Pois é, caro amigo, também esse terramoto existe e ultrapassa o limite da escala mas o epicentro assenta em apoios de borracha e só quando um parte é que vemos ( ou o que nos querem mostrar) a dimensão dos estragos
São 12 anos de pesquisa das contabilidades dos mosteiros e igrejas pois, para mim, a verdade da História está nos dinheiro e não na prosa dos cronistas
O Mosteiro dos Jerónimos comprou e pagou farinha e cera ( o documento está na TT) nos dias seguintes ao dito Terramoto: 1ª estavam lá, 2ª praticavam o culto, 3º o mosteiro não serviu de refugio ás vitimas ( que só foram plebeus)
Ainda não li o livro, mas parece-me que o autor quer dizer que não houve Terramoto de 1755 – correto? É que o início de uma nova ciência, chamada Sismologia, aparece depois deste sismo, com os primeiros estudos a sério a serem patrocinados pelo estado português (a recolha de dados sobre o efeito do sismo em todo o país ou a primeira construção anti-sísmica moderna decorrem desse esforço…). Podem clarificar um pouco mais a “estória” contada por este livro e o porquê da sua apologia aqui?
Boa noite caro Fernando É isso mesmo, para mim não houve terramoto de 1755, houve destruição. Se a igreja de Nossa Senhora do Vencimento (vulgo Convento do Carmo) mandada construir por D Nuno Alvares Pereira, tivesse sido destruída por um terramoto, as bases e as paredes não estariam na perfeição em que se encontram ( sendo ruína desde então) e este é só um pequeno exemplo..
O sismo foi sentido até fora do país – há relatos… E há vários locais onde ficaram camadas formadas pelo tsunami que este gerou, isto para não falar dos escombros e restos mortais já explorados, dentro e fora de Lisboa (e até em Marrocos). Há ainda a recolha, mandada fazer pelo Marquês de Pombal aos Párocos, do que foi sentido e o que aconteceu em cada freguesia (um legítimo inventário científico, pioneiro e único)… Como brincadeira, a sua era uma hipótese divertida, como livro parece-me muito próxima da má ciência, tipo as teorizações com ET’s para justificar coisas que os humanos fizeram e que uma estação de TV de cabo vulgariza…
Boas Sim, de acordo que há relatos, e muitos, a maioria de estrangeiros, assim como as gravuras, a maioria feita por estrangeiros, até Voltaire.. Mas visite os monumentos como por exemplo Mosteiro dos Jerónimos e a Sé de lisboa, aqueduto, ( até pode escolher), e verifique os alicerces e as paredes de origem. não encontrará vestigios. os relatos dos parocos há deles fantásticos até relacionados como curso do Tejo e com as fontes. Se o rei diz que há terramoto, o rei não mente. Quem diz que o rei é mentiroso em 1755? Veio o tsunami? então e a Torre de Belem? e a Trafaria e Almada? e porquê o massacre da Trafaria e a execussão dos Tavoras?
Já pensou em consultar um bom livro sobre zonas sísmicas e risco sísmico? Num romance, como tese, aceitava esses argumentos. Com uma defesa tão acirrada de uma hipótese sem nenhumas bases sólidas (qualquer geólogo lhe pode explicar isso) acho que corre o risco de cair no ridículo…
Boa noite Naturalmente, não sei com quem estou a trocar estas ideias, mas vejo que se interessa pelo tema. Obrigado pelo seu conselho . Poderei ler Francisco Luis Pereira de Sousa, capitão do exercito falecido em 1931 e todos os seus trabalhos sobre sismologia e geologia em Portugal. Ele mesmo a seu tempo, já escrevia sobre o empolar dos efeitos do dito tremor. Sugiro, tambem, “O Perfil do Marquês de Pombal” do Camilo.
as bases estão expostas nos monumentos sobreviventes ao cataclismo. É só ir e ver, começando, naturalmente, pelos alicerces avaliando as juntas das pedras. Já visitou as catacumbas romanas da baixa? Eu ainda não tive hipótese, mas vou adorar aquelas estruturas. E sempre se pode ir até à TT onde descansam em paz 4207 documentos contabilisticos referentes ao Mosteiro dos Jerónimos e Sé de Lisboa dos anos de 1755 a 1765 (eu ainda nem os vi todos) mas há muita coisa curiosa.
abraço
Antes de mais, sou geólogo. Quanto ao facto de certas estruturas aguentarem um sismo e tsunami, têm a ver com o modo como foram construídas e o substrato rochoso. Os romanos tinham um excelente modo de construir, fruto das aprendizagens na sua terra natal, que fez que muito aguentassem as suas construções. O mesmo se passou com muita coisa em Lisboa e noutros locais… Quanto ao facto de alguns locais terem aguentado e terem continuado a sua labuta, é normal nestes casos, como é hoje. Às vezes a poucos quilómetros do epicentro há duas localidades em que uma foi arrasada e a outra ficou abalada mas com tudo a funcionar (veja o caso do sismo de Itália, tão recente, em que isto aconteceu). Quanto a textos sobre o sismo de Lisboa que o validem, pasmo que não encontre nada de jeito – há milhares, muitos feitos fora do país, com relatos na primeira pessoa. Não conheço é nenhum que diga o contrário. E sim, há escavações arqueológicas que mostram mortos, escombros, estragos, em Lisboa e fora dela, bem como da camada de rochas que se formou em consequência do Tsunami (e relatos do mesmo do Atlântico inteiro…). Pode ir por onde quiser – defender que não houve sismo é um absurdo e é ridículo…
Boa noite Obrigado. A minha área é a Gestão Industrial. não acha fantástico a Torre de Belem ter resistido ao tsunami, sem falar no mosteiro dos Jerónimos? Quanto à queda de uns e não de outros, o que aconteceu em Lisboa foi de facto fantástico Por exemplo, lado a lado estavam o palacio dos condes de val-de-reis e o mosteiro das mónicas. o primeiro resistiu e o segundo foi-se. Já apreciou as paredes da igreja do convento do Carmo? É uma relíquia que o terramoto teve o cuidado de apenas lhe tocar nos telhados. Por onde teriam trepado as ondas de choque se as paredes não apresentas deformações ( foram reparadas?)? curioso, não acha? O documento mais badalado sobre o terramoto é do consul inglês que, quinze dias depois, minuciosamente o detalha chegando a dizer que a agua do Tejo subiu de 6 a 9 metros.(e não apagou os fogos que ele mesmo diz) Também sei que houve diversas escavações e foram encontradas ossadas com furos nos crânios, que mais parecem feitas por tiros de pederneira houve uma intenção para que fosse feita uma nova cidade de Lisboa para os lados de Algés, ao tempo de D. José, mas não avançou por falta de água. Percebe-se porque o aqueduto não teve uma única falha, dava jeito para a nova cidade. quer seja ridiculo ou não, muitas histórias ligadas a esse tremor ainda estão para ser devidamente contadas.
É absurdo que ponha a hipótese de não ter havido sismo, até porque fora do país foi sentido e registado profusamente (houve lagos a milhares de quilómetros, na Escócia e na Escandinávia, em que se formou uma onda típica de sismos longínquos). Quanto a comportamento de edifícios em caso de sismo, há muita literatura sobre o assunto – porque não começa pela mais elementares, para perceber por que motivo uns aguentaram e outros não…? E, já agora, acha que aconteceu o quê no Carmo? E porque foi destruído o túmulo de D. Nuno Álvares Pereira, antepassado do Rei? Se há “estórias” mal contadas , porque sempre as há (a História é isso), parece-me que saiu agora uma em livro…
boas no caso concreto da igreja de N S do Vencimento: Se o amigo se colocar de frente para a porta de entrada verificará que a parede do seu lado direito se encontra desmanchada muito mais que a parede do lado esquerdo ( que está quase intacta). a parede à sua direita dá a ideia de que houve impacto na parte superior da dita parede.
