Pedro, como não sei onde anda, deixo aqui, uma resposta antiga ao mito de Sá Carneiro (quanto ao livro onde li Sá Carneiro ter querido ilegalizar o PCP, lembrei-me do titulo . 1975, o Ano do Furacão, embora possa estar enganado quanto ao que li/penso ter lido):
Foi nos inícios de Julho de 1974 que se verificou a primeira tentativa séria de golpe contra o 25 de Abril, visando abertamente não só o curso progressista da revolução, mas o próprio MFA e o seu Programa. Esta tentativa ficou conhecida pela designação de «golpe Palma Carlos», do nome do primeiro-ministro do I Governo Provisório, que deu a cara à conspiração, mas o seu verdadeiro mentor era o então Presidente da República, general António de Spínola.
Entretanto, as provocações esquerdistas no plano social e das guerras coloniais davam pretexto aos golpistas para reclamar o «reforço da autoridade» e vários grupos de extrema direita fascista, que se intitulavam partidos, apresentavam ao Presidente da República um manifesto conjunto onde apoiavam esse «reforço da autoridade» e exigiam «ser informados e consultados». Acrescente-se, por fim, que o primeiro-ministro ocultou ao Governo a sua «iniciativa», mas que o PPD que era um dos partidos da coligação governamental esteve envolvido na operação golpista, ao menos com os seus principais quadros, nomeadamente Sá Carneiro, que acompanhou Palma Carlos quando este se demitiu. O golpe de estado palaciano assentava pois numa conspiração bastante vasta e profunda.
Uma grande manifestação-comício de massas de apoio ao MFA e ao novo Governo Provisório, realizada no Estádio 1º de Maio, com a participação de cerca de 100 mil pessoas, culminou a superação da crise e a nova situação criada. Foi promovida pelos três partidos da então coligação governamental – PCP, PS e PPD. (PPD sem Sá Carneiro, note-se).
Quanto a Dickens só li , Os Cadernos de Pickwick (uma falha minha, assumo)
Está editora tem coisas muito boas e outras que a mim não me dizem absolutamente nada. Gostos. Eu tenho uma versão do “grandes esperanças” da presença de 98, com uma capa escabrosa, talvez um fotograma de um filme com o argumento baseado na obra. Provavelmente, depois de uma leitura atenta de avaliação da tradução, irei comprá-lo. Mas as edições da e-primatur são de uma qualidade visual e gráfica impecável, e as capas, uma beleza.
Pedro, como não sei onde anda, deixo aqui, uma resposta antiga ao mito de Sá Carneiro (quanto ao livro onde li Sá Carneiro ter querido ilegalizar o PCP, lembrei-me do titulo . 1975, o Ano do Furacão, embora possa estar enganado quanto ao que li/penso ter lido):
Foi nos inícios de Julho de 1974 que se verificou a primeira tentativa séria de golpe contra o 25 de Abril, visando abertamente não só o curso progressista da revolução, mas o próprio MFA e o seu Programa.
Esta tentativa ficou conhecida pela designação de «golpe Palma Carlos», do nome do primeiro-ministro do I Governo Provisório, que deu a cara à conspiração, mas o seu verdadeiro mentor era o então Presidente da República, general António de Spínola.
Entretanto, as provocações esquerdistas no plano social e das guerras coloniais davam pretexto aos golpistas para reclamar o «reforço da autoridade» e vários grupos de extrema direita fascista, que se intitulavam partidos, apresentavam ao Presidente da República um manifesto conjunto onde apoiavam esse «reforço da autoridade» e exigiam «ser informados e consultados».
Acrescente-se, por fim, que o primeiro-ministro ocultou ao Governo a sua «iniciativa», mas que o PPD que era um dos partidos da coligação governamental esteve envolvido na operação golpista, ao menos com os seus principais quadros, nomeadamente Sá Carneiro, que acompanhou Palma Carlos quando este se demitiu.
O golpe de estado palaciano assentava pois numa conspiração bastante vasta e profunda.
http://www.pcp.pt/publica/militant/241/p 32.html
e ainda….
Uma grande manifestação-comício de massas de apoio ao MFA e ao novo Governo Provisório, realizada no Estádio 1º de Maio, com a participação de cerca de 100 mil pessoas, culminou a superação da crise e a nova situação criada. Foi promovida pelos três partidos da então coligação governamental – PCP, PS e PPD. (PPD sem Sá Carneiro, note-se).
Quanto a Dickens só li , Os Cadernos de Pickwick (uma falha minha, assumo)
Está editora tem coisas muito boas e outras que a mim não me dizem absolutamente nada. Gostos. Eu tenho uma versão do “grandes esperanças” da presença de 98, com uma capa escabrosa, talvez um fotograma de um filme com o argumento baseado na obra. Provavelmente, depois de uma leitura atenta de avaliação da tradução, irei comprá-lo. Mas as edições da e-primatur são de uma qualidade visual e gráfica impecável, e as capas, uma beleza.
Tem uma belíssimas capas, sim. E um excelente grafismo.