Sabia que… (42)


jmmcc,

… os cães também podem apresentar sintomas de stress pós-traumático? Já tinha ouvido dizer, se calhar, e pode acreditar. Um exemplo disso é a Gina, uma cadela de Pastor Alemão norte-americana com dois anos que fez uma comissão de serviço no Iraque. Altamente treinada para farejar bombas ao lado das tropas, conduzir buscas porta-a-porta e detectar toda a espécie de sons provenientes de detonações, rebentamentos e explosivos, voltou a casa, no Colorado, tímida e medrosa.

De regresso, quando tentaram fazê-la entrar num edifício, resistiu e não foi fácil obrigá-la a transpor a porta. Uma vez dentro de casa, manteve a cauda dobrada por baixo do corpo e passou a rastejar e a esconder-se debaixo dos móveis e a encolher-se nos cantos. Para o veterinário que a assiste, apresentou todos os sintomas e sinais correspondentes a trauma de guerra. Só agora, um ano depois, começa a recuperar alguma normalidade, à custa de andar com muita gente, para se habituar de novo à presença humana, e de ser reintroduzida em meios militares, com os ruídos que ela conhece.

Entre nós, a guerra é a do dia-a-dia, o que já não é coisa pouca. Por isso é que voltou a crescer, infelizmente, o número de animais domésticos abandonados. Mas — diga-se em abono da verdade — quem leva vida de cão são os contribuintes.

8 comentários em “Sabia que… (42)”

  1. Não sabia, João, mas não me surpreende. O pós-stress traumático é horrível. Numa situação diferente, tive aqui um gato que me adoptou que, quando eu saía, entrava em stress. Como ficou doente, acabou por piorar numa vez que saí.

  2. Ainda bem que a Gina, minha homónima, está a recuperar bem.
    Eu acredito que os nossos animais adivinham os sentimentos e os humores dos donos, além de sentirem e sofrerem com a separação ainda que por breves momentos.
    Os meus animais, o Rex Linus (cão) e o Rafa Eli (gato) andam todo a dia à minha volta. Logo de manhã fazem-me uma festa bem barulhenta.
    Ontem, saí de casa às 20,30h para ir a casa de uma das minhas irmãs.
    Deixei o jantar para os ‘pequenos’ nas taças.
    Cheguei por volta das 22,00, os meus pequenos estavam na varanda, deitados muito juntos à minha espera; quando me viram a entrar fizeram uma festa à volta do carro, logo que saí do carro juntei-me à festa e eles foram logo de seguida comer.
    A minha outra irmã, que tinha ficado em casa a acompanhar a minha mãe, disse que tinha insistido com eles para comer e irem para a nana mas nada os demoveu.
    É engraçado como eu também tenho saudades dos meus baixinhos quando tenho de me ausentar.

    1. É exactamente como diz e eu entendo bem isso. Pena é que muita gente não lhes dê a atenção que merecem. Ainda por cima, não falta quem dê atenções a humanos que decididamente não merece.

  3. Também li essa notícia, que também me impressionou. Pelo menos os americanos usam imenso cães em teatro de guerra para tarefas especializadas. Pobres e valentes bichos!

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