Parece que há muita gente a sonhar com um quotidiano semelhante. Se os gregos (as generalizações, sempre as generalizações) se revoltam, porque não nós? Não fiquemos adormecidos, camaradas!
Vejo multiplicarem-se os apelos a manifestações antitroika, fora com a Merkel, e por aí fora. Pelos vistos, não se importam de correr o risco de ficar sem salário no mês seguinte, o que seria inevitável se o financiamento do Estado português pela malvada troika fosse interrompido. Num mundo perfeito, não há consequências, há o sentimento, e o que sentimos é muito forte, e por isso nos manifestamos. Suspiro.


Não é essa a base da anarquia? Agir sem contemplação – ou melhor dito, ponderação.
Acaba por se ver bastante esse conceito, ainda que aplicado a outros idealismos.
Hmm.. por alguma razão fiquei a pensar nos sindicatos.
🙂
Concordo consigo, mas não posso deixar de salientar que este governo se tem esforçado para que isso seja uma realidade… Acho que as pessoas devem ter consciência que existem extremismos à espreita, à espera de sair da toca mal se instale o caos.
concordo consigo.
Pois é… o que nos faz mesmo falta são as manifestações “brancas” por causa da asfixia democrática.
MAs agora não precisamos disso porque está lá o relvas a “tomar conta” e ele é um rapaz muito respeitador. Muito…
miguel
conselho útil e grátis: em vez de mandar bocas parvas, procure e leia o que escrevi sobre Relvas.
“Escreveu” ??!
Quando a vir a organizar micro-manifestações na escadaria da assembleia da republica, cá virei dizer-lhe que continuo a considerar que é uma tontinha…mas pelo menos é consistente e honesta.
Até lá… pode guardar os seus conselhos grátis, que de uteis têm pouco.
miguel
Pode dar-se o caso de ser mentira o que diz. Suspendendo o serviço da dívida, haveria dinheiro. Negociando juros mais baixos, haveria dinheiro, etc etc.
Somos um país pobre sim, mas pagarmos juros de usura não nos torna mais viáveis.
pois, posso estar enganada. mas quer-me parecer que este ano extra para o ajustamento decorre precisamente do bom comportamento em relação ao cumprimento do MoU, e que os juros já são bastante abaixo do que andámos a pagar no tempo do outro senhor.
E é assim a esquerda… indigente, conveniente para sua estrutura de poder tratar todos como vítimas. Sem vítimas não há esquerda.
Juros de usura não existem. As pessoas ou aceitam ou não.
Portugal é que colocou à venda uns papeis a dizer para as pessoas comprarem e que oferecia x juros.
E os 30 e tal milhões para pagar à troika foi assim que apareceram? E os indigentes são de esquerda…
Só aceita quem quer.
30 e tal milhões? quando estamos a falar de 80 mil milhões?
E ainda se esqueceu dos juros para adicionar aos 30 milhões…
Só aceita quem quer e como o Estado Social português depende desde há mais de 10 anos de subidas sucessivas de de impostos* e venda de dívida não resta alternativa senão acatar a troika.
Mas se você não quiser a troika coisa com que concordo para fazer ver aos portugueses quanto na verdade vivem do estrangeiro então terá de explicar aos portugueses onde virá o dinheiro. É que depois de décadas a corromper os portugueses com o social agora estão viciados.
Neste momento os juros são por volta de 3 a 4% do PIB. Ou seja 6-8% dos gastos do Estado. O Défice é de 7% do PIB ou seja 14-15% dos gastos do Estado – é difícil saber ao certo ainda porque o estado Português pediu mais emprestado até Julho do os números do défice.
Se não quiser pagar como pessoa de má indole não se esqueça que vai por a arder os bancos e fundos que compraram a dívida portuguesa. Alguns deles portugueses.
* os jornalistas só se preocupam com a “desigualdade” e se usa a palavra “austeridade” quando toca ao Estado-…Mais de uma década de subida de impostos e nunca usaram as palavras…
Finalmente encontro vozes que não as de uma esquerda que fala como se dona do monopólio da compaixão. Uma esquerda paternalista que retira aos seus “protegidos” qualquer capacidade de decisão, e logo responsabilidade pela situação em que se encontra o país. A mesma esquerda que pediu, pediu, espremeu, espremeu, até que todos os trabalhadores tivesse “salário dignos”. Mas com uma condição: esses trabalhadores, como fruto de seu trabalho honrado, teriam de permanecer, indefinidamente, pobres. Porque assim que se tornassem “ricos”….
Este LRodriguesné um lírico e não lê jornais. Ele só gosta de música celestial…
É isso. Nos jornais é que está tudo claro. Eu gostaria imenso de estar errado e de acreditar que este é o caminho para nos tornarmos um país melhor. Mas o meu lirismo não me dá para aí…
E então devemos ficar calados e aceitar tudo? Os protestos não têm de ser violentos. Têm é de demonstrar que não aceitamos isto. Não seria preciso pensar num mundo ideal para esperarmos que um governo não nos fizesse isto. e não venham dizer que não há alternativas. Há. Eles não têm é coragem de as tomar. Não estão em causa os sacrifícios. Está em causa a forma como eles os distribuem e estarem deliberadamente a empobrecer-nos. Tenham coragem ao menos para dizer que é uma opção que tomam conscientemente. Para além de tudo mentem-nos!
Venham sugestões.
Este blogue parece-me estar desagradavelmente cheio de assessores de relações públicas governamentais.
Pode haver alguns (não faço ideia), mas até me parece equilibrado. E o Luís tem sempre o Arrastão para se refugiar – lá estão todos do lado da Bondade Universal e usam a sua ortografia.
Não digo que seja desequilibrado. Mas irrita-me ler opiniões pagas, ou seja, opiniões que não são verdadeiramente as de quem escreve, mas que quem escreve é pago para divulgar. Irrita-me que pessoas finjam ter certas opiniões quando na verdade apenas são pagas para as divulgar.
O Arrastão é blogue que não leio porque não compartilho das ideias dos seus autores.
A ortografia que utilizo é a oficial da língua portuguesa. Não é para mim a ideal, mas sempre constitui um pequeno progresso em relação à anterior.
“Um progresso em relação à anterior”… AHAHAH. (O anúncio da TSU foi na 6ª… Já nos podemos rir normalmente das teorias absurdas?)
Este, tal como os outros. Mas “cheio” não será exagero?
É exagero, de facto. Mas parece-me haver três, e para mim um só já seria de mais.
lol. Se o fôssemos, já teríamos adoptado a Aberração Ortográfica.
Não são todos os autores deste blogue, nem de longe, e o jaa não o é. Mas há-os mais do que desejável.
Luís Lavoura, importa-se de dizer-me – se não for muito incómodo – o que o obriga a vir aqui ler-nos? É que eu penso que só cá vem quem quer (masoquista ou não) mas posso estar enganada…
Ui que medo.
A sua ideia então é assistirmos pacientemente enquanto este governo vai destruindo o país?
Assistirmos pacientemente a que se deixem morrer os reformados?
Assistirmos pacientemente ao roubo dos salários dos trabalhadores para serem entregue aos patrões e este o meterem no estrangeiro?
Assistirmos pacientemente a esta loucura ideológica de transformar Portugal num país de 3º mundo onde os ricos vêm explorar a mão de obra barata?
Se é isto que acha bem para a sua pátria, que seja, mas não se esqueça do que costuma acontecer aos traidores, parece que em tempos houve um que caíu da janela.
Pedro, e se apresentasses sugestões, se apontasses uma saída? Isso é que era bom.
Oooooh, ameaças a sério. Deixas-me com inveja, Ana Margarida.
(Pedro: acho que posso falar pela Ana ao dizer que essa não é a ideia dela. Mas qual é a sua? Em concreto, que alternativas propõe?)
Uma delas seria deixar de pagar a avençados sem vergonha na cara para virem defender o indefensável nos blogs.
