Ser crescido implica uma série de coisas, o miúdo já sabe: os impostos, as eleições, o estar atento, o saber coisas específicas, pequenos pormenores que não interessam para nada e outros que são preciosos. Ser crescido, ele também sabe, não é o equivalente a ter razão, a ser uma enciclopédia ambulante ou a ter no armário uma capa de super herói.
Na verdade, o que o miúdo sabe com toda a segurança é que ser crescido é muito chato. Portanto, do seu metro e meio, diz:
Ser pequeno é uma outra espécie de chatice, mas menos chata.

Tens um pequeno sábio em casa, Patrícia. 🙂
e não tinha lido o comentário da Ana, é porque a sapiência dele nos foi óbvia 🙂
Tenho é um tipo muito esperto e observador e que pontifica com facilidade. Há dias em que a coisa corre de feição, outras em que me apanha desprevenida. Um dia, teria 3 ou 4 anos, chamei-o para o banho. Ele apareceu com o fato de banho, barbatanas, óculos de mergulhador e tubo na boca:) é esse tipo de puto.
Sábio e cómico? A combinação é explosiva. Temos homem! Beijos
Espero que não seja em demasia:) beijos a todos
Patrícia, basta ouvir a canção do Rui Veloso, letra de Carlos T:
É triste ser-se crescido, Não ter mais a rédea solta, Ir descobrindo o sentido, Do mundo à nossa volta, Triste é dizer adeus, Aos nossos velhos cantinhos, E ouvir a nossa mãe, A mandar-nos ir sozinhos
Nunca gostei dessa canção, eu que gosto tanto das letras do Tê, grande, grande escritor. Mas essa coisa de dizer que a mãe manda embora… enfim, fraquezas minhas…
Não são fraquezas apenas suas. Em Portugal, é tradição os pais quererem ter sempre os filhos por perto.
Em Inglaterra e nos EUA é o oposto. Aos 18 anos, se não menos, o filho é, basicamente, expulso de casa dos pais. Vá lá viver para onde quiser e não nos chateie mais. Quase todos os estudantes universitários americanos estudam em cidades muito distantes das de origem e vivem separados dos pais. Em Portugal é o oposto.
Sábio, é o que ele é.
Tem dias:)
Mas a Patrícia não permita que se torne sábio tão rapidamente e, por enquanto, deixe-o desfrutar das delícias da meninice e não lhe diga que já é neste preciso momento, sem nada ter ganhado nem gastado, devedor de, pelo menos, 20.000 euros à Nação.
🙂
Matilde.
Eu não, Matilde, ando a ver assobio e pronto:)
Em pouco tempo, muito pouco… vai desejar nunca ter crescido, tal e qual como o Rui Reininho no seu «Mais vale nunca».
🙂
Minha querida e o complicado que é ser mãe de crescidos, já pensaste?
A minha sogra, que era uma sábia mulher, dizia-me muitas vezes “filhos criados, trabalhos dobrados”. Como eu a relembro…
Querida, a minha mãe diz que os filhos são um problema que cresce e não tem solução:) Beijo