Para Augusto Santos Silva, que já teve a tutela da comunicação social no anterior Executivo, «não merece nenhum crédito» a ideia de que o primeiro-ministro e dois ministros tenham tecido críticas ao jornalista Mário Crespo: «Não sei como é que se consegue fazer informação a partir de intromissão em conversas privadas».
Fica por saber por que motivo aquilo não há-de merecer crédito, mas presume-se que as conversas só são privadas quando os envolvidos as conservam na privacidade. Fica também por saber o que leva o actual ministro da Defesa a prestar informação sobre créditos que desconhece, mas igualmente se presume que Santos Silva já andava com saudades de sair do seu retiro para malhar em qualquer coisa que visse mexer.


Cuidado que o homem agora tem os tanques e os helicópteros!
E nunca mais lhe dão um submarino, carago?
mim assusta-me ver um ministro que gosta de malhar rodeado de militares e de máquinas de guerra enquanto comenta coisas do jornalismo. Mas no fundo, não está tudo relacionado? Não deu a guerra do sangue lugar à guerra mediática? É a isto que se chama valorização do staff: o homem certo no lugar certo.
Agora, giro, giro, giro seria encontrarmos o ministro da tutela (da comunicação social) dissertar sobres a timidez de Chopin quanto aos seus concertos de violino, o ministro da cultura tecer considerações relativas à A24 e o ministro da economia discursar sobre a vinda dos espanhóis à praia em Lisboa. Ups, esta já aconteceu.
Bem giro. Estou a imaginar o ministro das Obras Públicas a perguntar quando é que chega o primeiro submarino. Para evitar a CREL e seguir discretamente abaixo da linha de água.
Em cheio. Santos Silva diz que não sabe como é que se consegue fazer informação a partir da intromissão em conversas privadas: é que o grave é isso mesmo – o Mário Crespo não produziu informação, apenas opinião, e essa é que foi censurada.
Ora aí está. Deve ter sido por coisas assim que Santos Silva teve de deixar a comunicação social e foi para o retiro actual.
Eu tinha boa impressão de Mário Crespo. Mas percebe-se agora que o tipo não é flor que se cheire. Começo a acreditar naquela tese segunda a qual MCrespo só começou a malhar no governo a partir do momento que soube que tinha sido preterido em favor de Carneiro Jacinto. Compreende-se : Washington é muito fixe.
Ora até que enfim – alguém que põe a nu o que motiva MC. BRAVO !
O MC. BRAVO não conheço, mas isto é uma casa séria e ninguém vai pôr nu ninguém, que a praia de nudistas não é aqui.
Bohren, V. esteve com alguma gripe ou tem entrado com outro(s) nome(s)?
Tenho entrado com outros nomes, caro João Carvalho: João V., etc,etc. Se o o João Carvalho me fizer ver que isso é errado, prometo mudar.
Faça como entender, meu caro, mas isso não facilita o diálogo mais desenvolto e atento que procuramos cultivar com os nossos comentadores habituais.
Concedo, mas não prometo.
O problema, se problema houver, será sempre seu. Uns pássaros passam ao ninho, outros vão esvoaçando por aí.
Quando alguém, governante ou não, profere em voz alta afirmações polémicas em local público, enxovalhando o nome de quem quer que seja, isso deixa de ser uma conversa privada e passa a ser um anúncio desse alguém, governante ou não.
Quando essa acção é praticada por uma figura pública, “in casu” um governante, então é que a conversa não tem mesmo nada de privado.
Dizer o contrário é “malhar” na… inteligência das pessoas.
Certeiro. A conversa parece que foi tudo menos privada.
Trata-se de acreditar nos membros do governo ou nos amigos do Mário Crespo… Eu opto pelos últimos, por razões óbvias! Mas, ainda assim proponho uma troca: a divulgação da sms que enviaram ao Mário Crespo pela divulgação da conversa privada entre Sócrates e Vara!
Nada tenho para a troca. Paciência, não é?
Será que alguém me pode ajudar?
Quero escrever um post neste blog.
O que quer que escreva (opinião ou notícia) tem de “passar” pela aprovação do dono deste blog.