Boa Pedro. Não vou re-publicar o comentário que já aqui coloquei. Se o nosso sistema-político partidário tem muito que andar, não é apenas pelos políticos e as pobres instituições democráticas, que a nossa adolescente nascida em 1974, ainda tem. É também por um eleitorado atrofiado por três décadas de fundos estruturais, contribuições sociais e dívida, que os fez crer que a riqueza não se cria, cresce nas coloquiais árvores. Se antes não percebiam, agora não querem perceber. Por muito que se tenha dito que andar ao frio faz adoecer, nunca ninguém quis saber. Agora batem com os pés, porque não querem o remédio que amarga. Porquê não querem? Porque não. E ameaçam ainda por cima. Nem às crianças isso se admite!
eh pá, não deixem morrer os reformados!
nop. não chega, senhora Craveira, essa coisa de acenar com outros medos para amansar mais o pessoal. É verdade que o populismo espreita mas esse é um perigo que devia vir de cima – bata ver os neo-nazis a crescer na grécia. O governo tinha um país que, de um modo ou de outro, mesmo com protestos, continuou a fazer o que lhe foi pedido. Tolerou a violência destas políticas e acenou que sim quando lhe disseram que só assim seria possível. E agora vê-se traído e esperam-nos mais anos de desespero. O fim da esperança foi anunciado sexta-feira. Esta terça o gaspar veio só mostrar que não sabe nada do que está a fazer. Nesta fase ter um governo quieto, simplesmente inútil, está visto que seria melhor do que ter este governo.
De resto, não gramo o Sócrates, descanse. Não o gramei desde o primeiro ano. E o seguro é um manso. E tenho pouca fé noutras alternativas partidárias. Mas mais disto é só morte lenta. Acabou. Em 2013, já fiz as contas, eu que até tenho emprego (há mais de quatro anos na mesma empresa, talvez diga algo sobre responsabilidade e dedicação) não vou ter forma de poupar um tusto que seja. Na minha empresa continuámos sempre a trabalhar mas com o resto do país desfeito não temos mesmo muitas alternativas (e sim, também exportamos, até propriedade intelectual, mas não chega). Ao primeiro azar que tenha estou condenado. Já chega. A missão é clara: tentar derrubar o governo e preparar a saída do país. E ter esperança que a primeira chegará antes da segunda.
É isso que as ninguém parece querer não entender….o esforço que significa menos 7% no salario mensal. Gostava que tantos teóricos que ouvi falar, explicassem a quem já ganha uma miséria e que leva todos os tostões contados até ao fim do mês como é que vai fazer para desencantar mais 30 e não sei quantos euros por mês. Este dinheiro dá para ajudar muita gente a sobreviver. Não foi o povo que viveu acima das possibilidades, ao contrário do que nos querem fazer crer. Não foi o povo que desfalcou bancos, que gere empresas públicas que apenas produzem prejuízos, que têm salários principescos dos quais nem um pio sobre abdicar de 50% por uma questão moral, que criaram PPP’s ruinosas que sugam o Estado até ao tutano, que comprou milhões de divida pública grega e que agora rezam para que a mesma não descambe para a ruína total e com eles os títulos que têm…a culpa do povo neste descalabro é minima…essa mora num lugar bem especifico…Como diz bastará um azar para que me lixe. No entanto lhe garanto, a minha recepção a esses que acham que tudo podem tirar, será a mais adequada…pode apostar os euros que quiser.
Hoje de manhã, vi na SICn um jornalista do Expresso supostamente especialista em economia, Pedro Lima de sua graça, fazer um convite às manifestações de rua para protestar contra as politicas do governo. Desde que não partam montras, dizia ele.
Indigna-me a irresponsabilidade dos nossos media. Contra isso ninguém se revolta. Em vez de serem voz formadora, ponderada e deixar as histerias para tablóides, cedem à indigna sina de quem tem de vender jornais “ao povo”, a todo o custo. Eis um dos pilares podres da nossa democracia.
E daí? Então não temos “direito à indignação?” Qual é o problema de as pessoas se manifestarem? Das duas uma: se a ideia é absurda, ninguém a seguirá. Se não for, é uma questão de tempo até as pessoas irem para a rua. É uma consequência natural deste descalabro sem fim à vista. O problema não são as manifestações, são as suas causas.
Quanto às montras, não tenham medo, que o nosso povo não tem historial em matéria de vandalismo.
Já os nossos políticos, têm cá um currículo…
Olhando para os comentários que se têm escrito, apenas posso concordar com o pedido do PM italiano, Mario Monti, sobre a criação de uma cimeira extraordinária para se discutir e analisar o crescente populismo europeu. (http://tinyurl.com/8wu4t2g)
É incrível escrever um post destes depois do que ppc fez aos cidadãos na última sexta-feira.
