Sabia que… (especial)


jmmcc,

… não ganhámos a galinha dos ovos de ouro? Calculava, não é? Mas talvez não saiba que ganhámos o Mundial de 2018. Quer dizer: ganhámos por não ganharmos. E isso só nos custou 2,5 milhões de euros!

Depois do sucesso da Expo, do Euro e outras coisas que tais, daquelas que iam dar imenso lucro com o dinheiro que ia escorrer a rodos, só nos faltava ter ganho um Mundial. É que a gente já nem consegue arranjar maneira de dar destino aos sucessivos lucros que nos caem em cima. É bem feito para os russos. Eles que se preparem para o destino que escolheram.

Portugal é isto: tudo o que se planeia com os nossos impostos há-de dar lucro. É pena que seja só para alguns. Bem poucos, aliás.

37 comentários em “Sabia que… (especial)”

  1. Mais engraçado é chamar candidatura Ibérica quando todos os principais eventos iam acontecer em Espanha abertura, final, portugal contribuía com 3, sim só 3 estádios, só me dá riso. De qualquer dos modos também acho que Portugal só fica a ganhar por não se realizar esses evento cá, e não é pelos motivos supramencionados é mesmo pelo buraco ainda maior que iria provocar.

  2. Ganhámos por não ganhar!
    Concordo plenamente! Finalmente alguma justiça nas decisões. Ainda estou a saborear os lucros do campeonato europeu (os meus impostos também serviram para isso) e estou a gozar as delícias das boas decisões dos nossos políticos (que optam sempre pelo que é melhor para o país) e corria o risco de ficar com indisposição de tantas coisas boas.
    Ainda bem. Ao menos, desta vez, a sábia decisão não teve pernas para andar, apesar do imenso talento dos decisores e conselheiros técnicos. Talvez os outros não tenham tido a capacidade para reconhecer tanta sabedoria …
    Mas fico feliz. Estou um pouco cansado de tantas decisões fantásticas que nos têm empurrado continuamente para o abismo.

  3. Mais uma trapaça que nos queriam impigir, com a promessa de ser um factor que iria contribuir para a
    saida da crise, mas como “destes politicos” não podemos esperar muito, é melhor manter o alerta
    porque com a desilusão de não sermos os escolhidos
    vão continuar a meter as mãos no nosso bolso. Não
    o que será melhor………..

  4. A ideia está engraçada e revela imaginação.
    Mas se pensarmos a sério o raciocínio tem um vício.
    O mal não está em fazermos as coisas. Poderá estar quanto muito em nem sempre haver gente séria.
    Isto é como a sustentabilidade e o défice. A Republica Centro Africana por exemplo, não tem empréstimos para pagar a bancos nem tem a ameaça do FMI. Não tem auto-estradas nem aeroportos nem TGVs . Possivelmente até pensam que são felizes. Algum de vocês quer trocar?

  5. O juro soberano a subir as paredes para os lados do sul da Europa. Merkel compatriota do blater , a ver pela TV, o par de jarras Zapa e Socas”, num momento confrangedor, a passar um powerpoint em Zurique intitulado: “como fazer um mundial no nosso quintal e por as futuras gerações a pagar a conta”. Já se estava a ver o resultado… Mas como Português , custou-me ver a figura, triste, sem noção do ridículo , do nosso Primeiro ministro a vender um produto, em que a bandeira de espanha se sobrepõe à Portuguesa. Como se isso fosse a coisa mais natural deste mundo. Deus escreveu direito por linhas tortas. Hoje o nosso Afonso Henriques esteve de serviço e segredou-lhe ao ouvido o que tinha de ser feito.

  6. Desta já escapámos, bem feito para a corja de gigolos do nosso futebol. Alguns já deviam ter vivendas e Mercedes debaixo de olho.

  7. o outro dia não habia dinheiro para pagar aos soldados, não o há para educacion para hospitais de onde o quitarian depois para todo o que precisam para esse campeonato, de onde sadria?.-a25abril.org

  8. foi muito bem feito, Onde é que nós temos gabarito para este tipo de eventos ainda por cima amardos em bons com a Espanha a “quedar-se” com o mais importante, somos uns vendidos

  9. João, convinha fazer algumas contas antes de atirar com certas conclusões para o ar. O orçamento previsto para a organização do Mundial era de 2,5 milhões de euros. Admitemos, por experiência em matéria de derrapagens em obras públicas, que o custo ascenderia a, vá lá… 20 milhões. Sabe quanto lucrámos (repito: lucrámos – receita menos despesa) com o Euro 2004? Apesar de serem menos jogos, o Mundial atrai sempre mais gente e as receitas, nomeadamente publicitárias, são maiores. Ou seja, o lucro andaria por volta do mesmo montante. Já que temos os estádios feitos, pelo menos que usemos alguns deles para trazer receita. Um jornal (salvo erro o DN) adiantou um número: mil milhões de euros para Portugal e 2,3 mil milhões para a Espanha. Estamos a falar de receita prevista, mas mesmo que fique àquém deste valor, certamente seria várias vezes o valor dos custos. Concluindo: já que temos os estádios feitos e gastámos milhões com eles, à custa de quase todos nós, há que os aproveitar. Não aproveitar é desperdiçar uma oportunidade única de fazer um encaixe financeiro estrondoso. Já para não falar da venda da marca Portugal, que, convém recordar aos esquecidos, ficou valorizada após o Euro 2004, como ficou demonstrado com os dados oficiais quanto ao turismo nacional.
    Abraço.

