Nunca somos tão maus quanto A ou B, outros povos, outros colonizadores, outros intolerantes, racistas, xenófobos. Mas não é suficiente. Não temos no parlamento representação de outras etnias que, é bom que se entenda de vez, não têm se ser integradas na sociedade portuguesa, fazem parte da sociedade portuguesa.
Não se trata de dar lugar aos recém chegados. As comunidades africanas a residir em Portugal estão por cá há tempo suficiente para terem um lugar em funções de representatividade, nos órgãos de comunicação social (creio que temos, salvo erro, apenas uma pivot de origem africana e numa estação de televisão privada), na política, enfim, em todos os sectores da vida pública.
Em muitos casos, vivemos num gueto, tal como é a Cova da Moura. Será difícil ignorar ou desvalorizar os acontecimentos de discriminação e violência por parte dos 18 polícias da esquadra de Alfragide, na Amadora, acusados pelo Ministério Público de crimes diversos. Um dos polícias é acusado de cerca de 20 crimes. Os relatos são medonhos e não podemos simplesmente fingir que não sabemos, ou que o racismo não existe, que o índice de violência não é brutal.
O meu marido, nascido em Angola, não tem a cor certa para este mundo de falsos brandos costumes. Os meus filhos sofreram várias agressões verbais por causa da cor de pele do padrasto. Ainda hoje, com mais de uma década de casamento, há quem olhe, há quem comente, há quem não consiga conter um esgar. Já ouvi frases como “coitadinha, ela é tão branquinha”. O meu marido lida bem com isto. Eu, tenho os meus dias.
Aprendemos a ignorar, mas não nos surpreendemos com relatos de violência física ou verbal. Triste? Sim, mas não é apenas isso. É um retrocesso crescente ao nível civilizacional, dirão alguns. Também não é verdade. Nunca fomos um país isento de racismo, logo a ideia de retrocesso é relativa. Deveríamos denunciar mais? Sim. Mas importa perceber o medo e a ideia de inutilidade de denúncia, por existirem muitos casos em que as vítimas encolhem os ombros e dizem: “não queremos mais chatices”.
Dos 18 polícias acusados – finalmente uma acusação real e adequada – podemos esperar que se faça justiça? Infelizmente, não tenho fé na justiça portuguesa, ou melhor, tenho tanto quanto nos bons e brancos costumes nacionais.

Com jeitinho ainda vão descobrir, para além da etnia, um gene geniozinho responsável pela malvadez. E em nome da verdade cientifica e dos bons costumes faça -se uma limpeza social a bem da sobriedade e da sanidade social. Uma sociedade purinha
O meu irmão mais novo está em Luanda há uns bons 7 ou 8 anos. Casou lá. Trabalha, socializa é bem tratado e integrou-se bem , porque foi bem aceite.
Quando nos chegam amigos ou conhecidos que é preciso acompanhar ou encaminhar, fazemos sempre o melhor que pudemos, que por vezes é até complicado, mas é assim que tem que ser. Não faço por menos. Amor com amor se paga. E não vejo a hora de ter uma horda de sobrinhos.
Eu quando trabalhava numa universidade alemã (já há quase 30 anos) via no campus muitas estudantes alemãs, mais branquinhas que a Patrícia, agarradas a negros. E pensava, elas lá sabem porque gostam deles, certamente eles servem-nas melhor que os alemães.
queriam a colonização.
regerssem às origens.
a minha família nunca invadiu a terra dos outros.
até temos um monhé como auto-pm.
A Irlanda nunca invadiu a terra de ninguém, e atualmente também tem um PM de origem (pai) indiana.
Obama foi presidente dos EUA porque o Quénia invadiu a terra dos outros.
TIRE O SEU RACISMO DO CAMINHO QUE EU QUERO PASSAR COM A MINHA COR.
(do livro de frases de Georges Najjar Jr)
Há uma canção com um estribilho semelhante: “Tira o teu sorriso do caminho / Que eu quero passar com a minha dor”. Se calhar foi plágio.
A Condição humana…e as variações de latitude…
Apesar de tudo,e “saber de experiência feito”,” misturamo-nos” muito melhor que o resto do maralhal do Hemisfério Norte ( eurocentico).
Disclaimer : sou casado com uma timorense , nascida no campo de concentração de Maubara nos idos de 44 do sec.passado…
A Patrícia não se deve irritar com os comentários racistas sobre o seu marido. Deve ignorá-los totalmente. A Patrícia deve ter em consideração que o povo português é um dos povos mais estúpidos, preconceituosos, culturalmente arcaicos e atrasados que há no mundo. Se um português pensa mal de alguma coisa, então, tendo em conta a burrice e a estupidez dos portugueses, há boa probabilidade de que essa coisa seja boa e aconselhável.
Se a Patrícia não acredita naquilo que digo, sugerir-lhe-ia que passasse uns tempos no estrangeiro (França, Suíça, whatever) a observar os padrões culturais dos emigrantes portugueses e a confrontá-los com os padrões culturais dos emigrantes de outros países (Marrocos, Jugoslávia, Gana, whatever). Digo-lhe, é uma coisa deprimente!!!!! Os emigrantes portugueses são capazes de passar dezenas de anos num país civilizado e continuarem a manter as suas atitudes culturais atrasadas, obnóxias, estúpidas. Não evoluem. A estupidez está-lhes na raça!!!
“que o povo português é um dos povos mais estúpidos, preconceituosos, culturalmente arcaicos e atrasados que há no mundo.” Que exagero!!!!