Acho insuportável continuar diariamente a ouvir o primeiro-ministro, o ministro das Finanças, o ministro das Obras Públicas, o secretário de Estado das Obras Públicas, o secretário de Estado dos Transportes e sei lá quem mais, todos a falar dos mesmos assuntos como se vivessem em planetas diferentes, perdidos em declarações e despachos, em pontes que aparecem, desaparecem e voltam a aparecer, em impostos que são a partir de 1 de Julho, ou de 1 de Junho, ou de Janeiro passado, ou de Janeiro futuro, e também em transportes públicos que sobem de preço por ser preciso rever a política de apoios aos transportes, que depois descem de preço ou ficam na mesma porque rever a política de apoios não tem quaisquer consequências e que finalmente vão subir de preços porque tem de ser. In-su-por-tá-vel.
Já não tenho saco para estas cenas. É defeito meu ou há mais alguém assim?

João, anda a roubar umas palavrinhas ao Pedro? Para já somos dois a não gostar do in-su-por-tá-vel . Para não dizer das pessoas que o são. O Pedro vai aproveitar para insuportabilidade. Garantido! ou então, só para me contrariar, não aproveita. Mas é uma palavra que define bem os nossos……( des ) governantes?
O certo é que já não tenho saco, Zé. Perdi completamente a pachorra.
Insuportabilidade? Não suporto essa palavra.
Há mais alguém, há. Ao “In”felizmente, há a acrescentar o “des”, por exemplo de desnorte. Consiste em dizer e desdizer a mesma coisa várias vezes ao dia. Já não sei o que é pior: se o governo, se o des-governo. Se as notícias, se as des-notícias. Se a política, se a des-política. E parece que nem o des-futebol nos salva, des-digo eu, apedeuta nestas matérias (ou des-matérias?)
Não há saco, mas vou-me sentindo menos só, afinal. O que não é bom sinal nem é mau: é péssimo.
“There is no bag” – como não dizem os britânicos, mas deviam dizer.
I’am full, como dizem os……chineses……russos….lá se foi a memória.
A memória e o resto. Está tudo a ir-se.
Concordo com tudo quanto escreves. E ainda junto mais isto: estou farto do silêncio do Presidente da República.
Eu! Tal como disse antes por aí, já não posso e corro seriamente o risco de me alhear de tudo isso. É uma questão de sanidade mental.
Cheira-me que também acabo assim.
…tb pode juntar uns companheiros seus e fazer 1 golpe de estado!Ou emigrar!Ou ir p’ra 1 convento!Afinal há sempre escolha: como dizia o outro (J. P.Sartre?) “estamos condenados a ser livres”!Pode exprimentar ainda chamar o Superhomem-pode ser k ele venha!
Boa sorte
Boa ideia. Não me tinha lembrado disso. Então adeus, até um dia.
Eu ainda digo mais “no bag” e ainda mais, não percebo a passividade do Presidente da República – que se passa???
Já nem cómico é. Dasse!
Desabafa, pequena.
É isso ou comer chocolates…