Figura nacional do mês
Em mês dominado pela campanha às legislativas, a figura individual que mais deu nas vistas – literalmente – foi a candidata Joana Amaral Dias, cabeça de lista de um partido que mesmo quase sem surgir nos telediários deu um forte impulso à transparência na política.
Figura internacional do mês
Jeremy Corbyn, deputado de 66 anos, tornou-se líder do Partido Trabalhista a 12 de Setembro em eleições directas abertas a qualquer britânico que pagasse três libras. Apoiado só por 10% dos seus deputados, é uma espécie de Tsipras do Reino Unido.
Facto nacional do mês
Após mais de nove meses detido no estabelecimento prisional de Évora, José Sócrates – o ex-recluso nº 44 – foi transferido em regime de detenção domiciliária para um dos endereços que se tornaram mais célebres do País: o nº 33 da Rua Abade Faria, em Lisboa.
Facto internacional do mês
A imagem correu mundo: um menino de três anos afogado numa praia turca. Aylan Kurdi era um curdo sírio em fuga à guerra, como centenas de milhares de compatriotas que chegaram à Europa neste mês. A mãe e um irmão também morreram na trágica travessia.
Frase nacional do mês
«Morte aos traidores!» Palavra de ordem inscrita em grande parte dos cartazes e painéis eleitorais do MRPP que desencadeou polémica dentro do próprio partido durante a campanha, ao ponto de o líder Garcia Pereira ter anunciado que passariam a viver sem ela.
Frase internacional do mês
«Não somos gays! Não nos imponham valores!» Assim falou, a 29 de Setembro, o velho ditador do Zimbábue, na Assembleia Geral da ONU, pronunciando-se pela enésima vez contra a “má influência” ocidental no seu país, um dos mais miseráveis do mundo.

Tirando um ar de ofendida por crimes de discriminação que ninguém cometeu não me lembro de uma única ideia política concreta proposta pelo indivíduo em questão.
Qual indivíduo? O Corbyn? O camarada Garcia? Este emitiu uma ideia: morte aos traidores, escopeta pum pum! Entretanto o micropartido dele, mesmo superado pelo dos animais, empochou mais uns largos milhares de subvenções estatais nestas legislativas. Nunca elegeu um só deputado, desde 1976 até hoje, mas cada voto garante-lhe um quinhão de euros nada desprezível.
A Joana. Usei o neutro indivíduo (specimen) de propósito para não cair no revisionismo linguístico de género em que os pares da criatura (outro substantivo neutro) caem com tanto afinco (os cidadãos e as cidadãs) e etc.
O camarada Garcia pode até dizer-se muito moderado, pois a frase “clássica” do MRPP sempre foi “Morte aos traidores e a quem os apoiar”. Ele já deixou os apoiantes fora do massacre…
O camarada anda a amolecer. A idade não perdoa.
…” Filo ( com gosto) para que continue honrando os meus valores éticos e políticos … será deputada em 2066″