O amigo já considerou ridícula e absurda esta hipótese. Conheço as razões que lhe assistem e entendo-o perfeitamente. As mudanças começam devagar e do zero e alguem as começa. Não sou nem serei dono da verdade, mas acredito que o deixei um pouco intrigado nesta nossa troca de ideias. Numa das minhas idas a Lisboa (resido em Aveiro), nem sei, ainda, quando, terei muito gosto em o convidar para, em conjunto, visitarmos o convento do Carmo e, no local, esgrimirmos os nossos pontos de vista. Aceitará o convite? para já, penso ficar-me por aqui, agradecendo o seu interesse por este tema que, particularmente, muito me agrada. o meu obrigado
Caro senhor: como também não sou lisboeta (vivo em Leiria) é difícil aceitar o seu convite – posso é arranjar-lhe alguns sismólogos, arqueólogos ou geofísicos para debater o porquê da sua teoria ser um absurdo…
Bom dia Será um prazer e sempre poderei entender o porquê de a Torre de Belem ter resistido ao tal tsunami e só haver destruição do lado de Lisboa… e não se falou das questões politicas nem do projecto da Manuel da Maia e tão pouco do santo oficio e dos seus mais de 2700 familiares que, à data, controlavam a capital Ficará para outra oportunidade. um abraço
“Será um prazer e sempre poderei entender o porquê de a Torre de Belem ter resistido ao tal tsunami e só haver destruição do lado de Lisboa…” Lisboa não foi a única cidade portuguesa afectada pela catástrofe, pois todo o sul de Portugal, sobretudo o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. Em Leiria a fachada da Sé foi destruída e ainda hoje é das mais pobres do país, pois não foi devidamente reconstruída. Lá porque a Torre de Belém foi bem feita (provavelmente sobre estacaria) não quer dizer que não tenha sofrido. Esqueça os pormenores, que os seus poucos conhecimentos de ciências geológicas, de arqueologia e/ou de arquitetura não lhe permitem perceber tudo, e tente perceber o todo – um sismo que provocou mortos e destruição em 3 Reinos e nunca será esquecido…
Bom dia Pensava eu que já haviamos esgrimido o suficiente mas, pelo visto, ainda há muita pedra. Se a tal onda de 9 m entrou pelo Tejo, ainda que eu não perceba de arqueologia, sismologia e ciencias geológicas, pelo menos, pela fisica, sempre se pode calcular os milhares de toneladas que o deslocamento da massa de água provoca e calcular o impacto nas fachadas da torre. O amigo já levou com uma onda pequena na praia, certamente. O local mais perto do suposto epicentro (que ainda ninguém descobriu onde foi) é a ponta de Sagres. Até as ondas de choque chegarem a Leiria devem ter passado por muito território… mas foi muito pobre noutras terras, Setubal, Palmela….até o numero de mortos, ainda não houve concenso, mas tambem, naquele tempo, não havia registos de plebeus…
“A minha área é a Gestão Industrial”
Fantástico, Mike! Andas a ver se tens umas aulas de Geologia? E, já agora, porque não, de arqueologia, geotecnica, arquitetura ou história? Diz lá verdade, esqueceste-te de tomar os comprimidos quando fugiste do hospital e esqueceste-te também de o dizer no sítio onde te publicaram a patacoada…?!? E, já agora, a hipótese de o sismo ter sido feito por ET’s, não é ainda melhor do que a tua?
Boas meu este até que é o melhor coment que já se fez nos ultimos tempos…até um atrasado consegue decifrar. O problema é que tu votas (acho).
