Estas, estas e estas perguntinhas são para responder, não são?
12 comentários em “Senhor Ministro:”
No pasa nada, hombre!!
Por os polícias atrás daqueles sacanas que andam a rebentar com as ATM e a fazer assaltos à mão-armada é que seria algo de interessante, não acha Sr. Ministro??
Bem, o tom era um bocado para o irónico. Desculpe lá, mas está a preocupar-se com assuntos menores ao pé da institucionalização da excepção a que assistimos impávidos.
É um assunto menor a polícia infiltrar manifestantes para criar desacatos? Você deve ser um bom amigo do Estado de Direito. E eu ainda perdi tempo a ler as suas tretas.
É um assunto menor, um escândalo menor, se o for. Se quiser valorizar, valorize, mas aconselho-o a preocupar-se antes com o estatuto de impunidade do primeiro-ministro, isto entre dezenas de outras coisas, gravíssimas singularidades da «democracia» portuguesa e inexistentes no resto do 1º mundo. O que eu disse vale por si, independentemente das minha opiniões. O que estão em causa são situações legislativas objectivas, não se amo, adoro ou detesto o estado de direito.
Tens razão, Luís. Faltam explicações para este assunto.
Eu estou mais interessado noutro assunto, a saber, o motivo pelo qual Portugal tem uma lei processual penal excepcional, que fere o princípio da igualdade perante a lei no que se refere a escutas envolvendo o 1º ministro e que já levou à vandalização legal – e possível inutilização total de um processo. É mais uma daquelas coisas em que somos únicos no mundo e era tempo de rever imediatamente. E, claro, respostas no processo as partes retiradas, de conversas entre socrates e vara. Aliás, estou convencido que retiradas num excesso dezelo: conhecendo-se os dois não se concebe que nada menos elevado pudesse ter sido proferido. Até as crianças das escolas luvravam com o exemplo de uma conversa entre grandes estadistas. É um roubo feito ao país!
Infelizmente a politica em Portugal é feita como se discutíssemos um Benfica-Porto. Primeiro tenta-se saber de onde vem a merda e só depois se toma uma posição sobre ela.
Concordo que é assim. E é um erro grave a coisificação e a fulanização. O regime das escutas constitui uma violação grave de elementares princípios democráticos. Como não será difícil de intuir, apenas se concebe que não sejam publicadas matérias de estado, o que poderá ser julgado na altura, em horas, ou pelo juiz, ou ouvida uma comissão, etc. Caso numa escuta o 1º ministro diga “matei a titi e afinal só invadimos a Espanha na 4ª feira” qualquer pessoa poderá aquilatar, segundo critérios (que se podem objectivar), o que deve ser omitido e o que deve junto, sem mais, ao processo. Não estando o actual 1º ministro sob qualquer suspeita é uma boa altura para repor a constitucionalidade e, mais importante ainda, a decência.
Eu, como tenho um distúrbio obsessivo e gosto das respostas por ordem, ainda estou à espera de respostas de 1996 e, por isso, já vê que não posso fazer mais, por não querer respostas desencontradas. Agora, já que está nisto das perguntas, os ingleses têm uma coisa a que chamam parlamento, onde estão representantes deles (não são funcionários de partidos, nem amigos do chefe, nem «lembrei-me agora deste»: são mesmo eleitos por eles, um a um, e até têm um escritório onde vão os seus constituintes e respondem mesmo a perguntas que lhes dizem para fazer aos ministros e assim). Aqui não há nada disso, pelo menos para mim, e as respostas (quando vêm) é mais ou ou menos por acaso, e algumas sem qualquer referência. Ainda na 2ª feira recebi uma do gabinete do 1º ministro a dizer que em relação ao perguntado em 4 de Março de 2001 lamentam não poder adiantar mais. Não faço a mínima ideia do que perguntei em Março de 2001, nessa altura ninguém perguntava nada.
No pasa nada, hombre!!
