O governo está hoje de regresso à Assembleia da República. É quando ganha novamente visibilidade uma fórmula que tem vindo a vulgarizar-se entre quase todos os parlamentares (e membros do executivo, nestas tardes de visita). Trata-se do vocativo lançado quase invariavelmente por quem começa a usar da palavra: «Senhoras e senhores deputados»!
Eu entendo: dá muito trabalho dizer senhoras deputadas e senhores deputados. Por isso é que, em bom português, se dissessem apenas senhores deputados estariam a ser correctos e a dirigir-se a todos sem excepção (a todas e a todos). Mas não: quiseram antes inventarar um modo de ficar por esse meio-caminho entre a ‘modernidade’ e a preguiça. E o resultado é o que está à vista: senhoras coisa-nenhuma e senhores deputados…

Também gostei especialmente da “destinça” do menino candal. Será que lhe custa dizer os erres ou achará que é uma palavra aparentada com o verbo distinguir?
Não lhe ficaria mal utilizar um corrector ortográfico antes de imprimir os discursos….
Falei da generalidade, mas temos realmente de fazer a «destinça» entre uns e outros…
Caro João Carvalho:
Tem toda a razão mas deve ser uma nova maneira de trato emanada do Ministerio Educação da tal Lurdinhas, e que consta na ficha avaliação dos professores.
Direi que este país infelizmente se tornou num imenso “Sócratugal”.
Carlos Dias Ferreira
Falta de educação básica e de chá, isso sim…