Hoje houve um fogo na serra de Sintra. Mais exactamente na Quinta da Capela, propriedade da marquesa de Cadaval, uma das mais importantes mecenas das artes que este país já conheceu. Pois bem: fiel defensora do modelo laico e republicano em que vivemos, a repórter da SIC N que veio fazer a cobertura do acontecimento não esteve com meias medidas e matou dois coelhos (a igreja e a aristocracia) de uma só cajadada, anunciando assim o sucedido nas notícias da noite: “Incêndio em Sintra, na quinta do Cadaval“. Nada como um espírito prático.
Sense and Sensibility
Ana Vidal,

Pode ser mera ignorância.
Já agora, não esqueça que república e aristocracia não se excluem e a prova disso é a Marquesa Olga de Cadaval, que contava vários doges da Sereníssima na Família.
Claro que é mera ignorância. Duvido muito de que a menina da SIC saiba quem foi a marquesa de Cadaval.
Lendo o linque concluo que a mecenas, Olga marquesa de Cadaval, faleceu em 1996, pelo que a quinta não é propriedade dela. Quando muito será propriedade dos seus descendentes, os quais penso que não serão mecenas.
Obrigada por essa achega imprescindível para a compreensão do assunto. Mas está enganado: a marquesa continua a ser mecenas mesmo depois de ter morrido, porque deixou em herança uma parte da sua fortuna a instituições que promovem as artes, sobretudo a música.
lol
Ainda há dias estive mesmo ao lado, na Quinta da Piedade, rezando para que não houvesse incêndios em Sintra. Oxalá isto fique por aqui.
Quanto à repórter da SIC, decerto nunca ouviu falar em Olga Cadaval. Quem?
Felizmente há muito menos fogos em Sintra hoje em dia, Paulo. A serra está bem patrulhada e limpa. lembro-me de quando era criança acordar a meio da noite muitas vezes com o angustiante barulho da sirene (ainda se dirá assim?) dos bombeiros, e dos fogos que devastavam grandes áreas da serra. É um som que ainda hoje me causa calafrios.