Sobre a Eutanásia (1)


Paulo Sousa,

Sempre que mais um tema dos chamados fraturantes regressa ao debate, lembro-me imediatamente da cabeça de vaca de que já aqui falei.

Há outra imagem que pode ilustrar o que se está a passar. Quando os criadores de gado sul-americanos transportam uma manada e têm de atravessar um rio com piranhas lançam um boi velho ou doente à frente e, enquanto o cardume o devora, eles sorrateiramente aproveitam para passar com a restante manada. Chamam-lhe o boi de piranha.

O factor cabeça de vaca, ou se preferirem boi de piranha, é perfeitamente conhecido do nosso hábil Primeiro-Ministro. No Governo de José Sócrates, em que António Costa era o número dois, o casamento gay teve esse mesmo efeito. Todos debatíamos e elaborávamos sobre princípios e critérios enquanto o país acelerava convicto rumo a mais uma falência das finanças públicas.

Em 2020 novamente enquanto durarem os rígidos rituais do debate, desta vez sobre a eutanásia, não se falará de:

15 comentários em “Sobre a Eutanásia (1)”

  1. Estou a gostar deste texto que é o nr.1.
    Já tinha afirmado que esta é uma manobra de diversão dos extremistas para encapotarem a sua inépcia na solução das questões correntes e elementares, onde se inclui os corredores da morte.

    António Costa é hábil, mas não é inteligente. Tem habilidade sobre o que já se conhece na forma de aprisionar uma governação. Ele gosta, qual marajá que não o pode ser por si mesmo, de mover os peões para poder ser.
    Para mim, ele não tem projecto: tem ambição. O BE também tem ambição, mas não tem solução. O PAN busca uma solução para a ambição; e qualquer tema importa desde que não seja massa para pão.
    Pão não sabem fazer; massa não sabem levedar. E o povo que não tem pão por lhe levarem a massa, come o pão que os diabos amassam.

    Porém também vai dando azo às histerias doloristas e romanceadas em torno da questão em apreço, a eutanásia. Mas importa fazer registos, para oferecer oportunidade de pensar.

    1. O PAN sempre disse ao que vinha. Fez com que fossem proibidos os desumanos abates nos canis e gatis e acha que existe mais humanidade num chimpanzé do numa pessoa em coma.
      É o mais coerente de todos os partidos.

      1. Paulo, depois de vários comentários e momentos que tenho deixado por aqui, desafiando também os ditos cientistas a um “bate-boca”, é hora de um momento de fé, esperança e reflexão.

        Conheço milhares de situações e testemunhos que a ciência, o senso-comum, o natural, que se entrelaça no sobrenatural, não explica.

        Pois bem, o testemunho que aqui deixo é o testemunho de um sacerdote católico, de nome Marlon Múcio. Acometido de uma doença degenerativa que o conduziria fatalmente ao final, pois a ciência não tinha e não tem solução, foi perdendo suas capacidades musculares e também respiratórias. O que a ciência lhe pôde oferecer foi um andarilho, depois uma cadeira de rodas, um respirador e, por último, a cama onde se encontrava.
        Não obstante, Marlon Múcio, não desistia de sua acção sacerdotal e evangelizadora.
        Para melhor compreender-se a situação e o alcance deste testemunho, deixo aqui as imagens e o testemunho na 1ª. pessoa:

        Marlon Múcio, celebrando a palavra e o ministério de cura, que é dom, e com o qual inúmeras pessoas foram curadas e libertadas do que padeciam (ver a partir do minuto 3):
        https://www.youtube.com/watch?v=u_cGrZ3PkSo

        Anunciando-se a cura de Marlon Múcio, na presença do sacerdote Sousa Lara no Brasil:
        https://www.youtube.com/watch?v=tzZ1RAzc4nE

        Testemunho de Marlon Múcio, liberto dos andarilhos, da cadeira de rodas, do respirador da alimentação induzida e de todos os padecimentos que o acometiam:
        https://www.youtube.com/watch?v=S1PiF6vUCPY

        Assim, cada um questione-se sobre a vida e sobre o que a pode comandar e auxiliar.

  2. Aquela não sei quantos Grilo é que estava muito à frente. O azar dela foi o rapaz do cabelo espetado que descobriu tudo nos mail’s do Luanda Leaks e o atraso na feitura da lei.

    Smoreira

  3. Obviamente que há vários casos muitíssimo incómodos dos quais convém distrair a atenção ( esqueceu-se do Bes que também poderá estar a rebentar ) sobretudo se não se conseguir retomar o princípio de que ordens de superiores, não escritas, valem alguma coisa.
    Em sistemas organizados é velha de décadas a regra de que o que não fica escrito não existe. Admitir a possibilidade do contrário é sinal de que, em Portugal, nos órgãos superiores da administração pública se trabalha com regras da idade da pedra. Não admira que até a Albânia passe brevemente à nossa frente nas classificações dos países europeus.

  4. “Quem sabia o quê sobre Tancos
    Processo Marquês
    Ultrapassagem da economia polaca
    Luanda Leaks (em que país da UE se terá passado algo suficiente grave para o Parlamento Europeu ter entendido que o branqueamento de capitais merece um novo plano de combate?)
    Das mortes nas salas de espera das urgências
    Das agressões a profissionais de saúde, de ensino e de segurança
    Do limite de 10 visitantes por ano aos residentes do centro descarbonizado de Lisboa
    Isenções fiscais dos partidos”

    Está a falar destes assuntos todos, quem não fala neles é porque não os acha relevantes.

    Penso que as pessoas não são assim tão estúpidas que se esqueçam de uma coisa só porque aparece outra. Já os critérios da nossa imprensa, são outra coisa.

    Quanto ao Parlamento Europeu e os Luanda leaks. Não está decerto à espera de grande esforço para controlo de capitais da parte de uma instituição que teve como comissário o exmo sr. Junkers e na qual vários países funcionam como paraísos fiscais. Vai acontecer o que aconteceu à condenação do Luxemburgo por fazer acordos fiscais secretos com empresas – nada.

    1. Pois, na lista de casos ‘importantes conforme as audiências’, ‘vasculho de fugas de informação dos processos judiciais’, ‘a chatice da economia da Polónia passar à frente (até já lá está o pingo doce e tudo)’, ‘populismo do qu’está a dar’, mas nada sobre o bes ou das rendas das casas e n-a-d-a sobre a habitual comparação com a Irlanda, agora vai começar a ser a Polónia.

  5. Partilho totalmente da opinião do post. O tema pode ser importante, mas a discussão terá de partir sempre das classes competentes. Não vale a pena contribuir para este circo cujo o objetivo é apenas e só o que vem descrito no post.

  6. A ser aprovada esta lei , não me admiraria que no futuro seja obrigatório apresentar o “papelinho” a par do termo de responsabilidade quando se recorrer aos hospitais. É uma questão de tempo, além de, claro, os nichos de negócio que irão ser criados

    1. O negócio já foi criado. Está nas TVs a promoção social dos promotores.
      Lucro não se mede só em Euros directos. Mede-se em exposição e reconhecimento..

      lucklucky

  7. Quando na valia política se releva o que ao chico-esperto pertence, e a notoriedade ultrapassa o conceito de valia, temos o caldo que compõe a choldra!

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