Para terminar e não haver mais piadas como a anterior (não havia nexexidade…) posso pôr aqui aqui uma bibliografia, acessível a leigos, para perceber onde já chegou o conhecimento do sismo, do tsunami, dos achados arqueológicos, da recolha de testemunhos da época, dos trabalhos científicos então feitos e outros aspetos, que cilindram a sua bonita tese – próxima de outras, como parece alguém ter percebido, dos malucos dos ET’s e do von Däniken…
Bom dia Antes de mais, o meu obrigado. Agradeço o seu interesse em tentar ajudar procurando que eu me esclareça melhor. Sem o querer ofender, as minhas ideias estão formadas e tem o fundamento que tem. Quando alguém der cabais explicações sobre as questões levantadas, mudam-se as ideias. Atrever-me-ia a sugerir que saindo da sua zona de conforto, ( houve terramoto e pronto), pesquisasse sobre os efeitos fisicos, pois os monumentos e as ruinas ainda cá estão. Até lhe poderei fornecer as coordenadas da documentação da TT sobre despesas de funcionamento quotidiano e reparações de igrejas e mosteiros pois, para mim, há mais verdade nos dinheiros que na prosa dos cronistas. quanto a este livro, só adere quem quiser e só lê quem se interessar. Nele não há ofensas e, no final de tudo, não deixa de ser uma humilde obra de ficção. abraço.
Já percebi que é de ideias fixas (se calhar como o eu…) e não conhece minimamente os princípios básicos da ciência que o Terramoto de 1755 de Lisboa deu origem (reafirmo a minha oferta de sugestão de bibliografia, da mais básica a alguma mais profunda e/ou específica do sismo em causa, nomeadamente sobre a camada de rocha – v.g. tempestito – que se formou após este). Não percebo a sua fixação sobre alguns monumentos – já pensou que alguns poderão ter sido refeitos? E que o substrato rochoso e a forma de construção condicionam a forma como reagiram às ondas sísmicas? Seja como for, convenceu-me a comprar a sua obra – mas vou falar com a comunidade geológica portuguesa sobre a sua obra, pois alguns geólogos vão adorar a sua visão alternativa da História…
Bom dia Não se trata de ser de ideias fixas, as ideias até se mudam quando os factos a isso obrigam. Neste caso, e tocando no caso da fixação em alguns monumentos, toco nesses porque são esses que podem contar a história na primeira pessoa. Estavam lá e viveram (ou a destruição ou o tal terramoto ou o tsunami) e, se devidamente avaliados ( e não será por mim que sou leigo na material) poderão revelar interessantes novidades. As questões geológicas são para os geólogos, mas não me considero completamente apagado. Tive de ler alguma coisa. Obrigado por querer ler o livro, vai ver que não é nada de outro mundo, simplesmente uma outra forma de ver os monumentos e uma história ficcionada sobre o que, na minha huminde visão, aconteceu. envie a sua morada postal para o meu email que terei todo o prazer em lhe oferecer um enviando-o para a sua caixa de correio. Até adorava participar, com entendidos na matéria, num estudo aprofundado, nomeadamente aos alicerces do Mosteiro dos jerónimos, que, aí sim, deverão estar vestigios , OU NÃO, do falado tsunami. Seria um lavar de cestos. abraço
Boa tarde prezado Fernando pelo prolongado prazo silencioso presumo que o amigo leu o livro. Se leu, agradeço a sua critica sincera. Se ainda o não encontrou, reforço a minha oferta, com a ida a Leiria para, pessoalmente, lho oferecer com a conveniente dedicatória.
aguardo o seu comentário, ou para o meu email.
abraço
Boa noite
Em especial, convido o Sr Fernando Martins para o evento abaixo.
(com o devido pedido de desculpas ao gestor deste blog pela utilização)
Aquele abraço
Boa noite por este meio, e abusando do mesmo, convido os ilustríssimos leitores para a apresentação do livro ” A Construção do Terramoto de Lisboa de 1755″, de que sou autor, a realizar em Aveiro, na Galeria Morgados da Pedricosa (junto ao museu de Santa Joana) no dia 5 de Novembro de 2016 pelas 21 h.
Obrigado pelo link o qual já havia tido em conta. A incidência sobre os efeitos físicos de 1755 interessam-me sobre maneira, sem desvalorizar o trabalho dos reputados investigadores.
Neste momento, preocupa-me muito mais quem destrói Lisboa e o País.
O que se passa na CGD, por exemplo.
João de Brito
Escreverei sobre isso amanhã.
Boas
Obrigado pelo Livro do Dia
Abraço
Elisio A J Moreira
Sucesso para o livro, Elísio. O tema é muito interessante. Abraço.
Pois é, caro amigo, também esse terramoto existe e ultrapassa o limite da escala mas o epicentro assenta em apoios de borracha e só quando um parte é que vemos ( ou o que nos querem mostrar) a dimensão dos estragos
Sobre esse outro “terramoto” também hão-de aparecer livros.
O que é que isso significa, “construir” um terramoto?
Boas
Significa isso mesmo – Mandar fazê-lo, encomendar, destruir para fazer uma nova Lisboa….
São 12 anos de pesquisa das contabilidades dos mosteiros e igrejas pois, para mim, a verdade da História está nos dinheiro e não na prosa dos cronistas
abraço
O Mosteiro dos Jerónimos comprou e pagou farinha e cera ( o documento está na TT) nos dias seguintes ao dito Terramoto: 1ª estavam lá, 2ª praticavam o culto, 3º o mosteiro não serviu de refugio ás vitimas ( que só foram plebeus)
Ainda não li o livro, mas parece-me que o autor quer dizer que não houve Terramoto de 1755 – correto? É que o início de uma nova ciência, chamada Sismologia, aparece depois deste sismo, com os primeiros estudos a sério a serem patrocinados pelo estado português (a recolha de dados sobre o efeito do sismo em todo o país ou a primeira construção anti-sísmica moderna decorrem desse esforço…).
Podem clarificar um pouco mais a “estória” contada por este livro e o porquê da sua apologia aqui?
Boa noite caro Fernando
É isso mesmo, para mim não houve terramoto de 1755, houve destruição. Se a igreja de Nossa Senhora do Vencimento (vulgo Convento do Carmo) mandada construir por D Nuno Alvares Pereira, tivesse sido destruída por um terramoto, as bases e as paredes não estariam na perfeição em que se encontram ( sendo ruína desde então) e este é só um pequeno exemplo..
O sismo foi sentido até fora do país – há relatos… E há vários locais onde ficaram camadas formadas pelo tsunami que este gerou, isto para não falar dos escombros e restos mortais já explorados, dentro e fora de Lisboa (e até em Marrocos). Há ainda a recolha, mandada fazer pelo Marquês de Pombal aos Párocos, do que foi sentido e o que aconteceu em cada freguesia (um legítimo inventário científico, pioneiro e único)… Como brincadeira, a sua era uma hipótese divertida, como livro parece-me muito próxima da má ciência, tipo as teorizações com ET’s para justificar coisas que os humanos fizeram e que uma estação de TV de cabo vulgariza…
Boas
Sim, de acordo que há relatos, e muitos, a maioria de estrangeiros, assim como as gravuras, a maioria feita por estrangeiros, até Voltaire..
Mas visite os monumentos como por exemplo Mosteiro dos Jerónimos e a Sé de lisboa, aqueduto, ( até pode escolher), e verifique os alicerces e as paredes de origem. não encontrará vestigios.
os relatos dos parocos há deles fantásticos até relacionados como curso do Tejo e com as fontes.
Se o rei diz que há terramoto, o rei não mente. Quem diz que o rei é mentiroso em 1755?
Veio o tsunami? então e a Torre de Belem? e a Trafaria e Almada?
e porquê o massacre da Trafaria e a execussão dos Tavoras?
Já pensou em consultar um bom livro sobre zonas sísmicas e risco sísmico? Num romance, como tese, aceitava esses argumentos. Com uma defesa tão acirrada de uma hipótese sem nenhumas bases sólidas (qualquer geólogo lhe pode explicar isso) acho que corre o risco de cair no ridículo…
Boa noite
Naturalmente, não sei com quem estou a trocar estas ideias, mas vejo que se interessa pelo tema.
Obrigado pelo seu conselho . Poderei ler Francisco Luis Pereira de Sousa, capitão do exercito falecido em 1931 e todos os seus trabalhos sobre sismologia e geologia em Portugal. Ele mesmo a seu tempo, já escrevia sobre o empolar dos efeitos do dito tremor.
