
Trump agradece eficácia de SS a protegê-lo contra manifestantes (RTPNotícias, 12 de Junho)
Esta é a “notícia” que a empresa de serviço público televisivo publicou, acompanhada desta mesma imagem. O que se pode dizer é curto. Pedir o despedimento de alguém é sempre duro. Mas neste caso é inultrapassável. O Estado não pode ter no seu serviço noticioso alguém que tem este entendimento do jornalismo. Não é um caso de incompetência nem um erro. É a vigência, descarada, da concepção de que ser jornalista é manipular factos e opiniões, e sem qualquer limite. É óbvio que quem redigiu esta aldrabice tem que ser despedido. Tal como é que o responsável deste serviço público noticioso (RTPNotícias) que não só deixou passar esta atoarda como não fez por a apagar nas 40 horas subsequentes também tem que ser afastado. Não apenas dessas funções de chefia mas da empresa pública. Entenda-se bem: despedido. E nós, cidadãos, temos de ser informados pela administração desta empresa pública não só sobre quem são estes dois desonestos profissionais como do momento exacto da sua saída de funções remuneradas por uma empresa estatal.
E isto não tem nada a ver com Trump. Como é evidente. Tem a ver com a desfaçatez destes profissionais. Aldrabões.

Não, não é uma perseguição. Li o seu texto, como é hábito, embora, confesso, que tendo em consideração o teor dos últimos, o faça com prazer decrescente (nem sei se publicará esta “observação” ou se publicou um comentário, anterior, meu…. bom, andando)
Trump é um provocador?
Sim.
Os Serviços Secretos são comummente conhecidos pelo acrónimo SS?
Não.
Trump tem/teve o KKK como facção apoiante da sua candidatura?
Sim.
Trump conjuga apoios entre a extrema direita americana?
Sim.
Trump joga com a divisão do povo americano com o propósito de ganhos eleitorais?
Sim.
Julgo perfeitamente plausível que Trump tenha querido gerar nova polémica, nova provocação, ao mesmo tempo que se assistem a manif contra o racismo, nos EUA , ao designar os Secret Services, por SS.
É a minha opinião
A RTP alcançou o grau zero. O justo irá pagar pelo pecador.
Chama-se clickbait. O título e a foto.
O corpo da notícia explica os acontecimentos.
Pena que a rtp embarque nesta metodologia.
Depois queixam-se de as redes sociais destroem o jornalismo.
Pura abjecção.
E também pura, e alarve, cobardia.
Enoja.
JSP
Será aldrabice, ou será ignorância?
Poderá ser ignorância, a roçar o analfabetismo, de gente com muito pouca bagagem cultural, para desempenhar este tipo de funções.
A ser, provavelmente nem descortinaram que estavam a usar uma sigla com um significado tão hediondo.
Por outro lado, sendo o lado para o qual mais me inclino, poderá ter sido um detalhe estratégico, desta espécie de comunicação social, que mais não faz que sugestionar o espetador.
Ora bem, os americanos são amantes de siglas. Utilizam siglas em tudo e mais alguma coisa. No entanto, os serviços secretos, nunca são mencionados pela sigla, quando são referidos, seja na forma verbal ou escrita.
Por exemplo o Federal Bureau of Investigation, é normalmente mencionado como FBI, a Central Inteligente Agency, é referida quase sempre como CIA, ou the Agency, at the most.
A NYPD, igualmente.
Mas os Secret Services, são sempre mencionados como Secret Services, aliás, nem existe sigla socialmente associada a este serviço.
Daí achar que o lapso, não foi lapso. O episódio foi intencional, houve dolo do autor da reportagem em escrever aquelas duas letras, e digo duas letras, porque como sigla utilizada para denominar os Secret Services, não existe.
Outro pormenor é o facto de mencionarem “a eficácia de SS”. Ora se fosse ingenuidade, escreveriam a eficácia DOS SS, e não DE SS.
Muita sorte em não escreveram DAS SS.
Nada que nos surpreenda.
Intencional foi o recurso, de Trump, à sigla SS para designar os Serviços Secretos. Não faz mal. “Amanhã” estará em Israel, almoçando com o “Bibi” .
Se a RTP não tem tradutores minimamente competentes, para conseguirem traduzir um texto, um tweet, um comentário, seja o que for, de forma a esclarecerem convenientemente o espectador, então algo vai mesmo muito mal na instituição.
A tradução jornalística não é igual à tradução literária.
A jornalística, para além de traduzir, tem o dever de informar o espectador.
Quando vemos uma peça jornalística, onde o original menciona uma sigla pouco comum, ou susceptível de não ser do conhecimento do espectador, é usual a tradução da sigla por extenso.
Ora tal se deveria passar neste caso, pois a sigla não é usual e não é comumente utilizada.
Os problemas de Trump e os juízos de valor que cada um terá do indivíduo não são para aqui chamados. Muito menos os juízos de valor de um jornalista.
Ele pode dizer a barbaridade que entender, mas se eu como telespectador quero ser informado sobre o conteúdo da notícia, tenho se sê-lo efectivamente.
Depois poderei verificar com os meus próprios olhos que o original utilizou a sigla SS. Mas o certo é que primeiro eu tenho de ver a notícia e saber a quem se estão a referir, quando escrevem SS.
E por último, com tanto Diácono Remédios por aí à solta, à caça das baboseiras de Trump, já tinham matéria para mais uma notícia que com certeza iria agradar os patrocinadores.
Muito bem escrito e fundamentado.
É por estas e outras que hoje quem quer estar informado tem de procurar a informação e confrontar diferentes fontes jornalísticas.
WW
O texto da notícia até se pode aceitar. Mas ao colocarem aquela fotografia a encabeçar a notícia quando poderiam colocar várias outras (incluindo uma imagem do tweet original de Trump), os jornalistas da RTP perdem todo o benefício da dúvida: é caça-ao-clique na melhor das hipóteses, fazer política na pior delas (e eu não fico muito satisfeito por pagar, com os meus impostos, o ordenado de jornalistas da televisão pública que brincam aos políticos em vez de fazer jornalismo).
Tem razão, João
Adenda :
Sim, a fotografia é descabida, confesso