Sci-Fi: os meus filmes (4)


eventhorizon,

 

12º: Back to the Future (Robert Zemeckis, 1985)

Um dos mais interesantes aspectos da ficção científica enquanto género cinematográfico é a possibilidade que oferece de combinar muito bem com outros géneros – um filme de ficção científica pode ser de acção, de terror, um drama, um thriller, um épico, uma aventura, uma comédia. A lista que estou a desenvolver dá exemplos de todos estes géneros; Back to the Future, filme do ano em que nasci, encaixa nos dois últimos. O tema é um clássico da ficção científica: as viagens no tempo, aqui apimentadas por um dos mais famosos carros do cinema (o DeLorean), pelo perfeito “cientista maluco” (Emmett “Doc” Brown, numa inesquecível interpretação de Christopher Lloyd) e um jovem, Marty McFly (um grande Michael J. Fox), que, regressado ao ano de 1955, vai ter de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que os seus pais se apaixonem, ou ele não existirá no futuro. E entretanto, tem de arranjar forma de voltar ao seu tempo. O filme contou com duas sequelas, menores mas bastante divertidas.  E foi um tal caso de popularidade que até foi citado por um presidente dos Estados Unidos (Reagan), num discurso oficial.

 

17 comentários em “Sci-Fi: os meus filmes (4)”

  1. Grande John, desta vez concordo: é um filme que se vê. Vêem-se os três, porque são mais ou menos divertidos. Mas vêem-se uma vez só. Nada de reposições. O último é até um bocado chatinho.

    1. Mas esse é o problema da comédia: raramente sobrevive a sessões repetidas. Para mim, as únicas excepções em filme são os três filmes dos Monty Python. E um guilty pleasure, chamado Home Alone 2 (eu nem devia dizer isto). Não sei porquê, mas dou por mim a rir às gargalhadas sempre que vejo o filme (e já o vi dezenas de vezes).

  2. Ah grande filme! 🙂

    Guardo boas recordações deste filme. Foi um dos poucos filmes que vi no cinema com o meu Pai (ele era pouco dado a estas coisas), e acho que deve ter sido dos primeiros contactos que tive com a ficção científica, ainda que na versão mais ou menos “light” que nos oferece esta saga.

    Boa escolha 🙂

    1. Obrigado 🙂

      Creio que também foi o meu primeiro contacto com sci-fi… mas em televisão (sou muito novo..!). Em cinema, o primeiro foi Jurassic Park em 93… em modo cinema ambulante lá na aldeia. Um dia deste escrevo sobre isso.

  3. A ideia é um achado e o título é tão bom que ficou como expressão idiomática. Gostei do primeiro filme, os outros são muito mais fracos, talvez porque já não têm o “efeito surpresa”.

    1. Diria que é um dos grandes sarilhos do cinema do género: O pobre Marty voltar a 1955, conhecer a mãe quando ela era adolescente, ela apaixonar-se por ele, ele ter de fazer tudo para ela se apaixonar pelo bronco do pai. É brilhante 🙂

        1. Bom, se a premissa original vende, é boa ideia “fazer render o peixe”. Raramente resulta, mas há casos (raros, sim) em que as sequelas resultaram em filmes pelo menos tão bons como o original. Um pouco como as covers de músicas.

        2. Bom, há algumas excepções 🙂 Sequelas que são tão boas ou superiores aos filmes a que se seguem 🙂

          Mas acho que há 2 grandes factores que contribuem para haver ou não uma sequela: os resultados financeiros do primeiro filme (e hoje em dia, isso é cada vez mais o factor principal) e a vontade do público e(ou) realizador e(ou) criadores do primeiro filme para se “voltar” ao mesmo universo.

          Assim, temos exemplos de sequelas que foram feitas unica e exclusivamente por questões financeiras (não me digam que o “Basic Instinct” precisava assim tanto de uma sequela, passados todos estes anos), ou porque os autores sempre tiveram qualquer coisa mais para contar deste o início (o caso das sequelas do Matrix, goste-se das mesmas ou não).

          De qualquer forma, é sempre difícil repetir ou superar um bom filme, especialmente quando esse filme é inovador ou bastante original (como é o caso do Back to the Future). Os mecanismos da história já são conhecidos, os personagens também, e é difícil encontrar o equilibrio entre a sensação de que já se viu aquilo tudo, e de que se está a ver qualquer coisa mais que valha a pena.

  4. Mais do que um filme de ficção cíentífica, ‘Regresso ao Futuro’ é um cruzamento de géneros. No género comédia, que também é, estamos perante um dos melhores títulos da década de 80. Protagonizado por um rapaz do meu tempo, forçado a abandonar prematuramente os ecrãs devido a uma doença grave – o Michael J. Fox.

  5. Uai!
    o Emmett “Doc” Brown era atolambado?
    Não acredito,como é que nunca dei conta?
    Oh issé boato,só pode…

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