Sugiro, tambem, “O Perfil do Marquês de Pombal” do Camilo.
as bases estão expostas nos monumentos sobreviventes ao cataclismo. É só ir e ver, começando, naturalmente, pelos alicerces avaliando as juntas das pedras. Já visitou as catacumbas romanas da baixa? Eu ainda não tive hipótese, mas vou adorar aquelas estruturas.
E sempre se pode ir até à TT onde descansam em paz 4207 documentos contabilisticos referentes ao Mosteiro dos Jerónimos e Sé de Lisboa dos anos de 1755 a 1765 (eu ainda nem os vi todos) mas há muita coisa curiosa.
abraço
Antes de mais, sou geólogo. Quanto ao facto de certas estruturas aguentarem um sismo e tsunami, têm a ver com o modo como foram construídas e o substrato rochoso. Os romanos tinham um excelente modo de construir, fruto das aprendizagens na sua terra natal, que fez que muito aguentassem as suas construções. O mesmo se passou com muita coisa em Lisboa e noutros locais… Quanto ao facto de alguns locais terem aguentado e terem continuado a sua labuta, é normal nestes casos, como é hoje. Às vezes a poucos quilómetros do epicentro há duas localidades em que uma foi arrasada e a outra ficou abalada mas com tudo a funcionar (veja o caso do sismo de Itália, tão recente, em que isto aconteceu). Quanto a textos sobre o sismo de Lisboa que o validem, pasmo que não encontre nada de jeito – há milhares, muitos feitos fora do país, com relatos na primeira pessoa. Não conheço é nenhum que diga o contrário. E sim, há escavações arqueológicas que mostram mortos, escombros, estragos, em Lisboa e fora dela, bem como da camada de rochas que se formou em consequência do Tsunami (e relatos do mesmo do Atlântico inteiro…). Pode ir por onde quiser – defender que não houve sismo é um absurdo e é ridículo…
Boa noite
Obrigado. A minha área é a Gestão Industrial. não acha fantástico a Torre de Belem ter resistido ao tsunami, sem falar no mosteiro dos Jerónimos? Quanto à queda de uns e não de outros, o que aconteceu em Lisboa foi de facto fantástico Por exemplo, lado a lado estavam o palacio dos condes de val-de-reis e o mosteiro das mónicas. o primeiro resistiu e o segundo foi-se.
Já apreciou as paredes da igreja do convento do Carmo? É uma relíquia que o terramoto teve o cuidado de apenas lhe tocar nos telhados. Por onde teriam trepado as ondas de choque se as paredes não apresentas deformações ( foram reparadas?)? curioso, não acha? O documento mais badalado sobre o terramoto é do consul inglês que, quinze dias depois, minuciosamente o detalha chegando a dizer que a agua do Tejo subiu de 6 a 9 metros.(e não apagou os fogos que ele mesmo diz)
Também sei que houve diversas escavações e foram encontradas ossadas com furos nos crânios, que mais parecem feitas por tiros de pederneira
houve uma intenção para que fosse feita uma nova cidade de Lisboa para os lados de Algés, ao tempo de D. José, mas não avançou por falta de água. Percebe-se porque o aqueduto não teve uma única falha, dava jeito para a nova cidade.
quer seja ridiculo ou não, muitas histórias ligadas a esse tremor ainda estão para ser devidamente contadas.
É absurdo que ponha a hipótese de não ter havido sismo, até porque fora do país foi sentido e registado profusamente (houve lagos a milhares de quilómetros, na Escócia e na Escandinávia, em que se formou uma onda típica de sismos longínquos). Quanto a comportamento de edifícios em caso de sismo, há muita literatura sobre o assunto – porque não começa pela mais elementares, para perceber por que motivo uns aguentaram e outros não…? E, já agora, acha que aconteceu o quê no Carmo? E porque foi destruído o túmulo de D. Nuno Álvares Pereira, antepassado do Rei? Se há “estórias” mal contadas , porque sempre as há (a História é isso), parece-me que saiu agora uma em livro…
boas
no caso concreto da igreja de N S do Vencimento: Se o amigo se colocar de frente para a porta de entrada verificará que a parede do seu lado direito se encontra desmanchada muito mais que a parede do lado esquerdo ( que está quase intacta). a parede à sua direita dá a ideia de que houve impacto na parte superior da dita parede.
