A democracia portuguesa já conhecia o refrão ‘Uma Maioria, um Governo, um Presidente’. Com José Sócrates e a sua Bancarrota Boys Band a música é outra: ‘Uma Maioria Relativa, um Grupo Parlamentar e Alguns Não Poucos Governos’. Sim, porque existem o Governo de Lacão e o Governo de Silva Pereira. Que se somam ao Governo de Amado que, como se sabe, não tem qualquer relação com o Governo de Sócrates. Sendo certo que não podemos esquecer o Governo de Ana Jorge que, manifestamente, não é o Governo de Teixeira dos Santos. E que António Mendonça vai mudando de Governo dia sim, dia não (nos dias sim é do Governo Em Que o TGV Avança e nos dias não é do Governo Que Defende a Reavaliação do TGV). Da mesma forma que o Governo de Rui Pereira não é o Governo de Pedro Silva Pereira. Nada disto é demasiado confuso se tivermos em conta que calha ser que Jorge Lacão, Ministro dos Assuntos Parlamentares já não sei bem de qual destes Governos que estão actualmente em funções, não se entende com a maioria parlamentar que suporta, pelo menos, alguns dos Governos (não necessariamente os Governos em que Lacão é Ministro). Daí que, digo eu sem de todo me considerar dono da verdade, talvez fizesse mais sentido reduzir o número de Governos antes de pensar em baixar o número de deputados. Até porque o rácio de deputados por Governo deve ser dos mais baixos do Mundo dito civilizado. Aliás, parece-me bem que temos aqui um caso típico de rácio que os parta.
Sócrates & The Bancarrota Boys Band
Rui Rocha,

Fora o rácio do Governo de Augusto Santos Silva, claro.
Claro. Mas, nesse caso, estamos a falar de rácio inoxidável.
Que tal essa gente resolver os problemas, entre eles, na Praça Tahrir, no Cairo? Há lá pedras com fartura! E as viagens devem estar baratinhas…
Olhe que as reuniões do Conselho de Ministros, do Grupo Parlamentar do PS e dos órgãos socialistas devem estar com um ambiente de cortar à faca, Gonçalo.
A queda está iminente. A queda do Mubarak.
Claro. Nem outra coisa me passou pela cabeça.
Excelente texto. Ainda bem que não é a minha cabeça que está confusa. Ou não só ela [;-)]
Pois é, Gi. A trapalhada é tal que a certa altura até colocamos a possibilidade de sermos nós que estamos a ver tudo ao contrário…