    1. Já que a ideia é rentabilizar os estádios, porque raio é que a candidatura portuguesa não incluia o estádio do algarve, esse sim que precisa de ser rentabilizado e teria sinergias em termos de turismo, já que está no Algarve?

      1. Essa já é outra questão. Também sempre defendi 4 estádios, pois não compreendo como é que o Algarve, destino turístico por excelência, ficaria de fora, ainda por cima quando os custos com a sua extensão seriam mínimos, já que seria apenas uma bancada no topo norte do estádio para ter uma capacidade de 40 mil lugares. Mas mesmo com apenas 3 era a favor da organização. Mas, bem à portuguesa com o seu espírito de velho do restelo, muita gente ficou contente por perdermos. E ainda nos queixamos dos nossos governos…
        Cumprimentos.

    1. Pois é, Ricardo. Não tenho a mais pequena dúvida sobre a sua benevolência e tenho o maior respeito pela sua crença. Mas deixe-me que lhe diga: estou cheio de ouvir esses e outros argumentos a antecederem os mais escandalosos prejuízos. E não estou sozinho, acredite.

      1. Não é benevolência, João, apenas contas rápidas. Se não acredita em mim, recomendo uma pesquisa rápida no google com as palavras “receitas euro 2004”. Poderá ler, por exemplo, estudos com as receitas e as despesas do euro 2004. Por exemplo, este estudo do ISEG: http://www.iseg.utl.pt/mm-conteudos/noticias/eventos/evento_165/Estudo_Sintese_24Mar04.pdf
        Como disse, são contas rápidas. Mesmo que haja uma derrapagem de dez vezes o valor orçamentado (20 milhões como referi no 1º comentário), os lucros serão, no mínimo (valores manifestamente por baixo) de 200 milhões, só em impostos e receitas directas. Directas! Ou seja, o turismo não entra para esta conta. Continua céptico João?
        Abraço.

      2. Esqueci-me de deixar outro link para as estimativas do Mundial de 2018: http://desporto.clix.pt/futebol/futebol-internacional/fifa/organizacao-iberica-pode-render-a-portugal-mil-milhoes-em-receitas-indirectas.html
        Esta notícia fala num estudo que aponta para 700 milhões de receitas. Eu fico-me pelos 200 em receitas directas (que significaria um lucro de 180 milhões), só para contentar o João e todos os cépticos.

        1. Ok, Ricardo. Ambos sabemos (e muitos, muitos mais também sabem) o que tudo isto tem sido. É sempre um maná: lucros imensos em estudos de planeamento e receita que nunca foram seriamente feitos, corrupção que é um fartote, processos-crime que nunca chegam ao fim e por aí fora.
          Lembre-se do TGV e do aeroporto, que nunca tiveram a primeira pedra e ainda continuam a custar-nos um dinheirão entre o pára-e-avança que se sabe. São excelentes exemplos das contas, dos projectos e das oportunidades que classificam a classe política que nos gere. O que é que avançou? A rede de autoestradas, que é o elefante que anda aí.
          Por mim (e por muito boa gente), chega. Temos muito com que nos entreter dentro de portas e os eventos internacionais foram também boas fontes para esse entretenimento. Mas agradeço a informação que aqui trouxe.
          Um abraço.

          1. João, em teoria concordo consigo. A história tem provado que não sabemos gerir o dinheiro, seja nos governos seja nas empresas privadas (sempre tivémos maus gestores), mas neste caso concreto é fácil (parece-me) perceber que nunca dará prejuízo, mesmo com corrupção, negócios paralelos*, derrapagens, estudos e projectos, etc, etc, etc…
            Bom fds.

            * Durante a construção de um dos estádios para o euro 2004, a empresa de construção desse magnífico estádio estava a desviar material para uma outra obra. Por cada camião que saía com material (cimento, por exemplo), saía outro para a outra obra. Mas entrou tudo na conta apresentada ao estado e às autarquias e clubes. Toda a gente sabe como isto funciona, mas ninguém faz nada. Porquê? Porque os beneficiados financiam bastante bem os principais partidos. Logo, estes nem implicam com estes negócios…

          2. Ora aí está, Ricardo.
            Repare que o estádio do Algarve, se viesse a ser utilizado, ainda precisaria do investimento para uma bancada, por curto que fosse o custo. E para quê? Para um jogo. E para ficar depois à espera de mais um ou outro concerto.
            O cepticismo não é bem um estado de alma, Ricardo. É mais um desconforto pelo estado deplorável a que isto chegou.
            Bom fim-de-semana.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *