Será que, pela primeira vez na vida, vou ter direito a um subsídio? Com tantos cigarros que já fumei e com o que isso deu de impostos ao Estado, parece-me justo. Ainda que eu saiba que o Estado não está preocupado comigo, nem com os outros fumadores – está preocupado é com os não fumadores, essas pobres vítimas que sofrem amargamente com o fumo dos outros, com o preço do ginásio, com o casamento gay e com o aquecimento global. Entretanto, talvez não fosse mau pedir, desde já, o reembolso dos cerca de 70 euros que me custou um cigarro electrónico que me impingiram por estes dias – a partir das oito da noite vendem-me qualquer coisa, porque ando normalmente distraído – e que, honestamente, ainda não tive coragem de usar em público, porque um fumador, queiram ou não, também tem o seu orgulho.
Subsidiodependente
oanonimoanonimo,

Meu caro:
Sou um azarento.
Então não é que deixei de fumar há cerca de 2 meses ?
Sem subsídios – e olhe que as famosas “Nicorettes” são caras para burro, sem embargo de serem uma real ajuda.
Enfim, o caminho para a santidade é mui custoso.
Dois meses ainda é pouco para cantar vitória. Há um ano, por esta altura, também tentei: durou precisamente dois meses. Mas, coragem…
Obrigado pelos bons votos, caro amigo.
Na verdade, talvez por inexperiência, sinto-me extraordinariamente seguro de que não vou recomeçar a fumar; fumava há mais 40 anos e a decisão de deixar não foi fácil – uma vez tomada e mantida durante 2 meses, é tão estúpido malbaratar esse esforço que creio que não terei tal fraqueza.
Mas não pretendo convencer ninguém – apenas necessitava de me convencer a mim, e isso está feito.
Um abraço,
100
Pois eu, desde que estivemos juntos na Casa Alentejana há dias, já deixei de fumar, Joaquim. Por acaso, até deixei de fumar mesmo há bocadinho…
Na Casa Agrícola, João! Deixaste de fumar? Boa notícia. Espero que consigas manter-te assim.
Claro, na Casa Agrícola. Hehe…
Não vim corrigir-me logo porque fui fumar um cigarrito.