“Os deputados são uns ladrões”, dizia-me um taxista que hoje me transportou, desfiando a cantilena habitual. Costumo dar réplica a estas frases. Desta vez calei-me. Pela primeira vez na vida, senti vontade de guiar um táxi.
Senti vontade de guiar um táxi
Pedro Correia,

Entende-se.
Hoje mais que nunca.
E com boné…
E de preferência sem deslocações a São Bento.
Tenho a mesma vontade diariamente…
Eu só senti hoje. Mas deu-me forte.
Já tinha pensado nisso: a “tomada de posse” dos gravadores acabou por dar uma certa razão a quem diz, no táxi ou em cafés, “os políticos são uns gatunos!”
Enfim, eu continuo a rir-me de cada vez que a imagem me vem à memória.
Pelo menos os socialistas sabem inovar o léxico político. Deram um conceito mais lato ao conceito de “tomada de posse”.
Não ficou clara, para mim, essa sua “vontade”, Pedro. Fiquei na dúvida se a sua intenção era : fazer o papel dessa “personagem” – o “taxista” – ou mudar de “paradigma”.:))
Mudar de paradigma é a questão que está em cima da mesa nesta janela de oportunidade. Basicamente.
Isso é Impulse…
[Desculpe, mas não resisti à gracinha….]
:))))
:))
Vou piorar a coisa, mdsol ..Não será “reacção directa “?
(O Pedro não me leve a mal, por favor – é que a minha longa experiência no uso do táxi como meio de transporte, sim, porque não conduzo, apurou o meu instinto de “sobrevivência”…)
:)))
De facto, senti uma violência psicológica insuportável, que me levou a ter vontade de exercer acção directa.
lol
Boa, Maria do Sol!
Foi superior a mim, Ana!
:))))
Então foi… impulse!!
Sim, sim. Muito pavloviano da minha parte.
:))
O último que me veio com essa conversa (“Gallardón, Ladrón”) cobrou-me 11 euros por um percurso que costuma custar 6.
Isso não deixa de ser uma grande verdade, JDC. Já me aconteceu também. Bem prega frei Tomás…
Isso é de uma violência psicológica insuportável, João. Mais do que justificável para exercer acção directa.
Telegraficamente:
Tinha uma reunião algures na Av. Fontes Pereira de Melo.
Fui de comboio até Lisboa e em Sta Apolónia apanhei um táxi.
Quinze minutos depois de ter dado início à reunião fomos interrompidos pela secretária, porque estava um senhor à procura de uma senhora que entrara ali, naquela porta, e esquecera uma pasta no táxi. Levantei-me imediatamente e fui confirmar. Já tinha dado por ela e até saí à rua para ver se ainda via o taxista.
Era, como suspeitava, a minha pasta. Porque se tratava de uma pasta com documentos importantes, desfiz-me em agradecimentos e tirei uma nota da carteira para entregar ao taxista em sinal do meu enorme agradecimento.
Sabem qual foi a resposta, sabem?
Agradeço minha senhora, mas não aceito porque a minha honestidade não tem preço.
Ora toma, menina Teresinha.
Ficarei eternamente grata ao senhor, foi uma lição que não esperava e, naquele dia, desfiz o mito de que os taxistas nos enganam. Nem todos, como o relato demonstra. Aliás, há muito bom senhor(a) que não faria o que aquele taxista fez.
Partilho da sua opinião, Teresinha. Pode parecer-lhe, pelo meu comentário anterior, contraditória esta minha afirmação mas, eu estava a ironizar… E, sim, é verdade, tenho encontrado gente muito boa e interessante na dita “classe dos taxistas”.
Há de tudo em todas as profissões, claro. Generalizar é sempre perigoso.
Presenciei o mesmo com um cliente que, antes de mim, se esqueceu de um telemóvel.
É como diz, Ana, generalizar é sempre perigoso.
Muito bem dito, Teresinha.
Teresinha, tenho a certeza de que esse taxista daria um excelente deputado.
(hum, pensando melhor, talvez não…)
Quem diz que não é possível dizer tudo em três linhas?
5 estrelas! 🙂
Obrigado, Nicolina. Antes isso que receber três estrelas por um texto de cinco linhas.
Por aqui os taxistas também costumam ser bem falantes e na verdade nunca vi um sendo preso por dizer o que pensava…boa idéia :o)
E muito menos por roubar um gravador. Quem diz roubar diz gamar, fanar, abafar.
Excelente. Quer dizer, deprimente (uma quase inevitabilidade, hoje em dia) mas absolutamente excelente.
Ehehehe. Abraço, meu caro.