Sempre a aprender


Paulo Sousa,

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E eu fiadinho que, depois de avaliar as previsões meteorológicas, era através dos sindicatos que os trabalhadores decidiam as greves…

9 comentários em “Sempre a aprender”

  1. CGTP – deveria ser mais CSPCP – confederação serviçal do partido comunista português. Uma central que põe e sempre pôs os interesses do partido em primeiro lugar. Os trabalhadores esses que paguem as quotas e, se possível, que apareçam nas manifs para inglês ver e dar ao partido uma sensação de poder que já não tem na AR. Infelizmente a UGT parece querer seguir o mesmo caminho, neste caso, como capacho do PS.

        1. Isso n se faz. Agora das duas uma: à boa maneira comunista mente descaradamente e acusa os outros daquilo que ele faz, isto é, diz que a CGTP não é uma coutada do partido comunista e que o “grande capital” e os “fascistas” é que controlam os sindicatos. Ou então enfia a viola no saco pois ainda tem um bocadinho de vergonha na cara suficiente para não vir aqui fazer a figurinha triste da 1a opção. Lá está não se pedem esclarecimentos a alienados da realidade.

  2. Para o PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS fazer prova de vida.
    Nascido em 1921, tem quatro Deputados e Deputadas…
    O CHEGA!, fundado em 2019, tem cinquenta…
    O BLOCO DE ESQUERDA tem um…
    Eh! Eh! Eh!

    As greves só servem para prejudicar o País e as pessoas…

    João Barros da Costa

  3. Nunca foi! Mas, de tão evidente, já não há qualquer esforço em disfarçar. Perder por dez, perder por mil. Pode não ter deputados no Parlamento mas terá sempre o seu braço “armado” a convocar greves, manifestações e outros distúrbios sociais.

  4. E que tal pôr os “sindicatos” a governar-se ,só e ùnicamente, com as quotizações dos seus filiados?
    Daria mais transparência à coisa…
    JSP

  5. Felizmente o trabalhador liberal moderno não se sindicaliza, ele faz networking. Ele não é um assalariado explorado; ele é o “CEO da sua própria miséria”.

    Se os liberais tivessem um sindicato, ele não se chamaria sindicato. Seria um Hub de Sinergias Laborais Descentralizadas sediado num coworking no Parque das Nações, onde os delegados sindicais são substituídos por Chief Disruption Officers e a quota sindical é paga em Ethereum.

    O trabalhador liberal não faz greve. A palavra “greve” tresanda a PREC e a sandes de courato. O liberal faz uma “Pausa Estratégica para Alinhamento de Mindset”.

    A convocatória não é afixada na cantina da fábrica. É um post no LinkedIn a começar com: “Hoje tomei a difícil decisão de não produzir capital para o meu empregador. E o que isso me ensinou sobre liderança de equipas B2B…”. Seguido de uma poll interativa: “Concordas? Deixa a tua opinião nos comentários! 👇”

    A ironia sobre a meteorologia, Paulo, é, na verdade, o pilar central do sindicalismo liberal. Nenhum liberal faz “Pausa Estratégica” se estiver a chover. Qual é o sentido de parar o país se o court de Padel em Monsanto estiver alagado?

    Se a malta do Paulo Raimundo quer as 35 horas e o aumento do salário mínimo, o caderno de encargos do Sindicato Liberal é muito mais sofisticado e focado na “criação de valor”:

    Exigência #1: Implementação de uma Flat Tax de 15% sobre a cerveja artesanal IPA consumida em horário laboral.

    Exigência #2: Férias ilimitadas para todos (com a cláusula implícita de que quem tirar mais de três dias seguidos é despedido por “falta de fit cultural”).

    Exigência #3: Que o patrão pague a subscrição Premium do podcast do Pedro Andersson, para garantir a literacia financeira necessária para aceitar recibos verdes com um sorriso na cara.

    O piquete de greve liberal é um retiro de silêncio na Comporta. Eles ficam lá, a olhar para o telemóvel, a fazer refresh à carteira de criptomoedas, enquanto mandam mensagens no Slack da empresa a dizer: “Malta, estou solidário com o movimento, mas se precisarem daquele Excel, eu mandei o link para o Drive na mesma, não hesitem em apitar! Foguete não tem marcha atrás! 🚀”

    Portanto, Paulo, pode ficar descansado. Quando a revolução liberal chegar às ruas, nem vai dar por ela. Vai apenas notar que há uma escassez súbita de abacate nos supermercados e que os TVDE estão com tarifa dinâmica de 80 euros porque os “trabalhadores” decidiram todos ir fazer brainstorming para a praia.

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