Claro que não se trata de censura, pois não?
Nem prévia?
Claro que não. Trata-se mais de saber se eu vou jantar ali à tasquinha do costume e jurar a alguém que lá está a jantar (e deixar que outros em volta me escutem) que V. não tem jeito nem para ser assessor político.
Resposta (?) totalmente ao lado.
Se fosse o PM a dá-la seria sobranceria, suponho.
Eu não quero ser assessor político, homem. Quem lhe disse tal coisa?
Se calhar também alguém lhe disse que conhecia uma pessoa que tinha ouvido um amigo dizer-lhe que eu tinha manifestado esse desejo.
Ficamos assim:
1. Aceitação de opiniões e comentários de outrem, só podem ser feitas por quem V. decidir;
2. V. já decidiu que eu não tenho jeito para nada, sem sequer me conhecer;
Ah, já agora: já leu o contraditório de Nuno Santos, ou não vale a pena?
Acho que V. percebeu perfeitamente o meu “supônhamos”.
toda a gente sabe que nós sujeitamos os nossos posts a plenário delituoso, antes de os publicarmos. a elevada homogeneidade deste blogue demonstra esta verdade absoluta. até votamos de braço no ar e tudo.
Parece que alguns não sabiam. Ainda…
Hehe…
O Homem sem querer tirou as dúvidas a uqem dizia não acreditar que a conversa entre ministrosa falar de Mário Crespo tenha existido, quando falou em conversas privadas.É da vida…malhar.
Pois. Faz parte dos riscos do malhanço.
Toda a gente esteve mal.
Os políticos por terem falado alto num espaço público -é desagradável para as restantes pessoas.
Os políticos estavam na má lingua – é muito feio falar mal nas costas das pessoas.
Os cuscos que ouviram deveriam ter estado calados – é muito feio ouvir e divulgar conversas alheias.
MCrespo deveria “ter registado” e só “chispar” mais tarde e a frio.
Finalmente, este é o assunto e a situação mais grave que se passa no nosso “Jardim à Beira-Mar Plantado”?
Estou tentado a deixar-me levar pelo seu bom senso.
Faz bem João Carvalho.
Finalmente admitir deixar-se levar pelo bom senso, ainda que para tal precise de ajuda alheia.
Julgo que o deveria ter feito desde início, e não se deixar levar pelo impulso. Só lhe ficava bem.
Reflectir antes de agir (ou escrever) é bastante recomendável. Bem como procurar não alimentar rancores.
Frontalidade factual, precisa-se.
Caso contrário, este blog pode parecer uma revista cor-de-rosa travestida.
Conheço essa linguagem do «travestido» de qualquer lado. Próxima do malhanço.
Caramba , homem.
Ao menos uma vez, gostaria de o ver:
– Justificar o que afirma (que aliás é muito pouco, pois sistematicamente procura apoiar-se em parafraseamentos);
– Responder quando é objectivamente contestado (Parece-lhe difícil, não é? Mas tente. Acredito que ao fim de alguma tempo irá conseguir);
– Procurar não colocar rótulos em tudo o que vê e ouve (mais vezes do que pensa, os outros podem ter alguma razão).
– Não isolar-senpensando que quem o questiona está contra si, o persegue, o quer destruir, “malhar-lhe” no seu léxico preferido.
Os outros podem estar “apenas” a discordar.
O que é legítimo, não acha?
Se for verdade o que tenta fazer crer (ou seja: que nos tem prestado alguma atenção), já devia saber que eu me justifico (normalmente, no próprio conteúdo do que escrevo) e, não raro, reconsidero ostensivamente o que digo, sempre que necessário.
Santos Silva acha que não merece crédito aquilo que não sabe. Tudo o que for além de dizer que não sabe também não me merece crédito.
As conversas só são privadas quando ficam confinadas ao espaço privado. Interessa-me muito saber o que os executivos políticos pensam (em público) sobre outros profissionais do exercício público e que poderes são capazes de usar.
Em suma: está tudo no ‘post’. É só reler. O resto, aquilo que tem estado a tentar dizer-me, são coisas que não escrevi.