« Na Idade Média, encontramos a temática da dignidade humana em Tomás de Aquino, expressão máxima do pensamento da época. Partindo da definição de “pessoa” formulada por Boécio (“substância individual de natureza racional”), Santo Tomás explica que o homem é uma substância racional porque tem o domínio de seus atos, agindo por si mesmo e não pelo comando de outros seres. Em outras palavras, o homem é livre, pois tem o poder de determinar-se, de agir por si mesmo. Isso lhe confere uma superioridade em relação a todas as outras substâncias (entes) que não compartilham da mesma potência. Essa superioridade é chamada expressamente de dignidade: “Ora, é grande dignidade subsistir em uma natureza racional. Por isso dá-se o nome pessoa a todo indivíduo dessa natureza, como foi dito” (Suma Teológica, I, 29, 3).
« Na Idade Média, encontramos a temática da dignidade humana em Tomás de Aquino, expressão máxima do pensamento da época. Partindo da definição de “pessoa” formulada por Boécio (“substância individual de natureza racional”), Santo Tomás
explica que o homem é uma substância racional porque tem o domínio de seus atos, agindo por si mesmo e não pelo comando de outros seres. Em outras palavras, o homem
é livre, pois tem o poder de determinar-se, de agir por si mesmo. Isso lhe confere uma superioridade em relação a todas as outras substâncias (entes) que não compartilham da mesma potência. Essa superioridade é chamada expressamente de dignidade: “Ora, é
grande dignidade subsistir em uma natureza racional. Por isso dá-se o nome pessoa a todo indivíduo dessa natureza, como foi dito”
(Suma Teológica, I, 29, 3).