O amigo já considerou ridícula e absurda esta hipótese. Conheço as razões que lhe assistem e entendo-o perfeitamente. As mudanças começam devagar e do zero e alguem as começa. Não sou nem serei dono da verdade, mas acredito que o deixei um pouco intrigado nesta nossa troca de ideias. Numa das minhas idas a Lisboa (resido em Aveiro), nem sei, ainda, quando, terei muito gosto em o convidar para, em conjunto, visitarmos o convento do Carmo e, no local, esgrimirmos os nossos pontos de vista. Aceitará o convite?
para já, penso ficar-me por aqui, agradecendo o seu interesse por este tema que, particularmente, muito me agrada.
o meu obrigado
Caro senhor: como também não sou lisboeta (vivo em Leiria) é difícil aceitar o seu convite – posso é arranjar-lhe alguns sismólogos, arqueólogos ou geofísicos para debater o porquê da sua teoria ser um absurdo…
Bom dia
Será um prazer e sempre poderei entender o porquê de a Torre de Belem ter resistido ao tal tsunami e só haver destruição do lado de Lisboa…
e não se falou das questões politicas nem do projecto da Manuel da Maia e tão pouco do santo oficio e dos seus mais de 2700 familiares que, à data, controlavam a capital
Ficará para outra oportunidade.
um abraço
“Será um prazer e sempre poderei entender o porquê de a Torre de Belem ter resistido ao tal tsunami e só haver destruição do lado de Lisboa…”
Lisboa não foi a única cidade portuguesa afectada pela catástrofe, pois todo o sul de Portugal, sobretudo o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. Em Leiria a fachada da Sé foi destruída e ainda hoje é das mais pobres do país, pois não foi devidamente reconstruída. Lá porque a Torre de Belém foi bem feita (provavelmente sobre estacaria) não quer dizer que não tenha sofrido. Esqueça os pormenores, que os seus poucos conhecimentos de ciências geológicas, de arqueologia e/ou de arquitetura não lhe permitem perceber tudo, e tente perceber o todo – um sismo que provocou mortos e destruição em 3 Reinos e nunca será esquecido…
Bom dia
Pensava eu que já haviamos esgrimido o suficiente mas, pelo visto, ainda há muita pedra. Se a tal onda de 9 m entrou pelo Tejo, ainda que eu não perceba de arqueologia, sismologia e ciencias geológicas, pelo menos, pela fisica, sempre se pode calcular os milhares de toneladas que o deslocamento da massa de água provoca e calcular o impacto nas fachadas da torre. O amigo já levou com uma onda pequena na praia, certamente.
O local mais perto do suposto epicentro (que ainda ninguém descobriu onde foi) é a ponta de Sagres. Até as ondas de choque chegarem a Leiria devem ter passado por muito território… mas foi muito pobre noutras terras, Setubal, Palmela….até o numero de mortos, ainda não houve concenso, mas tambem, naquele tempo, não havia registos de plebeus…
“A minha área é a Gestão Industrial”
Fantástico, Mike! Andas a ver se tens umas aulas de Geologia? E, já agora, porque não, de arqueologia, geotecnica, arquitetura ou história? Diz lá verdade, esqueceste-te de tomar os comprimidos quando fugiste do hospital e esqueceste-te também de o dizer no sítio onde te publicaram a patacoada…?!? E, já agora, a hipótese de o sismo ter sido feito por ET’s, não é ainda melhor do que a tua?
Boas meu
este até que é o melhor coment que já se fez nos ultimos tempos…até um atrasado consegue decifrar. O problema é que tu votas (acho).
Para terminar e não haver mais piadas como a anterior (não havia nexexidade…) posso pôr aqui aqui uma bibliografia, acessível a leigos, para perceber onde já chegou o conhecimento do sismo, do tsunami, dos achados arqueológicos, da recolha de testemunhos da época, dos trabalhos científicos então feitos e outros aspetos, que cilindram a sua bonita tese – próxima de outras, como parece alguém ter percebido, dos malucos dos ET’s e do von Däniken…
Bom dia
Antes de mais, o meu obrigado.