Chamar de irresponsáveis, de tolos, aqueles que se vão manifestar por não concordarem com o caminho do total empobrecimento que este governo escolheu para os portugueses. Não tem classificação o seu ar de superioridade com que acaba o post. Depois deste governo ter escolhido que quem ganha o ordenado mínimo, 400 e poucos euros, ainda deva receber um pouco menos, a Ana suspira de incompreensão para com aqueles que se querem manifestar contra esta opção política. Nada justifica que tente chantagear quem não concorda com esta política com a ameaça de falta de ordenados no final do mês. O que quer que faça um professor com mais de 45 anos sem futuro? Como explica a um electricista ou um carpinteiro que a partir de agora só os maus alunos é que vão para essas profissões, que consideração é esta? O que sentia se ontem estivese a ouvir o Gaspar e um energúmeno de um secretário de estado, que não fixei o nome, se referisse ao seu futuro despedimento com a frase ” em 2013 teremos especial atenção aos contratados a prazo?” Ana, mesmo aqueles que estão contra estas medidas deste desgoverno, sabem a importância da troika, mas também sabemos que existem muitas mais opções que este governo pode seguir. Mas deixe estar Ana, porventura o melhor é mesmo comprar um bilhete e ir assistir, em deleite, ao concerto do Paulo de Carvalho. Desespero.
“…cumprimento do MoU, e que os juros já são bastante abaixo do que andámos a pagar no tempo do outro senhor”.
Cumprimento do memorando?!
Cara Ana Margarida Craveiro,
Mas desde quando é que o governo está a cumprir o memorando? Esta é mais uma das tais narrativas que não resistem à prova dos factos. Ou, dito de outro modo, uma mentira travestida de verdade. Vide, por exemplo, autarquias, parcerias público-privadas e rendas dos sectores protegidos da concorrência.
Indo agora ao teor do post, devo dizer que se levarmos a argumentação da Margarida até às últimas consequências, acabamos relegados para a condição de meros espectadores excluídos da cidadania. Não podemos contestar a Troika e o seu memorando, porque logo nos brandem com o espectro da bancarrota e, talvez, do fim da civilização. É mais uma narrativa a fazer-nos crer que não existem outros caminhos. E que não nos compete a nós buscá-los.
Cumprimentos,
Luís Marvão
Cara Ana Margarida, procurava, quase em desespero vozes de ponderação e imparcialidade. Já desisti de jornais, mas mesmo na blogosfera estava difícil. Que alívio foi ler estas suas breves palavras. Por coincidência, dei a seguinte resposta a um comentário ao post “Lógica de Crato” do Antologia de Ideias (que a convido a visitar e subscrever): “… Mas por isso é que me indigna esta revolta toda contra o actual governo. A culpa de estarmos onde estamos é resultado de políticas seguidas nos últimos 30 anos, e não de políticas do último ano e meio (sim, ano e meio!). Daí, questiono-me de onde vem, se não de uma necessidade básica de desanuvio e de libertação de tensões acumuladas, esta autêntica espumar de raiva, contra este, e não contra os todos governos desde 74, cujos membros, muitos dos quais, vêm agora unir-se contra a aprovação do orçamento.
Indigna-me porque, de certa forma, pode dizer-se que a este governo, por comparação aos anteriores, saiu-lhes a fava. São o primeiro governo que tem de prestar contas a alguém, que não a um inofensivo e manipulável eleitorado. Ainda por cima, com um orçamento menor. De uma forma geral, acabou-se a “festa”… até para eles! Não são, nem mais nem menos, íntegros. Apenas não há dinheiro para “festas”.
O que está a ser feito, pode dizer-se que não é a melhor abordagem, e podemos debater até ao infinito porque sim, e porque não. Mas quando dizemos a desgraça e a miséria que são estas políticas, deveria ser fácil apontar alternativas. Mas não. Não se vêem alternativas sérias, distanciadas e idóneas, com consequências analisadas e, na medida do possível, quantificadas. O que se vê é gritaria por não gostarmos do remédio, uma mera revolução por revolução. Desculpas a quem possa ofender, mas eu nem às minhas filhas isso admito! Sim, também tenho agregadado, também há funcionários público cá em casa e no resto da família, somos todos tributados e, acredita, não é pelos imóveis de alto valor e outros bens de luxo!
