Na rua, o alcatrão também reage à lua do clima, e mantendo o seu quinhão de força a meio metro do chão, ei-lo a pairar na atmosfera – bruto e único. Tão só que é o odor do alcatrão. Que beleza têm as coisas sós. Com esta humidade súbita e o calor em grau, Lisboa cheira a todas as plantas que tem. Está tropical a noite e o ar pesado dos aromas em mistura. Não há erva que não emane fragrância. Até as que nunca cheiram a nada se resolvem. De Monsanto, a aragem é de madeira seca e folhas ressequidas. Quase se ouve estalar. Há-de ter sede a floresta, por isso transpira. Das árvores que cá sabemos, de populares aromáticas, nem falar. Atabafam-nos. A sua essência mais pura finda em perfume barato. Que noite quente, que Agosto meloso.
Saudades de uma noite de verão
letraspequenas,


Sem a menor dúvida. Que saudade! … E se não houver frescor? É um pouco louco, mas delicioso, direi mesmo – supimpa!
supimpa, e louco! tira o juízo
mas veio, o calor 🙂
Tome lá @gridoce Lima, veja se há algo que lembre as vidas de kandengue.
Vá, agora aprochegue-se aqui do rapaz e vamos dar umas passadas: xê, xê, xê, xê…
http://www.youtube.com/watch?v=W0MotM7tD NE
Ah, preto, com este calor você ainda vai desbotar.
Gosto de noites quentes, secas. E do Verão com maiúscula.
Cumpts.
E eu de BicLaranja, escrita fina.
À sua, Bic 🙂