Comprei-o na Sexta-feira passada. Li na livraria, como sempre faço com todos os livros que vou comprando, uns bons fragmentos ao longo da narrativa e fiquei rendido a este belíssimo livro. Juntamente comprei o 1º volume da bíblia do Frederico Lourenço
Peguei há dias nessa tradução da Bíblia, que anda a ser tão badalada. Tive azar – ou sorte, sei lá. Na página que abri deparei logo com um “São João Batista”. Fechei de imediato o livro. Com todo o respeito pelo texto sagrado, naturalmente.
O primeiro comentário é meu. Refere-se ao nome vir de acordo com o desacordo ortográfico? Pois, lamentavelmente não tenho alternativa, porque tradução do grego com este nível de fidedignidade literária e livre de “impressões” doutrinais, não temos, para já senão esta e é pena que o autor e/ou a editora tenham assumido o desacordo ortográfico para esta tradução do “Livro”. Assim acontece com algumas obras fundamentais da literatura que fui obrigado a comprar recentemente. Porém, algumas, como os quatro volumes das Obras Completas do Jorge Luís Borges da teorema, consegui ainda comprar, embora restem poucos no mercado livreiro, ainda com a grafia anterior ao acordo. Sempre que posso, opto, quando não posso, lá vou engolindo o sapo do desacordo ortográfico.
Pois, meu caro, nisso sou mais intransigente. Tenho também essas obras coligidas de Borges em quatro volumes, excelente edição da Teorema, que recomendo vivamente. Quanto à Bíbilia, basta-me o exemplar que me acompanha há longos anos – todo lido e anotado. É um dos meus livros de cabeceira. Não me apetece travar agora conhecimento com João “Batista”.
Ainda bem que tirou o São ao João. É que apanhei um susto quando pensei que FL lera o são à frente do João naquele emaranhado grego.
Eheheh. Para a próxima acrescento o bordão “cito de cor”.
Isso de livre de impressões doutrinais não será uma estratégia de venda? É que tanto quando eu saiba, toda a Bíblia não passa de uma enciclopédia de impressões doutrinais! Mesmo a grega que foi traduzida do hebraico por homens da Igreja. É sempre uma excelente estratégia de venda dizer que se revela o que nunca esteve velado. O que eu já me ri com o erro versus pecado e o servo versus escravo. Até rima!
A Bíblia expurgada de carácter doutrinal ou prosélito equivale à quadratura do círculo. Uma tarefa que, portanto, deveria ser confiada ao doutor Pacheco Pereira – especialista na matéria. Também teria graça expurgá-la de incorrecções políticas. Daria um volume fininho, ideal para transportar no bolso.
Dizem que FL vai revelar toda a misoginia e homofobia de São Paulo que a Igreja amaciou. Vai-se a ver e S. Paulo em vez de mandar as mulheres cobrirem a cabeça mandou-as usar burka!
Ao ler na net o resumo do livro verifico que já naquele tempo os turcos consideravam-nos (no caso do livro os ingleses) porcos e sujos porque não tomávamos banho ao contrário deles que frequentavam diariamente os banhos e a mesquita. Dou comigo a pensar se hoje ainda não será assim que pensam. Tive essa impressão desagradável quando após o banho e esfoliação dado ao fim do dia por um turco enorme e gordo nos banhos de Istambul, este fez questão de me mostrar a luva que ficara suja e negra após o meu banho. Senti-me envergonhado e humilhado. Eu que tomara banho naquela manhã!
Comprei-o na Sexta-feira passada. Li na livraria, como sempre faço com todos os livros que vou comprando, uns bons fragmentos ao longo da narrativa e fiquei rendido a este belíssimo livro. Juntamente comprei o 1º volume da bíblia do Frederico Lourenço
Peguei há dias nessa tradução da Bíblia, que anda a ser tão badalada. Tive azar – ou sorte, sei lá. Na página que abri deparei logo com um “São João Batista”.
Fechei de imediato o livro. Com todo o respeito pelo texto sagrado, naturalmente.
O primeiro comentário é meu. Refere-se ao nome vir de acordo com o desacordo ortográfico? Pois, lamentavelmente não tenho alternativa, porque tradução do grego com este nível de fidedignidade literária e livre de “impressões” doutrinais, não temos, para já senão esta e é pena que o autor e/ou a editora tenham assumido o desacordo ortográfico para esta tradução do “Livro”. Assim acontece com algumas obras fundamentais da literatura que fui obrigado a comprar recentemente. Porém, algumas, como os quatro volumes das Obras Completas do Jorge Luís Borges da teorema, consegui ainda comprar, embora restem poucos no mercado livreiro, ainda com a grafia anterior ao acordo. Sempre que posso, opto, quando não posso, lá vou engolindo o sapo do desacordo ortográfico.
Pois, meu caro, nisso sou mais intransigente. Tenho também essas obras coligidas de Borges em quatro volumes, excelente edição da Teorema, que recomendo vivamente. Quanto à Bíbilia, basta-me o exemplar que me acompanha há longos anos – todo lido e anotado. É um dos meus livros de cabeceira.
Não me apetece travar agora conhecimento com João “Batista”.
Ainda bem que tirou o São ao João. É que apanhei um susto quando pensei que FL lera o são à frente do João naquele emaranhado grego.
Eheheh. Para a próxima acrescento o bordão “cito de cor”.
Isso de livre de impressões doutrinais não será uma estratégia de venda? É que tanto quando eu saiba, toda a Bíblia não passa de uma enciclopédia de impressões doutrinais! Mesmo a grega que foi traduzida do hebraico por homens da Igreja. É sempre uma excelente estratégia de venda dizer que se revela o que nunca esteve velado. O que eu já me ri com o erro versus pecado e o servo versus escravo. Até rima!
A Bíblia expurgada de carácter doutrinal ou prosélito equivale à quadratura do círculo. Uma tarefa que, portanto, deveria ser confiada ao doutor Pacheco Pereira – especialista na matéria.
Também teria graça expurgá-la de incorrecções políticas. Daria um volume fininho, ideal para transportar no bolso.
Dizem que FL vai revelar toda a misoginia e homofobia de São Paulo que a Igreja amaciou. Vai-se a ver e S. Paulo em vez de mandar as mulheres cobrirem a cabeça mandou-as usar burka!
Ao ler na net o resumo do livro verifico que já naquele tempo os turcos consideravam-nos (no caso do livro os ingleses) porcos e sujos porque não tomávamos banho ao contrário deles que frequentavam diariamente os banhos e a mesquita. Dou comigo a pensar se hoje ainda não será assim que pensam. Tive essa impressão desagradável quando após o banho e esfoliação dado ao fim do dia por um turco enorme e gordo nos banhos de Istambul, este fez questão de me mostrar a luva que ficara suja e negra após o meu banho. Senti-me envergonhado e humilhado. Eu que tomara banho naquela manhã!