A mim também me frustrou ouvir Passos na sexta-feira. Muito, porque eu quero o sucesso deste governo. Mas o que as pessoas têm que entender, e simplesmente não querem, é que foi IMPOSTO. Outra coisa que as pessoas têm de entender é aquela que teria sido a alternativa a isto tudo: a verdadeira austeridade. O que acontece quando alguém deixa de pagar. Acaba-se não só dinheiro mas fornecimentos são imediatamente congelados. Uma austeridade que veríamos sob a forma de falta de medicamentos em hospitais, combustível nas estações de serviço, mercearia nos supermercados, bancos fechados a folha de metal, contas congeladas, hiper-inflação, salários por pagar a funcionários públicos (professores, médicos, militares!)… e a tão desejada revolução. Mas, se serve de consolo, seria uma revolução a sério: com armas, mortos e feridos.
Finalmente, Economia ao serviço do Estado ou vice-versa? A primeira, obviamente. Eu “quero” retirar o Estado da economia e deixar que a economia privada gere fundos que o Estado recolhe para pagar aquele que deve ser o papel central do Estado: defender a nossa soberania contra atentados bélicos, manter a ordem e segurança dentro no território, legislar e fazer cumprir a lei e assegurar o serviço público (mínimo e acordado) de saúde, educação e providência. Tudo o resto, como contribuinte, dispenso que seja o Estado a assegurar. Gastam muito, fazem pouco, por razões muito genéticas, como descrevi no post Ineficiência Genética do Estado.”
Não tenho nada contra a troika, pois quem empresta tem de conhecer a quem empresta. O problema é o governo que não respeita a troika. Onde estão os cortes nos subsídios às arruinantes energias renováveis? Onde está a extinção de concelhos? Onde está a extinção das empresas municipais? Onde está a renegociação das PPP? Onde está a luta contra a corrupção? Onde estão as facilidades burocráticas para quem quer investir? Apenas vejo cortes nos rendimentos de trabalho, aumento das horas de trabalho, cortes nos dias de descanso, aumento de impostos, enfim, sacrifícios para os mais fracos. Além disto tudo, ainda temos um PM que se dá ao luxo de mandar os portugueses emigrar.
Agora, cada vez que alguém protesta contra as medidas do governo e da troika, a resposta fatal é: tem alguma alternativa? Se não tem, cale-se.
Para já, se as pessoas têm boca é para falar. Até porque o “sentimento” não tem sentido se não se puder manifestar. Mais que não seja, serve para desabafar, alivia.
Depois, quem tem que arranjar soluções é quem governa. Bem sei que é o que estão a tentar fazer, mas como os resultados não estão a ser propriamente brilhantes, o povo pode e deve manifestar o seu desagrado. Ou será que que democracia significa acatar tudo bem mansinhos, limitando-nos a votar de quatro em quatro anos?
Daqui até às ameaças mais ou menos explícitas ao (pré) caos grego vai uma longa distância.
Não seria necessário, mas relembremos por exemplo o 25 de Abril, que poderia ter descambado, como é normal numa revolução, em muitas mortes, mas não descambou, à excepção das provocadas pelos cobardes pides. Relembremos, na sequência do “Verão Quente”, o risco iminente que corremos de uma guerra civil que, mais uma vez, foi responsavelmente superado.
Uns dirão que o povo é manso, outros apenas que é sereno, mas também se pode dizer que, perante as diversas situações extremamente graves com que tem sido confrontado ao longo da sua história, sempre tem sabido comportar-se à altura dos acontecimentos.
Acredito que mais uma vez isso irá acontecer, mas, por favor, não nos peçam para “comer e calar”…
Oh Margarida, a menina já leu o post do seu companheiro de blogue Luíz Menezes Leitão, ou ainda não teve tempo? para lhe facilitar a vida aqui fica o link
Burro não sei, mas de links não pesca um boi.
loooool
Não viesse a piadinha de sexo em tom machista, e não era do Benfica. Sai uma “mine” para este senhor.
As manifestações serão como os chápeus… também as há pacificas e eficientes, como aqui: a-de-maio-comemoram-35-anos-de-luta-pelo s-direitos-humanos-na-argentina-13358289 08515_956x500.jpg
http://imguol.com/2012/04/30/mae-da-prac