All By Myself (1975) – Eric Carmen
O êxito desta canção foi imediato, como seria de esperar. Seguiram-se-lhe inúmeras versões, entre as quais destaco as de Shirley Bassey, Sheryl Crow e Celine Dion, que até gravou uma versão em espanhol (Sola otra vez). A princípio sem revelar a fonte de tão inspirada melodia, Eric Carmen acabou por ter de admitir o óbvio: que ela “se baseava” num dos mais populares concertos de Rachmaninov.
Concerto para Piano no.2/2º andamento (1901) – Sergei Rachmaninov
A melodia original, aqui interpretada pela pianista Lilia Zaiarna.

Que excelente ideia teve, Ana, com esta série. fiquei a gostar ainda mais do concerto de Rachmaninov, e ainda menos da “All by mayself”…
🙂
Pois, Ariel… é quase sempre o que acontece, e não deixa de ser justo.
😉
Ouvi Rachmaninov todinho! Não ouvi Eric Carmen. Pequei?
Ana, concordo com a Ariel. Esta ideia é muito interessante. Fico à espera de mais!
:)))
Cá para mim não pecou nada, Maria do Sol. E mesmo que tivesse pecado, o pecado dele foi bem maior…
🙂
O meu ‘feeling’ continua a bater certo. Acertei em cheio logo à primeira, Ana. Só falta mesmo adivinhar a chave do euromilhões.
Se chegares a esse requinte de adivinhação lembra-te de mim, ok? Um 3º prémio, ao menos…
Ana, mais uma vez agradeço ter-me tirado daquele estado de dúvida atroz sobre que canção pop me fazia lembrar o Rach 2: uma daquelas coisas que vão trabalhando no subconsciente e ocupando espaço e processos no “computador central”.
Muito mais aliviada, agora 🙂
Ainda bem, Gi. E obrigada pelas dicas preciosas.
🙂
Excelente arranque.
O certo é que Eric Carmen teve êxito. E seguiram-se-lhe a Shirley, a Sheryl e a… Sheline.
LOL. Mas o Eric Carmen pôs meio mundo a carpir mágoas e dores de cotovelo ao som do maravilhoso Rach 2… como é que queres que eu lhe perdoe?
Não quero que lhe perdoes, porque eu não gosto da canção. Nem nunca gostaria de um gajo chamado Carmen…
E se fosse a Carmen Miranda, em versão masculina?
Aposto que teria a fruta estragada.
Inspirou-se numa excelente peça musical, mas nem assim conseguiu evitar o efeito de cansaço que inevitavelmente a audição repetida dessa canção acaba por provocar. Já Rachmaninov jamais produzirá esse efeito.
Nem mais.
Tem graça, Ana: quando anunciou esta sua rubrica, pensei imediatamente nesse caso, absolutamente óbvio. Gosto imenso de Rachmaninov e este é um dos seus concertos mais melódicos e tentadores, presumo, para um plagiário. 🙂
Também acho que sim, Luísa. A melodia entra imediatamente no ouvido e é linda, melancólica, apaixonada. Tem tudo o que é preciso para o sucesso de uma canção romântica…
Hão-de passar por aqui alguns casos menos consensuais. Se tiver alguma sugestão, venha ela!
🙂
“Musicians have always lifted tunes from each other. Stravinsky borrowed from Tchaikovsky, who rearranged Mozart, who stole from Beethoven, who took local folk songs and made them his own, and on down the line.
Of course, these composers were always pretty creative when it came to thievery. Here are six recent(ish) pop songs that were either influenced by famous classical melodies, or sample actual tunes and use them in the fabric of the song. I leave it up to you to judge whether or not they do justice to the originals.”
Para ler aqui: s/22026
http://www.mentalfloss.com/blogs/archive
Ana, muito obrigada por este luxuoso contributo! Alguns destes plágios já estavam na minha lista. Mas desconhecia muitos outros, até porque são bandas ou cantores de que nunca tinha ouvido falar. Vai dar-me um trabalhão encontrar os videos todos – se é que o vou conseguir – mas com este post (e comentários) fico com pano para mangas, nesta série…
🙂
Ana V,
Agradeço-lhe as mui amáveis palavras que me dirigiu.
Boa iniciativa e venham daí mais Não Coincidências.
🙂