Agradeço o seu interesse em tentar ajudar procurando que eu me esclareça melhor. Sem o querer ofender, as minhas ideias estão formadas e tem o fundamento que tem. Quando alguém der cabais explicações sobre as questões levantadas, mudam-se as ideias. Atrever-me-ia a sugerir que saindo da sua zona de conforto, ( houve terramoto e pronto), pesquisasse sobre os efeitos fisicos, pois os monumentos e as ruinas ainda cá estão. Até lhe poderei fornecer as coordenadas da documentação da TT sobre despesas de funcionamento quotidiano e reparações de igrejas e mosteiros pois, para mim, há mais verdade nos dinheiros que na prosa dos cronistas.
quanto a este livro, só adere quem quiser e só lê quem se interessar. Nele não há ofensas e, no final de tudo, não deixa de ser uma humilde obra de ficção.
abraço.
Já percebi que é de ideias fixas (se calhar como o eu…) e não conhece minimamente os princípios básicos da ciência que o Terramoto de 1755 de Lisboa deu origem (reafirmo a minha oferta de sugestão de bibliografia, da mais básica a alguma mais profunda e/ou específica do sismo em causa, nomeadamente sobre a camada de rocha – v.g. tempestito – que se formou após este). Não percebo a sua fixação sobre alguns monumentos – já pensou que alguns poderão ter sido refeitos? E que o substrato rochoso e a forma de construção condicionam a forma como reagiram às ondas sísmicas? Seja como for, convenceu-me a comprar a sua obra – mas vou falar com a comunidade geológica portuguesa sobre a sua obra, pois alguns geólogos vão adorar a sua visão alternativa da História…
Bom dia
Não se trata de ser de ideias fixas, as ideias até se mudam quando os factos a isso obrigam.
Neste caso, e tocando no caso da fixação em alguns monumentos, toco nesses porque são esses que podem contar a história na primeira pessoa. Estavam lá e viveram (ou a destruição ou o tal terramoto ou o tsunami) e, se devidamente avaliados ( e não será por mim que sou leigo na material) poderão revelar interessantes novidades. As questões geológicas são para os geólogos, mas não me considero completamente apagado. Tive de ler alguma coisa.
Obrigado por querer ler o livro, vai ver que não é nada de outro mundo, simplesmente uma outra forma de ver os monumentos e uma história ficcionada sobre o que, na minha huminde visão, aconteceu.
envie a sua morada postal para o meu email que terei todo o prazer em lhe oferecer um enviando-o para a sua caixa de correio.
Até adorava participar, com entendidos na matéria, num estudo aprofundado, nomeadamente aos alicerces do Mosteiro dos jerónimos, que, aí sim, deverão estar vestigios , OU NÃO, do falado tsunami. Seria um lavar de cestos.
abraço
Boa tarde prezado Fernando
pelo prolongado prazo silencioso presumo que o amigo leu o livro. Se leu, agradeço a sua critica sincera. Se ainda o não encontrou, reforço a minha oferta, com a ida a Leiria para, pessoalmente, lho oferecer com a conveniente dedicatória.
aguardo o seu comentário, ou para o meu email.
abraço
Boa noite
Em especial, convido o Sr Fernando Martins para o evento abaixo.
(com o devido pedido de desculpas ao gestor deste blog pela utilização)
Aquele abraço
Boa noite
por este meio, e abusando do mesmo, convido os ilustríssimos leitores para a apresentação do livro ” A Construção do Terramoto de Lisboa de 1755″, de que sou autor, a realizar em Aveiro, na Galeria Morgados da Pedricosa (junto ao museu de Santa Joana) no dia 5 de Novembro de 2016 pelas 21 h.
Abraço
http://www.sciencedirect.com/science/art icle/pii/S0025322716303164
Bom dia
Obrigado pelo link o qual já havia tido em conta. A incidência sobre os efeitos físicos de 1755 interessam-me sobre maneira, sem desvalorizar o trabalho dos reputados investigadores.
abraço