Se os velhos não vão ao Amorim, o Amorim vai a Fátima


Rui Rocha,

 

Num discurso memorável, proferido em 25 de Abril de 2013, em plena Assembleia da República, o espaçoso Amorim, esse que como se comprova na imagem nem Gaia pode parar, deixou à posteridade, para além de tudo o mais e de uma citação de Habermas bem jeitosa (ah pois é!), dois fabulosos páragrafos que incluem uma desafiante questão:

Numa imagem erradamente atribuída a Benjamin Franklin, a democracia formal é vista como uma votação em que dois lobos e um cordeiro decidem qual será o seu almoço – a fábula costuma ensinar que a liberdade consiste em dotar o cordeiro de instrumentos capazes de impedir a decisão óbvia, valorizando o papel da liberdade como meio de defesa das minorias e dos mais débeis.

Só que resta um problema a solucionar – afinal, qual será o almoço? É precisamente aí que o consenso encontra o seu papel primordial na ordem democrática. Sobretudo, em épocas de aflição coletiva como aquela em que estamos. 


Pois bem. A questão está respondida. O tal almoço era em Fátima. E, embora a notícias não esclareça, é bem provável que o prato principal tenha sido cordeiro. 

15 comentários em “Se os velhos não vão ao Amorim, o Amorim vai a Fátima”

  1. Com as requisições de Belém, já nem em Fátima há paz…

    Será que o Sr. Volumoso achou que o cordeiro era piegas?
    E a refeição seguinte?
    Quando já comeram o cordeiro e só ficaram os dois lobos?
    O regime passa a chamar-se fome, dieta ou caninibalismo?

    1. Foi o que me ocorreu…

      Mas se ao outro Paris vale bem uma Missa, ao nosso rotundo amigo Gaia valeria bem umas velinhas.

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