Num discurso memorável, proferido em 25 de Abril de 2013, em plena Assembleia da República, o espaçoso Amorim, esse que como se comprova na imagem nem Gaia pode parar, deixou à posteridade, para além de tudo o mais e de uma citação de Habermas bem jeitosa (ah pois é!), dois fabulosos páragrafos que incluem uma desafiante questão:
Numa imagem erradamente atribuída a Benjamin Franklin, a democracia formal é vista como uma votação em que dois lobos e um cordeiro decidem qual será o seu almoço – a fábula costuma ensinar que a liberdade consiste em dotar o cordeiro de instrumentos capazes de impedir a decisão óbvia, valorizando o papel da liberdade como meio de defesa das minorias e dos mais débeis.
Só que resta um problema a solucionar – afinal, qual será o almoço? É precisamente aí que o consenso encontra o seu papel primordial na ordem democrática. Sobretudo, em épocas de aflição coletiva como aquela em que estamos.
Pois bem. A questão está respondida. O tal almoço era em Fátima. E, embora a notícias não esclareça, é bem provável que o prato principal tenha sido cordeiro.


Hah! Muito bem apanhado, Rui 🙂
(e a foto é perfeita)
A foto é de facto extraordinária, João.
Com as requisições de Belém, já nem em Fátima há paz…
Será que o Sr. Volumoso achou que o cordeiro era piegas?
E a refeição seguinte?
Quando já comeram o cordeiro e só ficaram os dois lobos?
O regime passa a chamar-se fome, dieta ou caninibalismo?
Eu, se fosse o tal cordeiro, também me assustava com presença do Amorim.
Mas o pobre do CAA não comeu nadinha, coitado: “Carlos Abreu Amorim compareceu no final do almoço”.
É, afinal parece que houve almoço mas não houve consenso.
Gosto especialmente do slogan “Gaia não pode parar Carlos Abreu Amorim”. Lisboa também não pode parar Fernando Seara… que caminha a passos largos para o Parlamento Europeu.
O slogan é uma maravilha, Luís. Mas Gaia não deve ficar triste. Já Viana também teve muita dificuldade em parar o Amorim.
Não deixa de ser curioso ver Abreu Amorim, um declarado e descarado ateu, a participar num passeio a Fátima.
Foi o que me ocorreu…
Mas se ao outro Paris vale bem uma Missa, ao nosso rotundo amigo Gaia valeria bem umas velinhas.
Uma ida a Fátima a pé é que era capaz de lhe cair bem…
Dá-me ideia que o credo dele é outro…
….Quando o rocha bate no “cordeiro”, quem se lixa é o abreu!
Ele tem bom canastro.
Esta foto mete medo, é para mostrar ás crianças que não comem?