Por os polícias atrás daqueles sacanas que andam a rebentar com as ATM e a fazer assaltos à mão-armada é que seria algo de interessante, não acha Sr. Ministro??
No pasa nada mesmo. Se fosse no tempo do Sócrates tínhamos a blogosfera toda a espumar (e com razão).
Pessoas como o sr. Jorge é que precisamos, que é doa a quem doer.
Há outra maneira? Bem, haver há…
Bem, o tom era um bocado para o irónico. Desculpe lá, mas está a preocupar-se com assuntos menores ao pé da institucionalização da excepção a que assistimos impávidos.
É um assunto menor a polícia infiltrar manifestantes para criar desacatos? Você deve ser um bom amigo do Estado de Direito. E eu ainda perdi tempo a ler as suas tretas.
É um assunto menor, um escândalo menor, se o for. Se quiser valorizar, valorize, mas aconselho-o a preocupar-se antes com o estatuto de impunidade do primeiro-ministro, isto entre dezenas de outras coisas, gravíssimas singularidades da «democracia» portuguesa e inexistentes no resto do 1º mundo.
O que eu disse vale por si, independentemente das minha opiniões. O que estão em causa são situações legislativas objectivas, não se amo, adoro ou detesto o estado de direito.
Tens razão, Luís. Faltam explicações para este assunto.
Eu estou mais interessado noutro assunto, a saber, o motivo pelo qual Portugal tem uma lei processual penal excepcional, que fere o princípio da igualdade perante a lei no que se refere a escutas envolvendo o 1º ministro e que já levou à vandalização legal – e possível inutilização total de um processo. É mais uma daquelas coisas em que somos únicos no mundo e era tempo de rever imediatamente. E, claro, respostas no processo as partes retiradas, de conversas entre socrates e vara. Aliás, estou convencido que retiradas num excesso dezelo: conhecendo-se os dois não se concebe que nada menos elevado pudesse ter sido proferido. Até as crianças das escolas luvravam com o exemplo de uma conversa entre grandes estadistas. É um roubo feito ao país!
Infelizmente a politica em Portugal é feita como se discutíssemos um Benfica-Porto. Primeiro tenta-se saber de onde vem a merda e só depois se toma uma posição sobre ela.
Concordo que é assim. E é um erro grave a coisificação e a fulanização.
O regime das escutas constitui uma violação grave de elementares princípios democráticos. Como não será difícil de intuir, apenas se concebe que não sejam publicadas matérias de estado, o que poderá ser julgado na altura, em horas, ou pelo juiz, ou ouvida uma comissão, etc.
Caso numa escuta o 1º ministro diga “matei a titi e afinal só invadimos a Espanha na 4ª feira” qualquer pessoa poderá aquilatar, segundo critérios (que se podem objectivar), o que deve ser omitido e o que deve junto, sem mais, ao processo. Não estando o actual 1º ministro sob qualquer suspeita é uma boa altura para repor a constitucionalidade e, mais importante ainda, a decência.
Eu, como tenho um distúrbio obsessivo e gosto das respostas por ordem, ainda estou à espera de respostas de 1996 e, por isso, já vê que não posso fazer mais, por não querer respostas desencontradas.
Agora, já que está nisto das perguntas, os ingleses têm uma coisa a que chamam parlamento, onde estão representantes deles (não são funcionários de partidos, nem amigos do chefe, nem «lembrei-me agora deste»: são mesmo eleitos por eles, um a um, e até têm um escritório onde vão os seus constituintes e respondem mesmo a perguntas que lhes dizem para fazer aos ministros e assim). Aqui não há nada disso, pelo menos para mim, e as respostas (quando vêm) é mais ou ou menos por acaso, e algumas sem qualquer referência. Ainda na 2ª feira recebi uma do gabinete do 1º ministro a dizer que em relação ao perguntado em 4 de Março de 2001 lamentam não poder adiantar mais. Não faço a mínima ideia do que perguntei em Março de 2001, nessa altura ninguém perguntava nada.