Estive esta semana em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva — o ‘Zé Lúcio’ , como é conhecido na cidade –, a assistir ao regresso a casa dos Sean Riley & The Slowriders. Esta banda portuguesa, formada em Coimbra, tem já alguns álbuns editados. Há alguns anos que fazem parte da minha playlist e tinha alguma curiosidade de os ver ao vivo.
O concerto decorreu em ambiente familiar, mas nem por isso deixou de ressaltar o entrosamento dos elementos da banda. Foi especialmente interessante comprovar ao vivo a fantástica voz do vocalista, Afonso Rodrigues. Não se trata apenas de uma boa voz — algo que o sem-número de programas de talentos veio banalizar — mas sobretudo de uma sonoridade e timbre incomuns, aos quais é difícil ficar indiferente.
Já se sabe que o sucesso musical não segue uma equação clara, e muito menos linear, mas, na minha opinião, os Sean Riley & The Slowriders já mereciam maior reconhecimento no panorama nacional, onde muitas e boas bandas têm despontado na última década. Valeu a pena ir a Leiria.


Nunca os vi ao vivo. Mas concordo com as apreciações.