-vontade com que as concebera. Sem reflectir por um segundo. Encheu outro copo. Desta vez engoliu-o de um só trago e arrepiou-se. Passaram-lhe um braço pelos ombros e ela virou-se num ápice. Era o pai. – Que se passa, rapariga? Que estás tu para aqui a fazer sozinha? Reparou nas lágrimas dela. – Aquele chuleco chateou-te outra vez? – A voz de Joey era ríspida. – Eu dei por ele hoje a noite, a matraquear-te os tímpanos com a diarreia verbal do costume. Ela encolheu os ombros. – Estou bêbeda, pai, é só isso. A pensar nos miúdos. Quando eram bebés. Estou só numa de nostalgia e mais nada. Riu-se para contrabalançar a tristeza da sua voz. – Anda cá dar um abraço ao teu velhote. Mais tarde, Susan havia de culpar o álcool. Se não tivesse bebido, estaria mais alerta. Ter-se-ia apercebido do que ele realmente queria dizer com aquilo. Mas era nova, estava sozinha e estava triste. Enquanto ele a abraçou, ela sentiu exactamente o que os seus próprios filhos deviam sentir quando os pais lhes tocavam. Por uma só vez, necessitava de sentir que alguém estava a olhar por ela, que alguém se importava com ela. Quando a mão de Joey se ergueu na direcção do seu seio, ela primeiro não se apercebeu do que ele ia fazer. Pensou que lhe ia acariciar o rosto. Quando ele a apalpou, ela levantou o joelho e espetou-lho com toda a força na virilha, com um baque ruim. Acertara-lhe com toda a força que tinha. Joey encarquilhou-se todo, as mãos a agarrarem os testículos que latejavam de dor e a soltar queixumes. Enquanto ele se abatia a frente de Susan, June entrou na cozinha. Apercebeu-se da cena e começou a insultá-los aos dois, a ele e a Susan. – Ó minha cabra nojenta, que raio estás tu a fazer com ele? Não consegues segurar o teu homem em casa e vens para aqui agarrar-te ao teu próprio pai, hã? Toda a gente na sala estava à escuta delirantes de emoção: June e Joey prestes a andarem à porrada. E não ficaram desapontados. Mal ele se conseguiu mexer outra vez, ergueu-se agarrado ao lava-loiça e atirou-se à esposa. – Mas que parvoíce é essa, minha putéfia doida? Ela é minha filha, foda-se! June estava a meio de uma diatribe, e recusava-se a ser amainada. Começava agora mesmo a divertir-se com o dramalhão que criara. – Eu sei bem o que se passou, pá, vai-te foder, agora não me calas. Afinal não é a primeira vez, pois não? Então Joey lançou-se a ela, punhos e pés pelo ar. Arrastou a sua mulher, que não parava de gritar, pelos cabelos, forçou-a a sair para o patamar exterior e começou a dar-lhe com quanta força tinha. Debbie gritava, Ivy gritava. Susan só esperava que alguém chamasse a polícia e uma ambulância. Agarrou no casaco e na mala e saiu do apartamento. Passou ao lado da mãe e do pai engalfinhados na porrada e começou a caminhar em direcção a casa.
“Duas Mulheres” 531 páginas do mais puro deleite literário.
Tem sido proveitosa. Entre leituras e ajudante da Princesa nas suas receitas doces sacadas da Net, posso até dizer que tenho passado tempo de qualidade. Também tenho escrito uns contos. Pena é que ninguém os lê, mas serve para afastar a inactividade. Continuação de um excelente fim-de-semana.
Ui, que belo gosto para uma editora sedeada aqui no meu concelho. Não posso perder este.
Excelente editora, de que muito gosto.
Esse ainda não li. E tudo indica que não vou ler porque estou muito ocupado a revisitar Martina Cole, um deleite de leitura policial.
Mais de doze romances sobre o submundo do crime, todos best-sellers traduzidos em 22 línguas.
Barry Dalston era um demónio, um demónio violente. Levara-lhe aquelas crianças com o mesmo à-vontade com que as concebera. Sem reflectir por um segundo. Encheu outro copo. Desta vez engoliu-o de um só trago e arrepiou-se.
Passaram-lhe um braço pelos ombros e ela virou-se num ápice.
Era o pai.
– Que se passa, rapariga? Que estás tu para aqui a fazer sozinha?
Reparou nas lágrimas dela.
– Aquele chuleco chateou-te outra vez? – A voz de Joey era ríspida. – Eu dei por ele hoje a noite, a matraquear-te os tímpanos com a diarreia verbal do costume.
Ela encolheu os ombros.
– Estou bêbeda, pai, é só isso. A pensar nos miúdos. Quando eram bebés. Estou só numa de nostalgia e mais nada.
Riu-se para contrabalançar a tristeza da sua voz.
– Anda cá dar um abraço ao teu velhote.
Mais tarde, Susan havia de culpar o álcool. Se não tivesse bebido, estaria mais alerta. Ter-se-ia apercebido do que ele realmente queria dizer com aquilo. Mas era nova, estava sozinha e estava triste. Enquanto ele a abraçou, ela sentiu exactamente o que os seus próprios filhos deviam sentir quando os pais lhes tocavam. Por uma só vez, necessitava de sentir que alguém estava a olhar por ela, que alguém se importava com ela.
Quando a mão de Joey se ergueu na direcção do seu seio, ela primeiro não se apercebeu do que ele ia fazer. Pensou que lhe ia acariciar o rosto.
Quando ele a apalpou, ela levantou o joelho e espetou-lho com toda a força na virilha, com um baque ruim. Acertara-lhe com toda a força que tinha.
Joey encarquilhou-se todo, as mãos a agarrarem os testículos que latejavam de dor e a soltar queixumes. Enquanto ele se abatia a frente de Susan, June entrou na cozinha. Apercebeu-se da cena e começou a insultá-los aos dois, a ele e a Susan.
– Ó minha cabra nojenta, que raio estás tu a fazer com ele? Não consegues segurar o teu homem em casa e vens para aqui agarrar-te ao teu próprio pai, hã?
Toda a gente na sala estava à escuta delirantes de emoção: June e Joey prestes a andarem à porrada.
E não ficaram desapontados.
Mal ele se conseguiu mexer outra vez, ergueu-se agarrado ao lava-loiça e atirou-se à esposa.
– Mas que parvoíce é essa, minha putéfia doida? Ela é minha filha, foda-se!
June estava a meio de uma diatribe, e recusava-se a ser amainada. Começava agora mesmo a divertir-se com o dramalhão que criara.
– Eu sei bem o que se passou, pá, vai-te foder, agora não me calas. Afinal não é a primeira vez, pois não?
Então Joey lançou-se a ela, punhos e pés pelo ar. Arrastou a sua mulher, que não parava de gritar, pelos cabelos, forçou-a a sair para o patamar exterior e começou a dar-lhe com quanta força tinha.
Debbie gritava, Ivy gritava. Susan só esperava que alguém chamasse a polícia e uma ambulância. Agarrou no casaco e na mala e saiu do apartamento. Passou ao lado da mãe e do pai engalfinhados na porrada e começou a caminhar em direcção a casa.
“Duas Mulheres” 531 páginas do mais puro deleite literário.
Recomendo vivamente.
Hum. Já vi que está a aproveitar bem a prolongada reclusão.
Tem sido proveitosa.
Entre leituras e ajudante da Princesa nas suas receitas doces sacadas da Net, posso até dizer que tenho passado tempo de qualidade.
Também tenho escrito uns contos. Pena é que ninguém os lê, mas serve para afastar a inactividade.
Continuação de um excelente fim-de-semana.