A substancial diferença que vejo entre Judaísmo e as outras religiões, chamadas pagãs, e na qual se insere a mitologia helénica, foi a proibição, por parte do Senhor do Universo (termo para Deus), do sacrifício humano como oferta divina. Os holocaustos passaram a ter nos animais, cereais e vinho, o foco da sua oferenda. A Deus de Israel repudiava os sacrifícios humanos, como se faziam a Baal e Moloch.
Outra das características da religião hebraica, para além do seu ecumenismo (estava aberta aos estrangeiros) é também o foco na justiça e defesa dos pobres e dos mais vulneráveis. Ao contrário da mitologia helénica que assentava grande parte da sua mensagem nos grandes feitos heroicos – o modo como se morria, e não como se vivia, era crucial para a entrada nos Campos Elísios (ou para o Valahla, do Norte).
Desta forma vejo no Judaísmo e no Cristianismo religiões cujo foco central, isto se levadas genuinamente, é o ser humano comum, o chamado povo, os simples, os órfãos, os pobres. Autênticas religiões populares, ao passo que a mitologia helénica é uma religião de reis e heróis, não destinada aos simples (aos não livres – também a vida eterna, na mitologia egípcia, era exclusiva dos faraós e não acessível ao povo).
No tempo áureo da civilização grega as preocupações dos simples eram respondidas não pelos sacerdotes, mas sim pelos filósofos. A filosofia tinha entre estes o mesmo papel politico que “mais tarde” teria o judaísmo e cristianismo.
Existe uma filosofia no Judaísmo e Cristianismo, mas não existe no paganismo. Assim Judaísmo e Cristianismo são religiões, porque transcendem o homem, ao contrário do paganismo que tem no homem da terra a sua meta. O paganismo esgota-se em justificar os instintos animais dos seus acólitos (matar, volúpia, embriaguez. O excesso). O Judaísmo e o Cristianismo pelo contrário são obstáculos a esses mesmos violentos instintos animais, uma tentativa de superar, pela cultura. De elevar o ser humano em direção às alturas. Uma forma de dominação do corpo, do excessivo. Um acto de contrição mas ao mesmo tempo de libertação – libertação do macaco que se esconde dentro.
A substancial diferença que vejo entre Judaísmo e as outras religiões, chamadas pagãs, e na qual se insere a mitologia helénica, foi a proibição, por parte do Senhor do Universo (termo para Deus), do sacrifício humano como oferta divina. Os holocaustos passaram a ter nos animais, cereais e vinho, o foco da sua oferenda. A Deus de Israel repudiava os sacrifícios humanos, como se faziam a Baal e Moloch.
Outra das características da religião hebraica, para além do seu ecumenismo (estava aberta aos estrangeiros) é também o foco na justiça e defesa dos pobres e dos mais vulneráveis. Ao contrário da mitologia helénica que assentava grande parte da sua mensagem nos grandes feitos heroicos – o modo como se morria, e não como se vivia, era crucial para a entrada nos Campos Elísios (ou para o Valahla, do Norte).
Desta forma vejo no Judaísmo e no Cristianismo religiões cujo foco central, isto se levadas genuinamente, é o ser humano comum, o chamado povo, os simples, os órfãos, os pobres. Autênticas religiões populares, ao passo que a mitologia helénica é uma religião de reis e heróis, não destinada aos simples (aos não livres – também a vida eterna, na mitologia egípcia, era exclusiva dos faraós e não acessível ao povo).
No tempo áureo da civilização grega as preocupações dos simples eram respondidas não pelos sacerdotes, mas sim pelos filósofos. A filosofia tinha entre estes o mesmo papel politico que “mais tarde” teria o judaísmo e cristianismo.
Existe uma filosofia no Judaísmo e Cristianismo, mas não existe no paganismo. Assim Judaísmo e Cristianismo são religiões, porque transcendem o homem, ao contrário do paganismo que tem no homem da terra a sua meta. O paganismo esgota-se em justificar os instintos animais dos seus acólitos (matar, volúpia, embriaguez. O excesso). O Judaísmo e o Cristianismo pelo contrário são obstáculos a esses mesmos violentos instintos animais, uma tentativa de superar, pela cultura. De elevar o ser humano em direção às alturas. Uma forma de dominação do corpo, do excessivo. Um acto de contrição mas ao mesmo tempo de libertação – libertação do macaco que se esconde dentro.