Setenta anos à frente seja do que for é seguramente extenuante. Se estivermos a falar do segundo reinado mais longo da história da humanidade, então é superlativamente fadigoso. Mas creio que é isso mesmo que motiva Isabel II. Ter constantes desafios para superar e o carinho inquestionável do povo britânico.
Como o Pedro escreveu aqui https://delito.brucke-multimedia.com/a-rainha-13663973 magistralmente.
Deixo o meu humilde apreço a uma grande senhora, uma jovem de espírito, uma grande Rainha. Feliz Jubileu.

infelizmente não há Senhoras entre nós
só gajas por quotas ou cotas
Então, hoje estamos cheios de entulho até às células cinzentas? Um cavalheiro nascido de um ventre, nunca mas nunca chama gaja a uma senhora , com ou sem quotas.
pela nova designação também só há gajos.
em 57, no Aeroporto de Pedras Rubras, a RAINHA por ser SENHORA passou pela minha capa estendida no chão
Tão feio, sr. entulho.
Maria
Tal e qual, Maria
Associo-me com gosto à homenagem nesta data feliz, Dulce.
Homenagem mais do que merecida. Obrigada!
Posso me gabar de ter visto a Rainha por um periscópio.
Em Fev/1957, quando a Rainha visitou Portugal decorriam obras do Metro Rossio, e os tapumes das obras tapavam a vista à passagem da Rainha.
Algumas pessoas arranjaram maneira de espreitar por cima dos tapumes, com bancos e escadotes. Entretanto apareceu um vendedor ambulante apregoando “é o canudo para ver a Rainha”. Afinal, era um canudo com um espelho interior na dobra de extremidade que passava a cima do tapume: um autentico periscópio. E dois vendidos na ali deu para muita gente ver à vez passar a Rainha ou o cortejo de acompanhantes.
Depois, à noite, foi vez de ir a Rua do Carmo ver Rainha passar de carro para o S. Carlos, com muita gente admirada de haver luz acesa dentro ao automóvel.
Mas, a cena mais interessante deu-se quando o coche da Rainha passou pelo Arco da Rua Augusta, e alguém terá gritado “Isabel olha o relógio”. Parece que não teria sido assim, mas nasceu a fack news por o relógio do Arco do Rua Augusta estar constantemente avariado e os relógios ingleses sempre a horas certas.
Memórias fantásticas para contar aos netos! Obrigada por partilhar.
Há muitos, muitos anos Harold Macmillan, primeiro-ministro do Reino Unido foi diagnosticado com cancro e forçado a abandonar de imediato o governo. As eleições estavam próximas, o partido dividido, não sendo viável convocar um congresso.
As três facções conservadoras eram chefiadas por Enoch Powell, ministro da Saúde, nacionalista a rondar a xenofobia, pelo visconde Hailsham, ministro da Ciência, um tecnocrata, e pelo conde de Hume, ministro dos Estrangeiros, político “puro” sem comprometimento ideológico evidente. O “leader” do Parlamento apelou para a rainha, que recebeu sucessivamente os três candidatos, visitou Macmillan no hospital e também Churchill, ainda vivo mas acamado. Depois anunciou a sua escolha que recaíu no Lord Hume. A Inglaterra esteve menos de 48 horas sem primeiro-ministro.
Como comparação, anos depois morreu um presidente da República de Itália. Não houve entendimento nas Câmaras (ou só no Senado?) e Itália esteve sete meses sem presidente. Note-se que Itália deve se o único país europeu com uma burocracia pior do que a portuguesa e, até para reformar um funcionário público, era necessária a chancela do presidente.
Nada me interessa saber se a rainha escolheu bem mas fascinou-me a eficiência de um sistema que garante uma representação verdadeiramente independente podendo assim arbitrar uma crise institucional que ocorra inesperadamente. Fiquei e ainda sou monárquico..
A Rainha é um símbolo de conciliação nacional
É fadigoso, passar uma vida sem fazer nada?!
Como é que o balio sabe? já, por acaso, foi rainha de Inglaterra ?
Ser Rainha de Inglaterra é viver sem trabalhar, num país à beira-mar.
Isso é mais a definição de esposa de oligarca.