![thisisus[1].jpg thisisus[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2019/21331715_fJa0p.jpeg)
O título desta série da NBC é um achado: This is Us. Porque associa o pronome colectivo à sigla que costuma definir os Estados Unidos. Pondo em foco, numa família de classe média, o complexo mosaico social da América contemporânea – que não cabe em etiquetas nem estribilhos. Sem clichês, sem caricatura, com personagens que retratam gente de carne e osso. Gente que, à sua escala, incorporou o “sonho americano” e acredita numa sociedade em que o mérito e o esforço valem mais do que o berço ou o estigma.
É difícil catalogar This is Us: tem condimentos de tragédia e de comédia e de melodrama, tudo em doses moderadas, para não desvirtuar o efeito de verosimilhança pretendido. A acção inicia-se em 1980, numa maternidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, quando nascem três bebés prematuros ao casal Rebecca e Jack Pearson. Um dos gémeos não sobrevive, levando Jack a adoptar outro recém-nascido, sem pais identificados, deixado à porta de um quartel de bombeiros. Esta criança tem a pele mais escura do que os seus filhos de sangue, o que não o dissuade de dar tal passo.
Os Pearson – que vamos conhecendo em registos cronológicos alternados, anteriores e posteriores à trágica morte de Jack – formam um clã familiar atípico, imune ao veneno do racismo no país que em 2016 elegeu Donald Trump como sucessor de Barack Obama na Casa Branca. De algum modo é também de política que nos fala esta série, que pelo segundo ano consecutivo acaba de receber o prémio para melhor elenco distribuído pelo Sindicato dos Actores de Hollywood.
Sem catecismos nem sermões – o que contribui para o seu peculiar fascínio.
This is Us, terceira temporada – iniciada em Outubro. Com Milo Ventimiglia, Mandy Moore, Sterling K. Brown, Chrissy Metz, Justin Hartley. No canal Fox Life. Cada temporada tem 18 episódios.

Das sete pessoas na fotografia, duas têm excesso de peso e duas são obesas.
This is them.
e….
E, mais nada. Comentei aquilo que tinha a comentar, mais não tenho.
Fica-se pelo superficial portanto
E falta a criança que tinha a pele mais escura do que os seus filhos de sangue. Será o António Costa?
Não falta. É o mais “escurinho”, como diria o camarada Arménio Carlos.
E eu diria que cinco são normalíssimas e duas são ligeiramente rechonchudas.
But this is me!
⚘
Maria
E nada digo sobre a série porque, lamentavelmente, nunca a vi…
Quais é que têm excesso de peso?
Caro Pedro Correia, não percebi! Sem sermões e catecismo!? Esta série é o epítome do novo catecismo!! Transpira o proselitismo progressista por todos os poros!!
Está certamente a confundir esta série com outra qualquer.
faço minhas as palavras do primeiro comentador…. nao porque concorde, ou o contrario, mas e pronto !
Eu gosto da série! Gosto de histórias de pessoas, com pessoas, entre pessoas, que podiam ser vizinhos, amigos, conhecidos… Afinal qual é a família que não tem a sua história?
A família – o grande tema romanesco por excelência. Seja em livro, seja em filme, seja em série.
Esta passa no teste com distinção.
Mesmo!
Excelente leitura de This is Us, Pedro. Esta é uma das melhores séries da NBC.
Tudo e todos retratam impecavelmente os EU de hoje. Principalmente os obesos e os escurinhos.
Já se percebeu, também por cá, que “obesos e escurinhos” enervam algumas pessoas, Maria Dulce. Vá-se lá saber porquê.
É realmente a leitura perfeita. This is Us é transversal e relatable em vários níveis, é sobre pessoas, famílias. São histórias de vidas bem contadas.