… a formação em V no voo dos patos bravos que emigram tem curiosas explicações? Pois tem e é mais do que copiar o exemplo das esquadrilhas de caças norte-americanos. Como acontece com frequência em várias espécies do reino animal, há sempre um líder que os restantes seguem. No entanto, o instinto diz-lhes que o voo pode complicar-se e a visão é parcialmente tolhida se ficarem em linha, pelo que a solução natural é a que se sabe.
O resultado desta formação permite ainda uma organização que os observadores assinalam: sendo o líder o que dispende maior esforço, ciclicamente afasta-se, atrasa-se e coloca-se mais atrás, dando a vez ao que lhe estiver mais próximo, à esquerda ou à direita. E assim se vão rendendo e rodando ordenadamente durante as viagens migratórias.
Em Portugal, os patos-bravos nunca tiveram o hábito de voar e emigrar. O que é natural: não precisam de temer, que nenhum mal lhes cai em cima.


Parece que ainda têm a vantagem de realmente poupar esforço devido à forma como se expõem às correntes do ar. O bando tem assim uma maior aerodinâmica geral.
Os patos bravos, claro. Porque os patos-bravos não poupam esforços. Eheh…
Caro Prof João Carvalho
” O saber não ocupa espaço”…
Porém, permita-me o reparo: -Não foram os patinhos que copiaram o voo das esquadrilhas dos caças da USAF… O meu “magalhões” diz o contrário…
Os patos bravos lusitamos não precisam de “emigrar”, porque são “candida mente” amparados… Já nem o insigne caçador Alegre lhes manda chumbo.. vivem felizes !
Ou seja: estamos de acordo, não é? Os patos bravos não copiam o voo das esquadrilhas de caças e os ‘nossos’ patos-bravos não precisam de emigrar.
E nem podiam emigrar com aquele peso todo. Sim, é que é Portugal os patos bravos são bem gordinho.
Muuuuuuiiiito.
Gostei muito 🙂
Ainda bem.
:o)
São patos bravos que se acomodaram às condições favoráveis e desenvolveram determinadas características que lhes permitem perpeuar a sua estada, fazendo jus à teoria de Darwin…
Muito conveniente…
O líder ciciclamente afasta-se ….
Sei bastante sobre o voo dos patos bravos e da forma como naturalmente se inter-ajudam; infelizmente, sei também algumas bastantes coisas dos patos-bravos, umas delas, como é óbvio, que não emigram nunca.
É triste!
Parece o outro: só saio daqui, morto!
Só saio daqui de pato bravo…