Jorge Lacão não é um político especialmente simpático no tom das suas habituais intervenções, mas sempre tem a pasta dos Assuntos Parlamentares no actual governo. Era natural, por isso, que a sua proposta para futura redução do número de deputados fizesse parar para pensar os seus pares. Mas não: Francisco Assis recusou que o PS lhe desse atenção e já deu o caso por encerrado. O encontro que Lacão quer ter com o PSD sobre o assunto é, portanto, uma iniciativa sem qualquer significado que não seja afrontar os seus pares. Ele lá saberá porquê. Para os portugueses, fica a dúvida: entre os limites mínimo e máximo possível de deputados, mesmo com o país falido e com o saque institucional ao trabalho dos cidadãos, há algum motivo para o Parlamento continuar a ter o número máximo de deputados que a Constituição permite?
Desastrosa, no mínimo, é a declaração do ministro Silva Pereira para justificar o alheamento perante a proposta: o programa do governo não prevê qualquer alteração à Lei Eleitoral. Mas, com excepção dos homossexuais e transexuais, haverá alguma coisa na acção do governo que coincida com o programa que foi apresentado ao país, ou é outro tipo de afronta de mau gosto aos cidadãos?

Não vale a pena. Isto só já lá vai à mocada.
Tipo malhar neles?
Se é p’ra malhar chama-se já o ministro ASS!
Se é p’ra malhar chama-se já o ministro do Ataque!
Tens razão, João. Isto são Assuntos Para Lamentares.
Tal-qualmente.
Excelente pergunta. Para a qual ninguém no Governo nem no grupo parlamentar do PS obviamente tem resposta.
Lá ter, têm…
O programa do Governo também não contemplava o corte nos salários. Raio de gente. Deviam ter vergonha.
A vergonha deles já ganhou bolor.