Shock the Monkey


#$&%#,

PG_LiveinAthensPOV_photo-by-Pennie-Smith-734x474.j

É comum ler “doutores” – académicos e jornalistas, ciosos ciumentos saudosistas do seu estatuto de intermediários do Saber, como se Sábios pedagogos pairando sobre nós-plebe – criticarem os perigos da internet, aterro de lixo (e nisso quantas vezes citam Eco). E apupando as “redes sociais” – as quais reduzem ao FB e ao Twitter -, quais pântanos da nossa popular malévola ignorância.

 

São nisso broncos – como alguém que refute bibliotecas porque (também) têm maus livros. São broncos e não têm vergonha de o ser pois ninguém lhes diz isso, dado que infelizmente continuamos naquilo do “respeitinho é muito bonito”, chapéu na mão diante do “sô dôtor”.

 

Boto isto nesta nebulosa manhã dominical não porque tenha acordado possuído por uma réstia de Michel Serres (esse que reduziu esses filisteus à tralha que são). Mas apenas para louvar, em cúmulo de gratidão, o que estes meios me dão, por malvados capitalistas que os detenham… Pois foi numa “rede social”, em murais dos populares que por lá pululam, que soube da transmissão na RTP2 da “Akhnaten” de Glass. A qual está disponível na RTP Play (na tal internet dos miasmas intelectuais) – versão aparentemente majestosa, pelo pouco que já vi. E que verei completa após o jogo da selecção de hoje.

 

Mas muito mais, foi ali noutra “rede social” musical que ontem voltei ao “Live in Athens 1987” – um Peter Gabriel soberbo, já liberto da pirosa tralha Genesis, no pico da voz, no cume da sua inovação no rock. E com um lendário grupo de músicos fabulosos (David Sancious, David Rhodes, Manu Katché, Tony Levin).

 

Sim, o som do meu computador não é grande coisa, eu vou um bocado mouco. E perro, tanto que já nem sozinho ao espelho danço… Mas ainda assim estou há horas, desde a alvorada, a ouvir em loop esta Shock the Monkey – que o autor diz ser sobre o ciúme mas que sempre imaginei como uma canção sobre como o amor nos fez evoluir. E que aqui vem numa versão sublime.

 

E neste longo e intenso loop rejuvenesço décadas, cada vez mais… com a má contrapartida de que assim, de súbito tão jovem, percebo o quão irrelevante, sem sentido e mesmo incompetente é o texto word que tento culminar. Mas que importa isso quando se é jovem?

 

Aqui deixo a canção (retirada de uma outra rede social). Ouvi em loop, comprovai o rejuvenescimento…. Ou então ide ler os “doutores”:

 

5 comentários em “Shock the Monkey”

  1. recusei cátedra de química orgânica por duas razões:
    a última profissão que aceitaria se estivesse a morrer de fome era a de funcionário público.
    preferi a indústria a conviver com lástimas intriguistas incapazes de escrever livros de estudo ou artigos científicos
    reproduzo comentário em parede de Sevilha junto ao Guadalquivir
    «es solo mierda»

  2. Caso curioso, os Genesis também tomaram outro rumo após a saída de Gabriel. Fica a dúvida sobre quem era responsável pela tralha pirosa…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *